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06/04/2022 - Ciências, Geografia

Criatividade em paut...

Olá professora! Olá professor! Como anda sua criatividade? Você tem conseguido inovar em suas aulas de Geografia? Os alunos se sentem interessados e/ ou motivados em suas aulas? Essas e outras perguntas são important...

06/04/2022 - Ciências, Geografia

Criatividade em pauta

Olá professora! Olá professor!

Como anda sua criatividade? Você tem conseguido inovar em suas aulas de Geografia? Os alunos se sentem interessados e/ ou motivados em suas aulas? Essas e outras perguntas são importantes termômetros sobre o nosso trabalho como educador, pois, infelizmente, a escola nem sempre consegue acompanhar a velocidade das mudanças na sociedade como um todo.  Com certeza você já deve ter ouvido alunos, pais, amigos comentarem que as aulas de Geografia são maçantes e que não tem relação com a realidade.

Observe que este é o pior equívoco, pois o componente curricular pode não agradar a todos, mas afirmar que está distante da realidade, é algo que não podemos aceitar. Por isso, a necessidade de buscar questionamentos que insiram o aluno, o conteúdo e a realidade, em um mesmo “pacote”. Por exemplo, no 6o ano/3o volume, poderia iniciar o capítulo sobre Clima, questionando os alunos se há uma relação entre condições atmosféricas e voos de balões, asa-deltas, aeronaves.

Ainda, sobre  clima que é um assunto recorrente em todo o Ensino Fundamental, é possível falar sobre a relação entre desastres naturais como enchentes e furacões e a propagação de vetores como parasitas, vírus e bactérias, e, a estiagem, atrelada à desnutrição. Com isso, não só estamos trazendo a realidade para as aulas, como estamos vinculando a Geografia a outros componentes curriculares, como Ciências.

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Equipe Assessoria de Geografia
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Referências:
Fonte imagem: https://pixabay.com/pt/photos/mapa-mundial-pessoas-figuras-6189261/ Acesso em o6 abr. 2022

 

 

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22/03/2022 - Ciências, Geografia

A guerra na Ucrânia...

Olá professor! Olá professora! Você já se deu conta de que a guerra na Ucrânia, revelou uma preocupação comum a todo o mundo no que diz respeito as fontes de energia? Não que essa inquietação não existisse, ma...

22/03/2022 - Ciências, Geografia

A guerra na Ucrânia e as fontes de energia na Europa e no mundo

Olá professor! Olá professora!

Você já se deu conta de que a guerra na Ucrânia, revelou uma preocupação comum a todo o mundo no que diz respeito as fontes de energia? Não que essa inquietação não existisse, mas com a guerra, ficou ainda mais evidente a fragilidade diante da dependência energética.

Fontes de energia é um assunto que perpassa pela Geografia ao longo do Ensino Fundamental, sobretudo nos Anos Finais, por isso, vale a reflexão de como abordá-lo com nossos educandos.

Um possível viés, seria por meio da análise das fontes de energia alternativas e renováveis, também chamadas limpas, pois a União Européia tem investido consideravelmente nestas fontes, com destaque para a eólica e a solar. Outra ideia seria propor a produção de maquetes de geradores de energia renováveis e não renováveis. Cada equipe ficaria responsável pela produção de uma fonte diferente: hidrelétrica, eólica, solar, nuclear, fóssil, biomassa, das marés. Ao final, cada grupo apresentaria a sua maquete e ao mesmo tempo traria as vantagens e desvantagens de cada uma delas. Para concluir este assunto, você poderia propor um debate sobre a dificuldade que a humanidade ainda enfrenta para conseguir substituir as fontes energéticas convencionais, e, portanto não renováveis. Essas sugestões podem ser acompanhadas de um trabalho interdisciplinar, tendo Ciências, Arte e Matemática interagindo com Geografia e quem sabe, transformando-se em um grande projeto com toda a escola envolvida.

