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22/09/2021 - Arte, Geografia

Vamos desenhar?

Olá Professora! Olá Professor! Que tal participar da Campanha Além do desenho:traçando lugares, vivências e comunidades? Esta ação tem como ponto de interesse os Anos Iniciais, pois a alfabetização vai além da...

22/09/2021 - Arte, Geografia

Vamos desenhar?

Olá Professora! Olá Professor!

Que tal participar da Campanha Além do desenho:traçando lugares, vivências e comunidades?

Esta ação tem como ponto de interesse os Anos Iniciais, pois a alfabetização vai além da escrita e o desenho também é uma forma de expressão. As inscrições irão até 30/09. Para participar basta acessar o link:

É importante ressaltar que esta campanha, tem como objetivo proporcionar avanços nos materiais utilizados por professores e alunos de todo o Brasil.

Contamos com vocês!!

Equipe Assessoria de Geografia

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14/06/2021 - Arte, Geografia

O desenho como forma...

Olá professora! Olá professor! Você percebe a importância do desenvolvimento das noções espaciais nas crianças? Noções como lateralidade, reversibilidade e localização espacial, serão ampliadas à medida que ...

14/06/2021 - Arte, Geografia

O desenho como forma de representação espacial

Olá professora! Olá professor!

Você percebe a importância do desenvolvimento das noções espaciais nas crianças? Noções como lateralidade, reversibilidade e localização espacial, serão ampliadas à medida que ocorra o amadurecimento das mesmas. Daí ao falarmos em alfabetização cartográfica, podemos citar SILVA (2010, p.137) que aponta “a habilidade de saber localizar-se e localizar pessoas, objetos, fenômenos e outros lugares, como também utilizar os diversos referenciais e orientação espacial” devem ser desenvolvidos na escola. Por isso, podemos afirmar que o desenvolvimento da linguagem cartográfica é necessário desde os primeiros anos do Ensino Fundamental, sendo que a sua evolução  irá variar de acordo com a ampliação das habilidades cognitivas de cada criança.

Mas o que a alfabetização cartográfica tem a ver com desenho?

Por meio do desenho a criança representa de forma bidimensional aquilo que ela vive, suas experiências sensoriais e tudo o que acontece no seu espaço de vivência que é tridimensional.

Ao propor um desenho sobre os diferentes espaços vividos, o professor enquanto mediador, estará estimulando os primeiros passos da alfabetização cartográfica, que de acordo com a BNCC, deverá ser desenvolvida nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.

O que achou deste post? Deixe seu comentário.

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Grande abraço e até o próximo post!

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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2018. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf>. Acesso em:  25 março de 2020
SILVA, Luciana G. Jogos e situações-problema na construção das noções de lateralidade, referências e localização espacial. In CASTELLAR, Sonia. (Org.) Educação geográfica: teorias e práticas docentes. 2ª. Ed., São Paulo: Contexto, 2010. P.136-156
Fonte imagem: https://unsplash.com/photos/Ia02X7WcPn0 Acesso em 28 mai. 2021

 

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02/06/2021 - Educação Infantil

Baú de ideias ̵...

Olá, Professores! Como vocês estão? Vocês conhecem o jogo “come-come”? É uma dobradura de papel, com números de 1 a 8 ou com 8 cores / formas / símbolos diferentes, para brincar em duas ou mais pessoas. Uma pe...

02/06/2021 - Educação Infantil

Baú de ideias – “Come-come” das emoções

Olá, Professores!

Como vocês estão?

Vocês conhecem o jogo “come-come”? É uma dobradura de papel, com números de 1 a 8 ou com 8 cores / formas / símbolos diferentes, para brincar em duas ou mais pessoas. Uma pessoa fala um número de 1 a 10 e quem está com o “come-come” na mão, tem que abrir e fechar na quantidade de vezes correspondente ao número que a pessoa falou. Então a pessoa que falou o número, escolhe uma cor, ou número, ou forma / símbolo. Quem está com o “come-come” abre e lê o que está escrito no papel.

