Últimas Publicações:

23/04/2021 - Educação Infantil

Baú de ideias – A...

Olá, Professores! Desejamos que todos estejam bem! Hoje, falaremos um pouquinho sobre criatividade, que é uma das habilidades mais importantes para se desenvolver uma atividade produtiva, tanto para nós professores, ...

23/04/2021 - Educação Infantil

Baú de ideias – A criatividade das crianças pequenas

Olá, Professores!

Desejamos que todos estejam bem!

Hoje, falaremos um pouquinho sobre criatividade, que é uma das habilidades mais importantes para se desenvolver uma atividade produtiva, tanto para nós professores, quanto para as crianças pequenas. Ser criativo é uma característica que faz a diferença, traz mais oportunidades e possibilidades de conhecimento e aprendizado.

Segundo Sir Ken Robinson, criatividade é um processo de ter ideias originais que tenham valor.

Processo e não uma ideia que veio do além; originais porque são únicos, autênticos, não são copiados e nem reproduzidos se tiverem algum valor.

Todos nascemos com um grande potencial criativo, apenas precisamos desenvolver a criatividade.

E isso inicia-se com os bebês e crianças bem pequenas, quando começam a se descobrirem como ser, estar e sobreviver no meio onde estão inseridos, ou seja no mundo que os cercam. E a infância é o momento ideal onde os professores podem contribuir por meio de atitudes e atividades simples e poderosas a estimular o pensamento criativo dentro do desenvolvimento natural das crianças.

No Blog “Bebês e CIA”, falamos que os bebês são cientistas, enquanto que as crianças bem pequenas são exploradoras.

Nesse Blog “Baú de ideias”, nos referimos às crianças pequenas com idade de 4 e 5 anos como inventoras. Nessa fase é como ocorresse um pico de criatividade das crianças as quais já dominam a imaginação que está muito presente em suas ações e que é muito importante e especial para elas.

Durante esse período, a criança entende que a sua mente é capaz de criar coisas e não há limites para que essa criação ocorra, porque acredita na sua própria capacidade e nada mais fantástico do que brincar de faz de conta, de explorar, de inventar, de criar possibilidades.

Nessa idade a criança está fazendo um ensaio para a vida, ensaiando como é viver enquanto brinca. Reproduz profissões, situações e também as suas vivências. Em geral, o que a criança expressa nessas brincadeiras de faz de conta são as referências que possuem dos adultos que a cerca e será esse inventor a partir dos interesses, estímulos e das referências que são fornecidas a ela.

Nesse caso, é importante oferecer para as crianças acessórios como, caixas, chapéus, lenços, toalhas, lençol, TNT ou qualquer outro tecido grande e outros materiais para que elas possam usar a criatividade, imaginação para transformá-los em que desejarem e para que a imaginação delas ganhe vida.

Outra opção, é formar uma brinquedoteca versátil, com materiais de montar e objetos como bonecas, panelinhas, louças de brinquedo e muito mais.

Brincar com materiais, acessórios, brinquedoteca versátil e brincar com seus pares são possibilidades de estimular a criatividade dessas crianças inventoras.

Brinquedos são seus companheiros e fundamentais para despertar a criatividade e esse poder de invenção que toda criança possui.  Basta uma diversidade deles e muito estímulo a cada momento.

Para isso, segue algumas sugestões interessantes, divertidas e estimulantes para as nossas crianças inventoras.

  1. Brincando com caixas de papelão

Para a criança inventar algo que tenha vontade.

Materiais: caixas de papelão e fita crepe

Observe nas imagens abaixo que lindo castelo e que cabana bacana foram inventadas e criadas pela criança.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2.Brincando com tecidos

Materiais: disponha lençóis, toalhas, TNT ou qualquer outro tecido e deixe a criatividade rolar solta entre as crianças. Poderá surgir uma barraca, uma tenda, um vestido e ou véu de noiva, uma capa de super herói, enfim deixe a criança “ inventar moda”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3.Gincana das profissões

Para fazer essa brincadeira, você precisa preparar uma lista de profissões: médico, veterinário, cozinheiro, cabeleireiro, bombeiro, professor…

Selecionar previamente alguns materiais e objetos relacionados com as profissões, deixando-os em espaços onde as crianças possam encontra-los. A atividade consiste em falar para a criança uma profissão dessa lista e pedir para ela procurar 3 objetos que sejam usados por um profissional desse ramo. Em seguida, deverá criar uma situação para representar a profissão falada para ela.