A Rússia que iniciou essa guerra é uma das maiores produtoras de petróleo do mundo, juntamente com os Estados Unidos e a Arábia Saudita. Ao atacar a Ucrânia, Vladimir Putin mostrou que não apenas a Europa, mas todo o mundo ainda permanece muito dependente das fontes de energia não renováveis. Além disso, desde o início desse conflito, o petróleo e o gás natural têm sofrido sucessivos aumentos no mercado de commodities. O que tem pressionado os preços de toda a cadeia produtiva em todo o mundo.

Vale lembrar que ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo, não tem relação com possuir as maiores reservas, pois estas ainda se encontram no Oriente Médio e Venezuela.

Apesar de todo investimento em energia limpa, é importante salientar que as fontes alternativas dependem de condições naturais como chuvas, ventos, radiação solar que nem sempre suprem o mínimo necessário para a geração de energia (problemas como mudanças atmosféricas, invernos rigorosos, longos períodos de estiagem) têm provocado menor produção de energia limpa e portanto, maior dependência do petróleo e gás natural.

Para finalizar, pensando em promover educandos mais críticos e participativos na vida cotidiana, você poderia propor que cada equipe buscasse uma solução viável para a diminuição da dependência dos minerais fósseis.

Gostou do artigo? Já desenvolveu algum trabalho dentro desta temática com seus alunos? Compartilhe conosco

Equipe Assessoria de Geografia

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Referências:
Fontes de energia: https://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/fontes-de-energia Acesso em 24 mar. 2022
Fonte imagem: https://pixabay.com/pt/photos/usina-nuclear-3545244/ Acesso em 24 mar. 2022

 

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17/05/2021 - Ciências

Ciência como ferram...

Carl Von Linné https://escola.britannica.com.br/artigo/Carlos-Lineu/632188)(1707-1778)  é o nome de um naturalista amplamente estudado e conhecido pelos professores de Ciências. Lineu, como é chamado na língua por...

17/05/2021 - Ciências

Ciência como ferramenta de legitimação do preconceito

Courtesy of the Nationalmuseum, Stockholm

Carl Von Linné https://escola.britannica.com.br/artigo/Carlos-Lineu/632188)(1707-1778)  é o nome de um naturalista amplamente estudado e conhecido pelos professores de Ciências. Lineu, como é chamado na língua portuguesa, tem grande importância para o estudo das Ciências Naturais, especialmente pelo desenvolvimento do seu consagrado sistema taxonômico, utilizado até hoje para classificar os seres vivos.

O que talvez poucos educadores saibam é que em sua obra mais importante, Systema Naturae (1735), ao incluir o ser humano no reino animal o naturalista classifica os homens em quatro (4) variedades distintas, que levavam em conta não apenas a cor da pele, mas também os atributos morais, tais como:

Europeus albus – branco, inventivo, engenhoso, governado por leis.

Americanus rubesceus – moreno, amante da liberdade, irascível, governado pelos costumes.

Asiaticus luridus – amarelado, orgulhoso, avaro, governado pela opinião.

After niger – negro, preguiçoso, astuto, negligente, governado pela vontade arbitrária dos seus senhores. (Poliakov, 1974, p.137).

Atualmente olhar para estas definições soa como ofensivo e discriminatório, além de cientificamente incorreto, mas então como e por que este médico/botânico sueco ainda é tão importante para o estudo da Biologia?