Aqui nesse vídeo é possível observar como fazer o “come-come” e como brincar: https://www.youtube.com/watch?v=367Eh1Xh9EQ

Como a ideia hoje é trabalhar com as competências socioemocionais, podemos escrever diferentes emoções, sentimentos, ou formas de agir frente às emoções em cada uma das abas e, ao abrir a aba, a criança deve falar sobre aquela emoção, se já sentiu ou como se sente em determinada situação. Assim: digamos que a criança escolheu a aba verde – “TRISTEZA”. Você, professor, pode orientar ou vocês podem elaborar as regras antes de iniciar a brincadeira. Se o combinado for falar se já se sentiu triste, como no exemplo, a criança vai contar alguma situação em que já experimentou tristeza. E assim por diante, com outras emoções como felicidade, medo, surpresa, raiva, nojo, desprezo, inveja, etc.

Dessa forma, adultos e crianças se expressam e contam situações e maneiras de lidar com as mais diversas emoções e sentimentos. As crianças são ouvidas, elaboram novas formas de pensar, sentir e agir, entendem suas emoções e, consequentemente, podem ter ganhos e melhores desempenhos nas mais diversas situações do dia a dia, além do desenvolvimento da competência geral da BNCC autoconhecimento.

Há também outras variações para a brincadeira “come-come”, com outros objetivos: trabalhar com as quantidades, com desafios, com perguntas ou com a intencionalidade pedagógica que você desejar.

O que vale é soltar a criatividade, sempre tendo em vista a intenção das propostas.

Boa diversão!

Façam aí e nos contem, aqui nos comentários, como foi. Vamos gostar de saber!

Um abraço,

Equipe da Assessoria de Educação Infantil Aprende Brasil

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17/05/2021 - Ciências

Ciência como ferram...

Carl Von Linné https://escola.britannica.com.br/artigo/Carlos-Lineu/632188)(1707-1778)  é o nome de um naturalista amplamente estudado e conhecido pelos professores de Ciências. Lineu, como é chamado na língua por...

17/05/2021 - Ciências

Ciência como ferramenta de legitimação do preconceito

Courtesy of the Nationalmuseum, Stockholm

Carl Von Linné https://escola.britannica.com.br/artigo/Carlos-Lineu/632188)(1707-1778)  é o nome de um naturalista amplamente estudado e conhecido pelos professores de Ciências. Lineu, como é chamado na língua portuguesa, tem grande importância para o estudo das Ciências Naturais, especialmente pelo desenvolvimento do seu consagrado sistema taxonômico, utilizado até hoje para classificar os seres vivos.

O que talvez poucos educadores saibam é que em sua obra mais importante, Systema Naturae (1735), ao incluir o ser humano no reino animal o naturalista classifica os homens em quatro (4) variedades distintas, que levavam em conta não apenas a cor da pele, mas também os atributos morais, tais como:

Europeus albus – branco, inventivo, engenhoso, governado por leis.

Americanus rubesceus – moreno, amante da liberdade, irascível, governado pelos costumes.

Asiaticus luridus – amarelado, orgulhoso, avaro, governado pela opinião.

After niger – negro, preguiçoso, astuto, negligente, governado pela vontade arbitrária dos seus senhores. (Poliakov, 1974, p.137).

Atualmente olhar para estas definições soa como ofensivo e discriminatório, além de cientificamente incorreto, mas então como e por que este médico/botânico sueco ainda é tão importante para o estudo da Biologia?