Por exemplo, ela pode pegar uma pedra e dizer que é o giz da professora. Ou pegar uma cartolina e dizer que é a lousa. É possível também.  É uma ótima maneira de ver até onde vai a imaginação das crianças.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas não esqueçam que o fundamental sempre e em qualquer faixa etária é conversar com a criança, olhar para o que a criança olha, compartilhar o olhar com ela, esticar a conversa, fazer perguntas como:  o quê? Como? Cadê? O que é isso? Porque e como fez isso?

E vários outros questionamentos que certamente promoverão a descoberta, a aprendizagem, estimularão a criatividade e auxiliarão a desenvolver a linguagem oral da criança.

 

Deixe seu comentário e compartilhe conosco como é a experiência de trabalhar com crianças inventoras.

 

Sempre que precisarem, entrem em contato conosco!

Grande abraço e até o próximo post!

Equipe Assessoria Educação Infantil Aprende Brasil

edinfantil@aprendebrasil.com.br

 

REFERÊNCIAS:

Robinson, Ken. Somos todos criativos: os desafios para desenvolver uma das principais habilidades do futuro. São Paulo: Benvirá, 2019

https://www.tempojunto.com/2020/11/02/como-estimular-a-criatividade-infantil-com-caixas-de-papelao/ Acesso em 22/04/2021

https://www.tempojunto.com/2016/05/20/10-maneiras-de-fazer-uma-cabana-em-casa/ Acesso em 22/04/2021

 

Deixe seu comentário e compartilhe como foi a experiência com a gente.

 

Sempre que precisarem, entrem em contato conosco!

Grande abraço e até o próximo post!

Equipe Assessoria Educação Infantil Aprende Brasil

edinfantil@aprendebrasil.com.br

 

Deixe o seu comentário!

23/04/2021 - Educação Infantil

Bebês e Cia – A c...

Olá, Professores! Desejamos que todos estejam bem! Hoje, falaremos um pouquinho sobre criatividade, que é uma das habilidades mais importantes  para desenvolver uma atividade produtiva, tanto para nós professores, q...

23/04/2021 - Educação Infantil

Bebês e Cia – A criatividade dos bebês e das crianças bem pequenas

Olá, Professores!

Desejamos que todos estejam bem!

Hoje, falaremos um pouquinho sobre criatividade, que é uma das habilidades mais importantes  para desenvolver uma atividade produtiva, tanto para nós professores, quanto para os bebês e crianças bem pequenas. Ser criativo é uma característica que faz a diferença e traz mais oportunidades e possibilidades de conhecimento e aprendizado.

Segundo Sir Ken Robinson, criatividade é um processo de ter ideias originais que tenham valor.

Processo e não uma ideia que veio do além; originais porque são únicos, autênticos, não são copiados e nem reproduzidos se tiverem algum valor.

Todos nascemos com um grande potencial criativo, apenas precisamos desenvolver a criatividade.

E isso inicia-se com os bebês e crianças bem pequenas, quando precisam descobrir como ser, estar e sobreviver no meio onde estão inseridos, ou seja, no mundo que os cercam. E a infância é o momento ideal onde os professores podem contribuir por meio de atitudes, atividades simples e poderosas a estimular o pensamento criativo dentro do desenvolvimento natural das crianças.

No primeiro ano, pode-se dizer que os bebês são cientistas. E o cientista nasceu para explorar, ele é um grande explorador.

Os bebês nasceram para serem cientistas e o grande trabalho deles é criar teorias e hipóteses sobre como o mundo funciona a partir dos sentidos que eles possuem e que se desenvolverão ainda mais a cada dia. Dessa forma, para termos crianças criativas precisamos estimular os seus sentidos e realizar atividades sensoriais. Elas compreendem e conhecem o mundo pelo olhar, pelo tato, pelo cheiro, pelo paladar e é necessário estimular as brincadeiras sensoriais para poder aumentar a coleção de experiências táteis, visuais, auditivas e olfativas para que consiga ampliar o seu repertório.

Para isso, seguem algumas sugestões bacanas para esse trabalho fantástico com os bebês.

  1. Contato com a natureza

Veja que legal, você não precisa ter habilidades específicas e nem comprar materiais para fazer. Basta sair com as crianças para explorar o ar livre. O sol, o vento, as flores, os sons, a areia, tudo será novidade para elas onde poderão sentir, ouvir, tocar, experimentar.