Em nossas formações você já deve ter ouvido que a Ciência é uma atividade humana com determinações sociais e econômicas, sujeita a erros e acertos. Esta classificação foi publicada em 1735 e estudada por pesquisadores em diversas partes do mundo, e retrata exatamente o pensamento de uma elite social e intelectual branca da época, interessada em manter a sua

hegemonia e privilégios, buscando na Ciência meios de legitimar diferenças entre os seres humanos. Aqui no Brasil, este pensamento de utilização da pesquisa científica como discurso legitimador da superioridade branca sobre os outros seres humanos, encontrou terreno fértil em diversos estudos realizados por cientistas do Museu Nacional, em suas conferências e cursos públicos que ocorreram no Rio de janeiro entre 1870 e 1889. Nomes como Ladislau Netto, Louis Couty e João Baptista de Lacerda utilizaram a classificação de Lineu, estudos da evolução, da Antropologia, além da observação e estudos realizados com crânios e esqueletos que faziam parte do acervo do museu Nacional, para difundir as diferenças existentes entre as diversas “raças”  humanas, buscando defender uma superioridade branca sobre outros humanos, como os negros, asiáticos e  indígenas, como pode ser conferido no livro, Darwinismo, raça e gênero de Karoline Carula, historiadora, que descreve com detalhes o papel importante das conferências do museu Nacional como instrumento de influência social sobre a elite brasileira.

Sabemos hoje, graças ao avanço da genética e outras Ciências, que independente da cor da nossa pele todos somos parte de uma única espécie, somos os únicos hominídeos sobreviventes, os Homo sapiens. Todos os representantes desta espécie apresentam o mesmo desenvolvimento biológico, as mesmas capacidades e possibilidades evolutivas, o que impossibilita qualquer tentativa de se legitimar o preconceito racial ou de gênero entre a espécie humana por meio da Ciência. Nem sempre foi assim, muito se tentou e se especulou para provar que determinados grupos eram superiores há outros, merece

ndo, portanto, privilégios ou domínio sobre grupos diferentes e diversos. Se biologicamente esta é uma questão resolvida, ainda temos muito que desenvolver em termos sociais, educativos e de políticas públicas.

Esta reflexão aqui apresentada é uma iniciativa para convidar a todos(as) para participar, a partir do dia 8 de junho, de uma série de lives “Reflexões sobre práticas pedagógicas: caminhos para uma educação antirracista.” O evento será realizado no Canal do Youtube do Sistema de Ensino Aprende Brasil, organizado pela Assessoria de Área.

 

Vamos aprender um pouco sobre este tema e ajudar a melhorar cada vez mais a nossa sociedade? Espero vocês lá!

Até mais!

Assessoria de Ciências da Natureza

Para saber mais, leia também:

Preconceito, discriminação e racismo (http://educadores.aprendebrasilon.com.br/blogassessoria/2021/05/17/preconceito-discriminacao-e-racismo/)

Racismo: ainda precisamos falar sobre isso? (http://educadores.aprendebrasilon.com.br/blogassessoria/2021/05/05/racismo-ainda-precisamos-falar-sobre-isso/)

Os negros são racistas? (http://educadores.aprendebrasilon.com.br/blogassessoria/2021/05/10/os-negros-sao-racistas/)

Habilidades mobilizadas (BNCC): http://basenacionalcomum.mec.gov.br/:

(EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças.

(EF07CI06) Discutir e avaliar mudanças econômicas, culturais e sociais, tanto na vida cotidiana quanto no mundo do trabalho, decorrentes do desenvolvimento de novos materiais e tecnologias (como automação e informatização).

(EF09CI08) Associar os gametas à transmissão das características hereditárias, estabelecendo relações entre ancestrais e descendentes.

(EF09CI09) Discutir as ideias de Mendel sobre hereditariedade (fatores hereditários, segregação, gametas, fecundação), considerando-as para resolver problemas envolvendo a transmissão de características hereditárias em diferentes organismos.

(EF09CI10) Comparar as ideias evolucionistas de Lamarck e Darwin apresentadas em textos científicos e históricos, identificando semelhanças e diferenças entre essas ideias e sua importância para explicar a diversidade biológica.

(EF09CI11) Discutir a evolução e a diversidade das espécies com base na atuação da seleção natural sobre as variantes de uma mesma espécie, resultantes de processo reprodutivo.