Em nossas formações você já deve ter ouvido que a Ciência é uma atividade humana com determinações sociais e econômicas, sujeita a erros e acertos. Esta classificação foi publicada em 1735 e estudada por pesquisadores em diversas partes do mundo, e retrata exatamente o pensamento de uma elite social e intelectual branca da época, interessada em manter a sua

hegemonia e privilégios, buscando na Ciência meios de legitimar diferenças entre os seres humanos. Aqui no Brasil, este pensamento de utilização da pesquisa científica como discurso legitimador da superioridade branca sobre os outros seres humanos, encontrou terreno fértil em diversos estudos realizados por cientistas do Museu Nacional, em suas conferências e cursos públicos que ocorreram no Rio de janeiro entre 1870 e 1889. Nomes como Ladislau Netto, Louis Couty e João Baptista de Lacerda utilizaram a classificação de Lineu, estudos da evolução, da Antropologia, além da observação e estudos realizados com crânios e esqueletos que faziam parte do acervo do museu Nacional, para difundir as diferenças existentes entre as diversas “raças”  humanas, buscando defender uma superioridade branca sobre outros humanos, como os negros, asiáticos e  indígenas, como pode ser conferido no livro, Darwinismo, raça e gênero de Karoline Carula, historiadora, que descreve com detalhes o papel importante das conferências do museu Nacional como instrumento de influência social sobre a elite brasileira.

Sabemos hoje, graças ao avanço da genética e outras Ciências, que independente da cor da nossa pele todos somos parte de uma única espécie, somos os únicos hominídeos sobreviventes, os Homo sapiens. Todos os representantes desta espécie apresentam o mesmo desenvolvimento biológico, as mesmas capacidades e possibilidades evolutivas, o que impossibilita qualquer tentativa de se legitimar o preconceito racial ou de gênero entre a espécie humana por meio da Ciência. Nem sempre foi assim, muito se tentou e se especulou para provar que determinados grupos eram superiores há outros, merece

ndo, portanto, privilégios ou domínio sobre grupos diferentes e diversos. Se biologicamente esta é uma questão resolvida, ainda temos muito que desenvolver em termos sociais, educativos e de políticas públicas.

Esta reflexão aqui apresentada é uma iniciativa para convidar a todos(as) para participar, a partir do dia 8 de junho, de uma série de lives “Reflexões sobre práticas pedagógicas: caminhos para uma educação antirracista.” O evento será realizado no Canal do Youtube do Sistema de Ensino Aprende Brasil, organizado pela Assessoria de Área.

 

Vamos aprender um pouco sobre este tema e ajudar a melhorar cada vez mais a nossa sociedade? Espero vocês lá!

Até mais!

Assessoria de Ciências da Natureza

Para saber mais, leia também:

Preconceito, discriminação e racismo (http://educadores.aprendebrasilon.com.br/blogassessoria/2021/05/17/preconceito-discriminacao-e-racismo/)

Racismo: ainda precisamos falar sobre isso? (http://educadores.aprendebrasilon.com.br/blogassessoria/2021/05/05/racismo-ainda-precisamos-falar-sobre-isso/)

Os negros são racistas? (http://educadores.aprendebrasilon.com.br/blogassessoria/2021/05/10/os-negros-sao-racistas/)

Habilidades mobilizadas (BNCC): http://basenacionalcomum.mec.gov.br/:

(EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças.

(EF07CI06) Discutir e avaliar mudanças econômicas, culturais e sociais, tanto na vida cotidiana quanto no mundo do trabalho, decorrentes do desenvolvimento de novos materiais e tecnologias (como automação e informatização).

(EF09CI08) Associar os gametas à transmissão das características hereditárias, estabelecendo relações entre ancestrais e descendentes.

(EF09CI09) Discutir as ideias de Mendel sobre hereditariedade (fatores hereditários, segregação, gametas, fecundação), considerando-as para resolver problemas envolvendo a transmissão de características hereditárias em diferentes organismos.

(EF09CI10) Comparar as ideias evolucionistas de Lamarck e Darwin apresentadas em textos científicos e históricos, identificando semelhanças e diferenças entre essas ideias e sua importância para explicar a diversidade biológica.

(EF09CI11) Discutir a evolução e a diversidade das espécies com base na atuação da seleção natural sobre as variantes de uma mesma espécie, resultantes de processo reprodutivo.

Referências

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: abril  de 2021.

CARUTA, Karoline. Darwinismo, raça e gênero. Projetos modernizadores da nação em conferências e cursos públicos. (Rio de Janeiro; 1870-1889). Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2016.