 

 

 

 

 

 

2. Caixa com fitas

Amarrar fitas, de preferência com texturas diferentes, numa caixa e deixar a criança brincar, tocar, experimentar e descobrir.  Aproveite para falar sobre as cores.

 

 

 

 

 

3.Texturas para engatinhar

Uma forma de incentivar o bebê a engatinhar e ao mesmo tempo descobrir novas sensações é fazer um percurso com diferentes texturas para ela atravessar. Toalha, cobertor, edredon, lençol, enfim você poderá  escolher o que estiver disponível, colocar sobre uma superfície segura e deixar a criança explorar o material, sentindo as texturas.

 

 

 

 

Passando o período do bebê, essa criança passa de cientista para exploradora que é a fase das crianças bem pequenas, de 1 aos 3 anos de idade. Com essa idade já conseguem se locomover pela casa, começam a explorar os espaços, já dominam um pouco mais o seu corpo, estabelecem uma relação com os objetos e já sabem que possuem uma determinada função, como por exemplo: já conseguem saber que a bola serve para  jogar, o copo para beber e o livro para manusear.

E o que fazer para incentivar a criatividade da criança bem pequena que é exploradora?

É muito bacana oferecer os objetos da casa:  o sofá por exemplo, vira uma cabana, brincadeiras com almofadas, com panelas, colheres de pau, potes e tampas. Brincar com a criança sem impor a brincadeira e sim deixa-la liderar a brincadeira, dando-lhe autonomia para as tomadas de decisões e para buscar as soluções.

  1. Brincadeira com almofadas:

Que tal fazer um circuito feito com almofadas? É excelente para estimular a coordenação motora grossa das crianças. Dá para fazer um caminho entre um móvel e o outro, por exemplo. No início, é importante a criança ter onde se apoiar. Quando o caminho estiver pronto é só chamar a criança para brincar e depois, observar as estratégias que ela usa para atravessar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2. Brincando com potes de cozinha

A proposta é fazer a criança encontrar as tampas certas para cada pote. Você começa separando potes de plástico de diferentes tamanhos e formatos e coloca-os no chão, dispondo os potes de um lado e as tampas do outro.

Em seguida você chama a criança e explica o “Jogo dos Potes”, falando inicialmente para a criança que terá que encontrar a tampa certa para cada pote.

É muito legal observar que a criança logo estabelecerá um padrão de escolher uma tampa, olhar para os potes e ir direto no certo. Conceitos como grande e pequeno e formas geométricas são trabalhados o tempo todo em atividades como esta, além das descobertas que faz quando, ao explorar, percebe, por exemplo, que vários potes cabem um dentro do outro, quando começam a comparar as tampas umas com as outras ou até mesmo quando constroem torres e castelos com esses materiais.

 

 

 

 

 

Mas não esqueçam que o fundamental sempre e em qualquer faixa etária é conversar com a criança, olhar para o que a criança olha, compartilhar o olhar com ela, esticar a conversa, fazer perguntas como:  o quê? Como? Cadê? O que é isso? Porque e como fez isso?

E vários outros questionamentos que certamente promoverão a descoberta, a aprendizagem, estimularão a criatividade e auxiliarão a desenvolver a linguagem oral da criança.

 

Deixe seu comentário e compartilhe conosco como é a experiência de trabalhar com os bebês cientistas e as crianças exploradoras.

 

Sempre que precisarem, entrem em contato conosco!

Grande abraço e até o próximo post!

Equipe Assessoria Educação Infantil Aprende Brasil

edinfantil@aprendebrasil.com.br

 

REFERÊNCIAS:

Robinson, Ken. Somos todos criativos: os desafios para desenvolver uma das principais habilidades do futuro. São Paulo: Benvirá, 2019

https://www.tempojunto.com/2014/12/29/melhores-atividades-de-descoberta-sensorial/ Acesso em 16/04/2021

https://www.tempojunto.com/2015/10/22/com-usar-almofadas-para-estimular-a-coordenacao-motora-dos-pequenos/#:~:text=Hoje%20vou%20falar%20de%20mais,coordena%C3%A7%C3%A3o%20motora%20grossa%20dos%20beb%C3%AAs. Acesso em 16/04/2021

https://www.tempojunto.com/2016/07/19/como-brincar-com-potes-da-cozinha/ Acesso em 16/04/2021

 

 

Deixe o seu comentário!