Referências

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: abril  de 2021.

CARUTA, Karoline. Darwinismo, raça e gênero. Projetos modernizadores da nação em conferências e cursos públicos. (Rio de Janeiro; 1870-1889). Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2016.

POLIAKOV, Léon. O mito ariano. São Paulo, SP: Perspectiva/Edusp, 1974.

 

 

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19/04/2021 - Ciências

Entre a Lua cheia e ...

Tupinambá com arco e flecha, Albert Echout, 1643 ”Os tupinambá atribuem à Lua o fluxo e o refluxo do mar e distinguem muito bem as duas marés cheias que se verificam na lua cheia e na lua nova ou poucos dias depois...

19/04/2021 - Ciências

Entre a Lua cheia e a Lua nova … aprendendo com os Tupinambás

Tupinambá com arco e flecha, Albert Echout, 1643

Os tupinambá atribuem à Lua o fluxo e o refluxo do mar e distinguem muito bem as duas marés cheias que se verificam na lua cheia e na lua nova ou poucos dias depois”.

Claude d’Abbeville , 1612.

Assim o missionário francês Claude d’Abbeville relata um pouco do conhecimento sobre as marés, nos indígenas brasileiros Tupinambás, com quem ele conviveu ao longo de 4 meses no território que abriga atualmente o Estado do Maranhão. Em seu livro “Histoire de la mission de pères capucins en l’Isle de Maragnan et terres circonvoisines”, publicado em Paris em 1614, ele descreve o conhecimento dos indígenas em relação a localização geográfica, movimento do Sol, contagem dos anos, períodos com abundância de caça (lua nova) e com mais mosquitos ou percevejos (lua cheia).

Galileu Galilei é considerado o pai da astronomia, que é considerada a mãe de todas as Ciências, seu livro “Diálogo sobre os dois máximos sistemas do mundo; ptolomaico e copernicano”, publicado em 1632, propõe que as marés são resultado dos movimentos de rotação e translação da Terra, sem considerar a influência da Lua.

Somente em 1687, setenta e três anos após a publicação de d’Abbeville, Isaac Newton demonstrou que a causa das marés é a atração gravitacional do Sol e, principalmente, da Lua sobre a superfície da Terra. Esses fatos mostram que, muito antes da Teoria de Galileu, que não considerava a Lua, os indígenas que habitavam o Brasil já sabiam que ela é a principal causadora das marés.”

Assim o professor Germano Afonso, doutor em Astronomia nos apresenta em um artigo de 2009 a informação de que muito antes da sistematização científica os indígenas já utilizavam conceitos da Astronomia como meio de garantir sua sobrevivência no ambiente natural, respeitando e estabelecendo as devidas relações com os ciclos naturais. Assim como outros povos ao redor do mundo desenvolveram o que hoje chamamos de Etnostronomia.  Surpreendente não?

Para entender melhor como é possível que os indígenas e/ou outros povos primitivos conhecessem mais alguns princípios astronômicos, antes mesmo de existir a Ciência Astronomia descrita exemplarmente nas obras do próprio Galileu, é necessário resgatar um pouco sobre a concepção de Ciência e os diferentes tipos do conhecimento humano.

O mérito de Galileu e outros cientistas europeus foi o de sistematizar as observações e os seus estudos, por meio da experimentação e da publicação de obras com os resultados dos experimentos e as suas conclusões, estabelecendo a Ciência como conhecemos até os dias de hoje, sistematizada em um método próprio (método científico), em busca de respostas para fenômenos naturais ou não, que são observados e testados a fim da  confirmação de hipóteses, que muitas vezes são aceitas ou refutadas. Isto é Ciência.