POLIAKOV, Léon. O mito ariano. São Paulo, SP: Perspectiva/Edusp, 1974.

 

 

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16/04/2021 - Ciências, Ensino Religioso, História, Língua Inglesa

Saberes indígenas a partir de uma proposta interdisciplinar

 

Palavras-chave:

Espiritualidade indígena, diversidade, conhecimento científico.

 

Segmento/ano:

Ensino fundamental


 

Olá Professores!

 

Você parou para pensar que a nossa forma de entender o mundo é diretamente influenciada pela nossa relação com a natureza, pelas culturas que nos cercam, e claro pelas religiões que aprendemos? As diferentes formas de interpretar o mundo chamamos de cosmovisão.

 

Essa palavra que parece complicada, mas não é, e vai aparecer como conteúdo nos livros didáticos apenas no Ensino Médio, porém de diferentes formas já abordamos este assunto com nossos alunos desde os anos iniciais do Ensino Fundamental. Por exemplo, em Ensino Religioso, no 5º ano, mobilizamos diferentes saberes que envolvem a cosmovisão de diversos povos ao desenvolver a habilidade destacada abaixo:

 

(EF05ER02) Identificar mitos de criação em diferentes culturas e tradições religiosas.

O mesmo acontecerá no 6º ano, tanto nas aulas de Ensino Religioso quanto de História, veja:

 

(EF06ER06) Reconhecer a importância dos mitos, ritos, símbolos e textos na estruturação das diferentes crenças, tradições e movimentos religiosos.

(EF06ER07) Exemplificar a relação entre mito, rito e símbolo nas práticas celebrativas de diferentes tradições religiosas.

(EF06HI03) Identificar as hipóteses científicas sobre o surgimento da espécie humana e sua historicidade e analisar os significados dos mitos de fundação.

 

 

Abordar este assunto nas aulas de História e Ensino Religioso parecem comum, não é mesmo? Mas, já pensou em desenvolver uma prática transdisciplinar, somando o conteúdo com Ciências e Língua Inglesa?

 

 

Para fazer, primeiro, isso é preciso entender que cada sociedade tem a sua forma de expressão cultural, crenças e saberes a serem considerados, a Ciência como conhecemos é construída pela humanidade por meio de leis e teorias que podem ser refutadas e estão em constante evolução. Entre os indígenas encontramos mitos e lendas que procuram explicar o seu cotidiano e a origem de tudo, do céu da água e da Terra, o que não necessariamente precisa ser provado como é na Ciência, basta apenas ser aceito pela comunidade indígena.

 

Alguns chamam a cosmovisão indígena de folclore, algo que pode ser bastante questionável, veja uma discussão sobre esse assunto no post “Mão na massa, Brasil! – Espiritualidade e folclore“, clicando aqui.

 

Para os mais diversos povos indígenas a terra é base das relações sociais e espaço para conviver, portanto suas crenças estão diretamente atreladas as forças da natureza que conhecem. Muitas vezes as próprias divindades tomam forma através da fauna e da flora. Diversas etnias indígenas brasileiras desenvolveram um modo de vida e um conhecimento sobre a natureza a sua volta por meia da sua observação do ambiente natural e da necessidade de sobrevivência neste ambiente, ou seja, desenvolvem sua própria cosmologia.

 

Por meio de relatos dos anciões da aldeia é constituída uma tradição de conhecimento oral que torna possível o entendimento sobre técnicas de plantio, coleta de frutos, corte de madeira, melhor época pra caçar e pescar, melhor lua para fazer uma jornada. Partindo do entendimento de que os saberes indígenas são essencialmente transmitidos pela oralidade o assunto pode ser apresentado aos alunos através da contação de histórias ou exibição de vídeos. Assista o vídeo abaixo:

 

 

A lenda do dia e da noite. Para acessar ao vídeo basta clicar na imagem ou aqui.