30/03/2021 - Geografia, História

A interrupção do t...

Olá professora! Olá professor! Neste post falaremos sobre o encalhamento do cargueiro Ever Given, que aconteceu no dia 23/03, no Canal de Suez, principal rota de comércio entre a Ásia e a Europa (passagem entre o Mar...

30/03/2021 - Geografia, História

A interrupção do tráfego no Canal de Suez: a Geografia na atualidade

Olá professora! Olá professor!

Neste post falaremos sobre o encalhamento do cargueiro Ever Given, que aconteceu no dia 23/03, no Canal de Suez, principal rota de comércio entre a Ásia e a Europa (passagem entre o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo) que durou quase uma semana.

Mas, o que provocou essa situação?  Fortes rajadas de vento, associadas a uma tempestade de areia, fizeram com que o navio  encalhasse e ficasse atravessado no Canal, que é responsável por cerca de 10% do comércio marítimo global. Com o bloqueio, mais de 400 navios ficaram parados, aguardando a liberação da passagem. A demora no desbloqueio, causou grandes prejuízos para as cias marítimas de cargas de todo o mundo, e, sobretudo para o Egito e para a Companhia Evergreen Marine Corp, que é a responsável pelo cargueiro encalhado. Ambos, país e companhia, tiveram que arcar com as despesas do desencalhe e perdas das demais cias. Além disso, parte da receita do Egito advém da cobrança de taxas pela passagem pelo Canal.

Outro fato que chama a atenção, é a dependência de uma única rota marítima, pois um possível desvio  envolveria uma viagem de cerca de 9 mil quilômetros até o Cabo da Boa Esperança, contornando a África, o que acrescentaria 15 dias de navegação, provocando o aumento dos custos de frete e automaticamente das mercadorias transportadas.

Essa situação poderia ser explorada em diferentes momentos das aulas de Geografia, ao longo de todo o Ensino Fundamental, uma vez que envolve conteúdos como:

  • localização espacial;
  • cartografia;
  • redes de transporte e comunicação;
  • internacionalização e globalização;
  • setores da economia;
  • geopolítica mundial;
  • comércio marítimo, etc.

O que achou deste post? Deixe seu comentário.

Equipe Assessoria de Geografia

Sempre que precisar entre em contato conosco: geografia@aprendebrasil.com.br
Siga nossas redes sociais: @aprendebrasil

Grande abraço e até o próximo post!

Equipe Assessoria de Geografia

Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2018. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf>. Acesso em:  25 março de 2020
ESPAÑOL, Marc. Encalhe do navio no Canal de Suez provoca prejuízos milionários e e queixas no Egito. Artigo disponível em <https://brasil.elpais.com/economia/2021-03-26/acoes-milionarias-e-queixas-no-egito-o-alto-custo-do-encalhe-do-navio-no-canal-de-suez.html>  Acesso em 26 mar.2021
Fonte imagem:  https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2021-03/liberacao-de-porta-conteineres-libera-canal-do-sue Acesso em 29 mar.2021

Deixe o seu comentário!

10/03/2021 - Ensino Religioso, História

Dialoga, Brasil! ...

Palavras-chave: Tempo, temporalidade, memória. Segmento/ano: Ensino Fundamental, Educação Infantil.     Professores, vamos refletir um pouco sobre o conceito de tempo e temporalidade?   O que entendemos...

10/03/2021 - Ensino Religioso, História

Dialoga, Brasil! – Para que serve o tempo?

Palavras-chave:

Tempo, temporalidade, memória.

Segmento/ano:

Ensino Fundamental, Educação Infantil.

 


 

Professores, vamos refletir um pouco sobre o conceito de tempo e temporalidade?

 

O que entendemos por realidade é um processo individual para cada pessoa. Formado sobretudo através do nosso contato com o mundo externo e nossa absorção dele. Isso não ocorre de maneira neutra, pois nossas crenças, memórias, vivências, etc. servem de filtro para que a realidade chegue até nós, tornando-se um processo único para cada pessoa. 

Um dos fatores determinantes na forma como vamos dialogar com o mundo externo é o tempo. Por vezes tão abstrato, lidamos com ele de forma mecânica no cotidiano, ou mesmo inconsciente. Porém, compreender as diversas construções de tempo que nos rodeiam, permite-nos observar acontecimentos, agir e analisar a realidade de maneira mais crítica na nossa relação com o meio, com as pessoas e com nós mesmos. Tempo, é também um instrumento chave quando o assunto é ensino de História!