O conhecimento indígena aqui descrito faz parte de um saber que podemos chamar de ancestral, passa de geração em geração por meio de histórias, da observação do ambiente e dos ensinamentos dos anciões na aldeia. Diferentemente da Ciência este conhecimento não é experimental, não é publicado e nem precisa ser provado ou refutado, ele tem um caráter empírico, funcional, prático, construído por meio da observação, tentativa e erro e utilidade que garante a sobrevivência do povo indígena.

Neste mês em que se comemora o dia dos povos indígenas, deixo aqui esta reflexão sobre os diferentes tipos de conhecimento e a sua utilidade para o desenvolvimento de cada sociedade, entender como o mundo funciona através de olhares diversos valoriza outras formas do saber, acrescenta informações  o que após a nossa reflexão e mediação pedagógica pode ajudar na construção de um  conhecimento escolar em cada área do conhecimento, que seja mais significativo aos alunos.

E você? Como trabalha com esta data comemorativa nas suas aulas? Conte nos comentários o que pode ser feito em suas aulas para valorizar a cultura indígena.

Atenciosamente

Assessoria de Ciências da Natureza.

Saiba mais em: http://educadores.aprendebrasilon.com.br/blogassessoria/category/ciencias/

 

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30/03/2021 - Ciências

O que podemos aprend...

Olá pessoal, todos bem? Já se passou mais de um ano que convivemos com a pandemia e com o seu ator principal o Coronavírus. Ao longo desse tempo todos nós, especialmente os professores com formação na área de Ciê...

30/03/2021 - Ciências

O que podemos aprender com o Coronavírus?

Olá pessoal, todos bem?

Já se passou mais de um ano que convivemos com a pandemia e com o seu ator principal o Coronavírus. Ao longo desse tempo todos nós, especialmente os professores com formação na área de Ciências,  procuramos estudar e entender cada vez mais diversos assuntos voltados ao Sars-cov-2, desde as formas de contágio, prevenção, medidas de controle da pandemia entre outros outros temas, seja para poder responder as dúvidas dos nosso alunos ou até debater com outras pessoas conhecidas que nos perguntam sobre este momento delicado pelo qual passamos. Afinal existe uma guerra de informação e narrativas sobre o que se deve fazer neste momento, que em muitos casos passa bem longe da Ciência.  Mas será que todos nós como educadores sabemos responder com precisão científica as principais duvidas sobre o que leva a infecção pelo Coronavírus?

A informação correta é indispensável e se torna uma aliada importante para se entender os riscos da exposição ao vírus, sobretudo frente as principais formas de contágio e cuidados básicos para manutenção da saúde neste momento em que enfrentamos uma nova variante do vírus e iniciamos a vacinação de parte da população. A Ciência nos aponta os caminhos e as ferramentas para enfrentar este momento, a divulgação científica é importante para que as dúvidas sejam esclarecidas e novos protocolos de combate a doença estabelecidos, a informação correta leva sempre a construção do conhecimento. Pensando em contribuir para esta divulgação de boas práticas informativas que podem nos levar ao conhecimento, a rede médica D’Or formulou um joguinho com perguntas e respostas sobre as principais informações que temos a respeito da COVID-19. Bastante abrangente e com inegável respaldo científico o jogo intitulado FATO ou FAKE? permite explorar nossos conhecimentos básicos de Ciência e os recentes avanços obtidos ao longo deste um ano de pandemia, é uma oportunidade de verificar o que sabemos ou não sobre a doença e o seu causador.

Que tal exercitar um pouco da gamificação com seus alunos? Será que estamos atentos sobre como evitar a infecção ação pelo vírus? Acesse o jogo no link http://dorconsultoria.com.br/coronavirus/quiz/ e nos conte a sua experiência … Na minha primeira tentativa atingi 90% de acertos, e vocês como foram?  Contem para nós nos comentários o que acharam do jogo, suas experiências e outras possibilidades utilizadas para trabalhar com os fatos e os fakes ao longo deste ano, não se esqueçam de divulgar o link para os seus alunos.

Até mais!

Assessoria de Ciências da Natureza.