 

 

Ao apresentar A lenda do dia e da noite para seus alunos você pode abordar os mais diversos conteúdos de História, Ensino Religioso, assim como desenvolver habilidades de Ciência, como as destacadas abaixo:

 

(EF05CI10) Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos (como mapas celestes e aplicativos digitais, entre outros), e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite.
(EF05CI11) Associar o movimento diário do Sol e das demais estrelas no céu ao movimento de rotação da Terra.
(EF05CI12) Concluir sobre a periodicidade das fases da Lua, com base na observação e no registro das formas aparentes da Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses.

 

Muitas etnias desenvolveram por meio da observação dos movimentos do Sol a capacidade de construir objetos, semelhantes ao gnomon que permitem identificar as localizações geográficas. Indígenas que ocuparam o litoral brasileiro desenvolveram técnicas de navegação, construção de canoas e um conhecimento das marés mais adequadas a pesca de determinadas espécies de peixes. Assim, podemos destacar ainda outras habilidades de Ciências que podem ser desenvolvidas, veja:

 

(EF04CI09) Identificar os pontos cardeais, com base no registro de diferentes posições relativas do Sol e da sombra de uma vara (gnômon).
(EF04CI10) Comparar as indicações dos pontos cardeais resultantes da observação das sombras de uma vara (gnômon) com aquelas obtidas por meio de uma bússola.
(EF04CI11) Associar os movimentos cíclicos da Lua e da Terra a períodos de tempo regulares e ao uso desse conhecimento para a construção de calendários em diferentes culturas.

(EF06CI14) Inferir que as mudanças na sombra de uma vara (gnômon) ao longo do dia em diferentes períodos do ano são uma evidência dos movimentos relativos entre a Terra e o Sol, que podem ser explicados por meio dos movimentos de rotação e translação da Terra e da inclinação de seu eixo de rotação em relação ao plano de sua órbita em torno do Sol.

 

O conhecimento empírico dos nossos indígenas tem estreita relação com teorias e observações sistematizadas e experimentais que caracterizam o conhecimento científico, embora não tenham esta finalidade, a finalidade do saber ancestral dos primeiros brasileiros era garantir a sua sobrevivência e o melhor uso possível dos recursos naturais que estavam a sua disposição.

 

Mas, como podemos envolver Língua Inglesa nessa proposta?

 

Primeiro precisamos pensar: em inglês é correto me referir aos indígenas como indians? Veja a explicação no post “Indians? Para quem nasceu na Índia, certo?clicando aqui.

 

Ao pensar a língua inglesa, podemos ainda apresentar aos nossos alunos discussões que visam superar estereótipos e visões preconceituosas sobre povos indígenas, que acontecem no Brasil, mas que também ganham força em outros países. Por exemplo, a campanha realizada por algumas universidades americanas, e retomada pelo jornal Washingtonpost, que apresenta a ideia de apropriação cultural, e o não respeito a celebrações e roupas e artefatos considerados sagrados ou muito importantes para aquelas culturas e religiões. Observe esse pôster produzido para a campanha:

 

Para conhecer mais sobre a campanha A culture, not a costume, acesse o site do Washingtonpost clicando aqui.

 

Abordar esta temática pode desenvolver diversas habilidades e competências em nossos alunos, entre elas é possível destacar a habilidade específica de Língua Inglesa abaixo:

 

4. Elaborar repertórios linguístico-discursivos da língua inglesa, usados em diferentes países e por grupos sociais distintos dentro de um mesmo país, de modo a reconhecer a diversidade linguística como direito e valorizar os usos heterogêneos, híbridos e multimodais emergentes nas sociedades contemporâneas.

 

Este tipo de trabalho aborda uma perspectiva intercultural, ampliando o repertório cultural, importante competência destaca pela BNCC.

 

3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

 

E, permite aos alunos perceberem que cada povo desenvolve suas explicações e razões para explicar o mundo, sendo cada uma delas de igual importância.

 

Gostou das sugestões? Compartilhe conosco como é a sua prática diante destas temáticas.