A nossa compreensão de tempo passa por um caminho: concepção do tempo, percepção do tempo e temporalidade.

A concepção está atrelada ao social, ou seja, como a sociedade na qual fomos criados entende o tempo? 

Sobretudo no ocidente, fomos ensinados a lidar com ele de forma cronológica e linear. Essa concepção é baseada numa ideia progressiva do tempo, como se estivéssemos caminhando em uma linha reta. Ou melhor, como se a História do mundo caminhasse de forma linear. As famosas linhas do tempo, tão usadas na História e no ensino dela, são um ótimo exemplo disso!

Apesar de ser comum vermos essa concepção como “natural”, há inúmeras críticas à ela, primeiro porque reproduz uma visão eurocêntrica e excludente do mundo, segundo porque:

 

O tempo da História não é uma linha reta […] as linhas entrecruzadas por ele compõem um relevo. Ele tem espessura e profundidade (PROST, 2014, p. 114)

 

Dessa forma, é importante que observemos que construir uma História cronológica e selecionar os fatos considerados relevantes para se estar em uma linha do tempo não é um processo neutro e exclui dessa linha muitos outros acontecimentos e fatos ocorridos em tempos e espaços distintos. 

 

Para acessar o PDF clique na imagem ou AQUI.

 

Por sua vez, a percepção do tempo está ligada a forma como a concepção social chega para nós, de forma individual, filtrado por nossas memórias, vivências, crenças, etc. 

E por fim, chegamos a temporalidade: a sensação de passagem objetiva do tempo, no cotidiano, e nossas ações ligadas e delimitadas pelo tempo. A hora de acordar, sair de casa para o trabalho, escola ou faculdade, o horário daquela reunião importante, a hora do almoço e do café da tarde… tudo isso influencia as nossas ações e nossas relações: eis a importância da temporalidade!

Assim percebemos que, apesar de inconsciente, nossa relação com o tempo molda quem somos, como estamos e como entendemos o mundo! Esse processo começa ainda na infância e o ensino de História pode ser um aliado importante. Apresentar às crianças diversas formas de compreender o tempo pode ampliar a percepção de tempo e desenvolver sujeitos que se relacionam de forma mais saudável com o mundo, com as pessoas e com si mesmo. Um sujeito crítico!

 

Para acessar o PDF clique na imagem ou AQUI.

 

Apontamos que a percepção cronológica e linear de tempo se apresenta de forma excludente e eurocêntrica. Que tal expandir nossos conhecimentos sobre o tempo para outros grupos sociais? Esse material do InfoAmazonia e do Instituto Socioambiental nos apresenta um pouco da ideia de tempo para uma etnia dos povos originários do Brasil, perpassando a  astronomia, os ecossistemas climáticos e a espiritualidade.

 

Ciclos Anuais dos povos indígenas do Rio Tiquié – Calendário Indígena. Para assistir ao vídeo clique aqui.

 

E a pergunta que fica é: como fazer isso na prática, na realidade da sala de aula?

Fica ligado (a) no próximo post que vamos te apresentar uma possibilidade prática!

 

Habilidades mobilizadas (BNCC):

EF02HI06 Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

EF04HI01 Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço, com base na identificação de mudanças e permanências ao longo do tempo.

EF06HI01 Identificar diferentes formas de compreensão da noção de tempo e de periodização dos processos históricos (continuidades e rupturas).

 

*Texto escrito em parceria entre: Equipe Assessoria de História e Ensino Religioso e Professora Daniela Pereira da Silva

 

Sempre que precisar entre em contato conosco: historia@aprendebrasil.com.br
Siga nossas redes sociais: Instagram @aprendebrasil / YouTube: Sistema Aprende Brasil

 

Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: maio, 2018.
WHITROW, G. J. O Tempo na História. Rio de Janeiro. Editora Zahar, 1993.
FERREIRA, Marieta de Morais; OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de. Dicionário de Ensino de História. Editora FGV, 2019.

Deixe o seu comentário!

21/12/2020 - Educação Infantil

Quarentena brincante...

Queridos pais, crianças e professores! Essa postagem é apenas para deixar um recadinho bem especial para todos! Estamos chegando ao final de 2020! Um ano atípico, diferente, o qual tivemos que fazer diferente, nos res...