 

 

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18/03/2021 - Ciências

O que uma ostra e um...

Olá a todos(as), tudo bem? Assim como nós que enfrentamos há mais de um ano o isolamento social e a quebra na regularidade das nossas atividades cotidianas, as crianças também têm sofrido com a falta das aulas pres...

18/03/2021 - Ciências

O que uma ostra e uma borboleta podem nos dizer sobre a saúde mental das crianças no isolamento?

Olá a todos(as), tudo bem?

Assim como nós que enfrentamos há mais de um ano o isolamento social e a quebra na regularidade das nossas atividades cotidianas, as crianças também têm sofrido com a falta das aulas presenciais, interação com os colegas e professores, e demais mudanças causadas em sua rotina pela pandemia da Covid-19.

Diversas pesquisas e estudos que tem sido realizadas apontam alterações no nível de ansiedade, sintomas de depressão, aumento da timidez, agressividade, irritação, impaciência e insônia, como alguns dos transtornos mentais que podem ser causados e/ou agravados pelo longo período de isolamento ou contato social reduzido. Bem como, infelizmente, um aumento dos casos de violência doméstica.

Como educadores sabemos da importância das relações sociais desenvolvidas no ambiente escolar, do quanto a interação entre as crianças é importante para o aprendizado e o seu desenvolvimento cognitivo. Mas, o que pode ser feito para auxiliar nossos alunos neste momento difícil pelo qual passamos? Você já ouviu falar na sigla EMDR?

A EMDR é uma terapia, fundamentada na Psicologia que busca trabalhar as dificuldades que enfrentamos quando expostos a estímulos/ações negativos ao redor, traduzida do inglês significa algo como Dessensibilização e reprocessamento do movimento ocular.

“Quando coisas ruins acontecem, o cérebro tem dificuldade em juntar todas as peças e, como resultado, coisas que as pessoas dizem ou fazem ou coisas que as crianças veem, ouvem, cheiram ou tocam podem trazer à tona as memórias ruins, os pensamentos confusos, sentimentos e sensações corporais ligados a essas coisas ruins. O EMDR ajuda o cérebro a juntar todas as peças para que as coisas ruins possam nos deixar e as coisas boas ou as coisas que aprendemos com elas podem ficar para que fiquemos mais fortes. Então, o cérebro pode mastigar e digerir todos os sentimentos e pensamentos confusos, bem como os sentimentos ruins que possamos ter no corpo.” (Ana Gomez)

A terapeuta Ana Gomez, propõe então, um trabalho para ser desenvolvido com as crianças, em virtude deste período de isolamento, por meio da leitura e desenvolvimento de atividades de um livro infantil intitulado “A história da Ostra e da Borboleta: O Coronavírus e eu.”.    

Este livro escrito por Ana Gomez foi traduzido o português e outros 19 idiomas e faz parte de um dos materiais que foram desenvolvidos por meio da força tarefa mundiais para cuidar de crianças nesse período de enfrentamento ao Coronavírus. A pedido da autora, o livro não deve ser vendido nem foi impresso por nenhuma editora, está disponível em formato digital e pode ser baixado de forma gratuita diretamente no site da autora. O objetivo é fazer a divulgação da obra junto a escolas para que possa fazer a diferença no enfrentamento do momento difícil pelo qual estamos passando, especialmente muitas crianças que enfrentam dificuldades em casa como violência doméstica, perdas familiares, dificuldades econômicas entre outras que estão sendo evidenciadas neste tempo.

Que tal aproveitar o momento para ajudar nossos alunos com outras dificuldades além dos conteúdos escolares?   Para saber mais sobre EMDR, baixar o livro indicado e/ou conhecer mais sobre o trabalho da autora, acesse o site pessoal da terapeuta Ana Gomez e conheça suas outras obras em https://www.anagomez.org/

Até mais!

Assessoria de Ciências da Natureza.

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