 

Equipe Assessoria de Ciências, Ensino Religioso, História e Língua Inglesa.

 

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08/04/2021 - Ensino Religioso, História

Mão na massa, Brasi...

Palavras-chave: Saber escolar, conhecimento histórico escolar, temporalidade. Segmento/ano: Ensino Fundamental.     Olá, professor e professora!   No último post falamos sobre as diversas formas de sabe...

08/04/2021 - Ensino Religioso, História

Mão na massa, Brasil! – Conhecimento histórico escolar

Palavras-chave:

Saber escolar, conhecimento histórico escolar, temporalidade.

Segmento/ano:

Ensino Fundamental.

 


 

Olá, professor e professora!

 

No último post falamos sobre as diversas formas de saber. Pontuamos que o saber escolar não é uma mera reprodução do conhecimento científico e nem mesmo um espaço de recusa do saber popular. Para ler clique AQUI.

 

Quando o assunto é Ensino de História, falamos do conhecimento histórico acadêmico e do conhecimento histórico escolar.

 

O acadêmico, está representado no que chamamos de historiografia, da História escrita. Para isso, historiadores partem de processos metodológicos específicos, utilizam a leitura de fontes históricas e desenvolvem uma narrativa escrita sobre o período histórico que estudaram. Isso inclui qualquer tipo de produção que possa ser entendida como registro: documentário, HQ, jogo, livro, artigo, etc.

Por sua vez, o conhecimento histórico escolar parte da vida prática dos estudantes para ser desenvolvida. A intenção não é formar mini historiadores, mas apresentar aos estudantes instrumentos da História que eles possam usar para uma leitura de mundo mais crítica. Ou seja, o conhecimento histórico escolar não é apenas uma parte do acadêmico, e sim um outro saber.

Hoje vamos convidar você professor a realizar uma atividade com seus estudantes. A intenção dela é que os educandos desenvolvam seus instrumentos de leitura de mundo por um olhar histórico. Para isso o primeiro passo é escolher um calendário de outro período histórico do qual tenhamos acesso e comprar ele com o que utilizamos atualmente.

 

Para exemplo, selecionamos o calendário egípcio:

Você pode baixar o arquivo em PDF clicando na imagem ou AQUI.

 

Explorar as semelhanças e diferenças dos dois sistemas auxilia o estudante na percepção do tempo a sua volta.

Após debater sobre esses aspectos o convite é para que o estudante desenhe o seu dia trazendo elementos de tempo e temporalidade que ele percebe. Aqui podem aparecer os diferentes períodos do dia, horários, objetos de medição como o relógio, variações de temperatura, etc. O objetivo é aguçar a percepção dos estudantes sobre tempo e temporalidade baseado na vida prática deles.

Você, professor, pode utilizar essa proposta como um momento avaliativo, por exemplo!

 

Para saber mais sobre tempo e temporalidade, temos um post sobre isso, acesse clicando AQUI.

 

Habilidades mobilizadas (BNCC):

EF05HI06 Comparar o uso de diferentes linguagens e tecnologias no processo de comunicação e avaliar os significados sociais, políticos e culturais atribuídos a elas.

EF01ER05 Identificar e acolher sentimentos, lembranças, memórias e saberes de cada um.

EF01GE05 Observar e descrever ritmos naturais (dia e noite, variação de temperatura e umidade etc.) em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando

a sua realidade com outras.

 

*Texto escrito em parceria entre: Equipe Assessoria de História e Ensino Religioso e a Professora Daniela Pereira da Silva

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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: março de 2021.
FERREIRA, Marieta de Morais; OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de. Dicionário de Ensino de História. Editora FGV, 2019.
LOPES, Alice. Reflexões sobre currículo: as relações entre senso comum, saber popular e saber escolar. Em Aberto, v. 12, n. 58, 1993.
PLANETÁRIO. Fundação planetário da cidade do Rio de Janeiro. Página inicial. Disponível em: <http://planeta.rio/>.  Acesso em: 20 de março de 2021.

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