21/12/2020 - Educação Infantil

Quarentena brincante para crianças de todas as idades

Queridos pais, crianças e professores!

Essa postagem é apenas para deixar um recadinho bem especial para todos!

Estamos chegando ao final de 2020! Um ano atípico, diferente, o qual tivemos que fazer diferente, nos ressignificar, nos reinventar. Passamos por muitas surpresas agradáveis, outras nem tanto, inseguranças, medo, ansiedade, que nos fizeram repensar nossas atitudes, nossos planos, nossas ações, nossos sentimentos e valores!

Foi muito bom estarmos juntos nesse ano de 2020!

Passamos por muitos desafios e a companhia de todos vocês nos motivou a continuar trabalhando para impactar positivamente a educação. Certamente, terminaremos o ano mais fortes, experientes, mais unidos e com o coração transbordando de alegrias por ter realizado o nosso melhor.

Que as incertezas vividas nesse ano se traduzam em aprendizado para a construção de um ensino cada vez mais significativo e de qualidade e que o amor esteja presente no coração de cada um de vocês!

 

Feliz e Abençoado Natal e que 2021 seja repleto de paz, saúde e prosperidade!

Um fraternal abraço!

Equipe de Assessoria da Educação Infantil

Siga nossas redes sociais: @aprendebrasil

Deixe o seu comentário!

17/11/2020 - Língua Inglesa

Afinal, o que é lí...

ILF ou ELF O termo ‘inglês como língua franca’, representado pelo acrônimo ILF ou em inglês ELF (English as a lingua franca), refere-se à ideia de que a língua inglesa hoje é mais utilizada em situações que ...

17/11/2020 - Língua Inglesa

Afinal, o que é língua franca?

ILF ou ELF

O termo ‘inglês como língua franca’, representado pelo acrônimo ILF ou em inglês ELF (English as a lingua franca), refere-se à ideia de que a língua inglesa hoje é mais utilizada em situações que envolvem falantes não nativos de inglês do que em situações em que nativos se comunicam. Ou seja, ela não pertence àquela comunidade de falantes específica, nem à corte inglesa. Ela é franca, neutra, pertence a quem dela fizer uso.    A BNCC, documento oficial que estabelece habilidades e competências a serem desenvolvidas na educação básica, enfatiza a importância de se esclarecer aos alunos essa característica do inglês como língua franca.

Língua franca, ensino e identidade

Para o professor de língua inglesa é essencial perceber que a língua é social, que ela revela muito da cultura e dos costumes de cada região em que é falada. A língua revela a identidade de um povo. Ao falar, a pessoa revela de onde vem, país, classe social, cultura, estudo, gênero, profissão. À medida em que cada um se expressa, muitas características típicas da sua cultura são reveladas: comportamentos, gestos, sotaques, escolhas de palavras, todos são fatores reveladores. Se a língua é parte da identidade, essa identidade no contato com uma cultura estrangeira é reafirmada, repensada e reconstruída. Por isso é fundamental perceber a importância do uso e do ensino da língua inglesa como língua franca. O professor ensina uma língua com a qual o aluno irá se comunicar tanto para falar com falantes nativos como para falar com estrangeiros. É comprovado que hoje a língua inglesa apresenta mais falantes não-nativos do que nativos.

Inglês internacional, global ou mundial

H. Douglas Brown há alguns anos utilizou a expressão International English para falar dessa característica de língua a ser utilizada além das fronteiras de onde é falada por nativos. World English é o termo que Ragajopalan adotou para explicar a condição da língua inglesa como língua internacional, que não pertence a nenhuma nação. Segundo esse autor, a língua inglesa deixou de ser monopólio dessa ou daquela nação, ela pertence a quem dela fizer uso. Da mesma forma, David Crystal utiliza o termo Global English para explicar o fato de que essa língua é falada em todo o globo. Todos os três autores, que sao referências para formaçao de professores e estudos de metodologia de língua inglesa, discorrem sobre esse aspecto da língua inglesa, o de ser falada no mundo todo por diferentes comunidades que precisam se comunicar, buscando uma neutralidade de sotaques e gírias para que falantes não nativos cheguem a um denominador comum para a comunicação.   Preparar os alunos para enfrentar essa realidade é fundamental. Lembrar que não existe um único código, uma única maneira de falar inglês, um único sotaque a ser considerado o correto, é essencial.

Qual a variante correta de língua inglesa para o ensino?

Respeitar as diferentes variantes e características culturais é fundamental para a comunicação. Ao considerar a aprendizagem de língua materna, parece natural que existam variações, pois somos um país rico em características singulares que definem cada cultura local e cada variante linguística. Diferenciamos naturalmente um gaúcho de um mineiro ou de um carioca. Na língua estrangeira, especialmente o inglês, essa variação carrega uma amplitude ainda maior, dado o número de falantes nativos e não nativos que existem hoje. Sendo assim, nao existe a variante correta para ensinar em sala de aula, como em qualquer outra língua, mesmo a nossa língua portuguesa, não existe o sotaque perfeito ou o mais correto.  Existem variantes que decorrem do ambiente, da cidade, da cultura, do contexto. Mas nenhuma variante está errada em sua pronúncia ou escolha vocabular.

Nas palavras de Falcão,

“É, então, fundamental que o professor compreenda essa relevância e repasse para o aluno a ideia de que não existe a variante ‘certa’ ou ‘errada’, e que não se deve aprender apenas esta ou aquela variação por ser mais popular, ou menos transmitida pelas mídias sociais.”

Carvalho explica e aconselha:

“A meu ver, esse preconceito em torno das diversidades da língua resulta, em parte, do contato inicial do estudante com o seu instrutor, seja qual for sua tendência linguística. Empatia, segurança, prestatividade e até mesmo um bom timbre de voz influenciam na compreensão, por isso é comum estranhar a pronúncia de um falante que não tenha todas essas qualidades. Desvincule-se de todo preconceito e vício. Não entre nessa de ficar escolhendo com quem gostaria de conversar ou o que ouvir. Na época em que vivemos, marcada pela globalização econômica e cultural, devemos estar preparados para falar (e ouvir) o mundo.”

Somos seres únicos, cheios de singularidades

É importante considerar que cada um de nós possui uma singularidade riquíssima de valores e vivências. E ao nos comunicarmos com outras pessoas, estrangeiros ou não, estamos entrando em contato com essa ampla gama de características, crenças, valores, histórias que vêm junto com a fala, no ato da comunicação. Utilizar uma língua internacional é importante para acessar e entrar em contato com o mundo todo, mas lembrar que essas singularidades estão presentes e devem ser respeitadas é fundamental na comunicação por meio da língua inglesa.  Como afirma Morin, “A humanidade é ao mesmo tempo una e múltipla. Sua riqueza está na diversidade das culturas, mas podemos e devemos nos comunicar dentro da mesma identidade terrestre.” Pertencemos ao mesmo planeta e podemos nos comunicar com o mundo todo por meio dessa língua franca, o inglês, basta que respeitemos e estejamos abertos para compreender toda a bagagem riquíssima que acompanha o contato com o outro.

CARVALHO, Ulysses Britânico ou Americano, qual dos dois devo estudar? Disponível em: http://www.teclasap.com.br/britanico-ou-americano/ Acesso em 19/09/2017.

FALCÃO, Cristiane Vieira; DA SILVA, Ewerton Felix. AS VARIANTES DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: UMA ABORDAGEM DIDÁTICO-PEDAGÓGICA. Disponível em http://www.editorarealize.com.br/revistas/eniduepb/trabalhos/Modalidade_6datahora_04_10_2013_21_39_59_idinscrito_1682_8ee55d2ec117a4d0d317dc314b53fa50.pdf            Acesso em 19/09/2017

 

GIMENEZ, T.; CALVO, L. C. S.; EL KADRI, M. S. et al. (2015). Inglês como língua franca: desenvolvimentos recentes. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/rbla/v15n3/1984-6398-rbla-15-03-00593.pdf> Acesso em: 20 de abril de 2020.

 

MORIN, Edgar. Os Sete Saberes necessários à Educação do Futuro. 3.ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO,2001.

 

RAJAGOPALAN, Kanavillil. O inglês como língua internacional na prática docente. In: LIMA, Diógenes Cândido de. (org.) Ensino e aprendizagem de Língua Inglesa – conversas com especialistas. São Paulo: Parábola Editoria, 2009.

 

RITCHIE, Harry. It’s time to challenge the notion that there is only one way to speak English. Disponível em: https://www.theguardian.com/books/2013/dec/31/one-way-speak-english-standard-spoken-british-linguistics-chomsky

 

 

Deixe o seu comentário!