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16/04/2021 - Ciências, Ensino Religioso, História, Língua Inglesa

Saberes indígenas a partir de uma proposta interdisciplinar

 

Palavras-chave:

Espiritualidade indígena, diversidade, conhecimento científico.

 

Segmento/ano:

Ensino fundamental


 

Olá Professores!

 

Você parou para pensar que a nossa forma de entender o mundo é diretamente influenciada pela nossa relação com a natureza, pelas culturas que nos cercam, e claro pelas religiões que aprendemos? As diferentes formas de interpretar o mundo chamamos de cosmovisão.

 

Essa palavra que parece complicada, mas não é, e vai aparecer como conteúdo nos livros didáticos apenas no Ensino Médio, porém de diferentes formas já abordamos este assunto com nossos alunos desde os anos iniciais do Ensino Fundamental. Por exemplo, em Ensino Religioso, no 5º ano, mobilizamos diferentes saberes que envolvem a cosmovisão de diversos povos ao desenvolver a habilidade destacada abaixo:

 

(EF05ER02) Identificar mitos de criação em diferentes culturas e tradições religiosas.

O mesmo acontecerá no 6º ano, tanto nas aulas de Ensino Religioso quanto de História, veja:

 

(EF06ER06) Reconhecer a importância dos mitos, ritos, símbolos e textos na estruturação das diferentes crenças, tradições e movimentos religiosos.

(EF06ER07) Exemplificar a relação entre mito, rito e símbolo nas práticas celebrativas de diferentes tradições religiosas.

(EF06HI03) Identificar as hipóteses científicas sobre o surgimento da espécie humana e sua historicidade e analisar os significados dos mitos de fundação.

 

 

Abordar este assunto nas aulas de História e Ensino Religioso parecem comum, não é mesmo? Mas, já pensou em desenvolver uma prática transdisciplinar, somando o conteúdo com Ciências e Língua Inglesa?

 

 

Para fazer, primeiro, isso é preciso entender que cada sociedade tem a sua forma de expressão cultural, crenças e saberes a serem considerados, a Ciência como conhecemos é construída pela humanidade por meio de leis e teorias que podem ser refutadas e estão em constante evolução. Entre os indígenas encontramos mitos e lendas que procuram explicar o seu cotidiano e a origem de tudo, do céu da água e da Terra, o que não necessariamente precisa ser provado como é na Ciência, basta apenas ser aceito pela comunidade indígena.

 

Alguns chamam a cosmovisão indígena de folclore, algo que pode ser bastante questionável, veja uma discussão sobre esse assunto no post “Mão na massa, Brasil! – Espiritualidade e folclore“, clicando aqui.

 

Para os mais diversos povos indígenas a terra é base das relações sociais e espaço para conviver, portanto suas crenças estão diretamente atreladas as forças da natureza que conhecem. Muitas vezes as próprias divindades tomam forma através da fauna e da flora. Diversas etnias indígenas brasileiras desenvolveram um modo de vida e um conhecimento sobre a natureza a sua volta por meia da sua observação do ambiente natural e da necessidade de sobrevivência neste ambiente, ou seja, desenvolvem sua própria cosmologia.

 

Por meio de relatos dos anciões da aldeia é constituída uma tradição de conhecimento oral que torna possível o entendimento sobre técnicas de plantio, coleta de frutos, corte de madeira, melhor época pra caçar e pescar, melhor lua para fazer uma jornada. Partindo do entendimento de que os saberes indígenas são essencialmente transmitidos pela oralidade o assunto pode ser apresentado aos alunos através da contação de histórias ou exibição de vídeos. Assista o vídeo abaixo:

 

 

A lenda do dia e da noite. Para acessar ao vídeo basta clicar na imagem ou aqui.

 

 

Ao apresentar A lenda do dia e da noite para seus alunos você pode abordar os mais diversos conteúdos de História, Ensino Religioso, assim como desenvolver habilidades de Ciência, como as destacadas abaixo:

 

(EF05CI10) Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos (como mapas celestes e aplicativos digitais, entre outros), e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite.
(EF05CI11) Associar o movimento diário do Sol e das demais estrelas no céu ao movimento de rotação da Terra.
(EF05CI12) Concluir sobre a periodicidade das fases da Lua, com base na observação e no registro das formas aparentes da Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses.

 

Muitas etnias desenvolveram por meio da observação dos movimentos do Sol a capacidade de construir objetos, semelhantes ao gnomon que permitem identificar as localizações geográficas. Indígenas que ocuparam o litoral brasileiro desenvolveram técnicas de navegação, construção de canoas e um conhecimento das marés mais adequadas a pesca de determinadas espécies de peixes. Assim, podemos destacar ainda outras habilidades de Ciências que podem ser desenvolvidas, veja:

 

(EF04CI09) Identificar os pontos cardeais, com base no registro de diferentes posições relativas do Sol e da sombra de uma vara (gnômon).
(EF04CI10) Comparar as indicações dos pontos cardeais resultantes da observação das sombras de uma vara (gnômon) com aquelas obtidas por meio de uma bússola.
(EF04CI11) Associar os movimentos cíclicos da Lua e da Terra a períodos de tempo regulares e ao uso desse conhecimento para a construção de calendários em diferentes culturas.

(EF06CI14) Inferir que as mudanças na sombra de uma vara (gnômon) ao longo do dia em diferentes períodos do ano são uma evidência dos movimentos relativos entre a Terra e o Sol, que podem ser explicados por meio dos movimentos de rotação e translação da Terra e da inclinação de seu eixo de rotação em relação ao plano de sua órbita em torno do Sol.

 

O conhecimento empírico dos nossos indígenas tem estreita relação com teorias e observações sistematizadas e experimentais que caracterizam o conhecimento científico, embora não tenham esta finalidade, a finalidade do saber ancestral dos primeiros brasileiros era garantir a sua sobrevivência e o melhor uso possível dos recursos naturais que estavam a sua disposição.

 

Mas, como podemos envolver Língua Inglesa nessa proposta?

 

Primeiro precisamos pensar: em inglês é correto me referir aos indígenas como indians? Veja a explicação no post “Indians? Para quem nasceu na Índia, certo?clicando aqui.

 

Ao pensar a língua inglesa, podemos ainda apresentar aos nossos alunos discussões que visam superar estereótipos e visões preconceituosas sobre povos indígenas, que acontecem no Brasil, mas que também ganham força em outros países. Por exemplo, a campanha realizada por algumas universidades americanas, e retomada pelo jornal Washingtonpost, que apresenta a ideia de apropriação cultural, e o não respeito a celebrações e roupas e artefatos considerados sagrados ou muito importantes para aquelas culturas e religiões. Observe esse pôster produzido para a campanha:

 

Para conhecer mais sobre a campanha A culture, not a costume, acesse o site do Washingtonpost clicando aqui.

 

Abordar esta temática pode desenvolver diversas habilidades e competências em nossos alunos, entre elas é possível destacar a habilidade específica de Língua Inglesa abaixo:

 

4. Elaborar repertórios linguístico-discursivos da língua inglesa, usados em diferentes países e por grupos sociais distintos dentro de um mesmo país, de modo a reconhecer a diversidade linguística como direito e valorizar os usos heterogêneos, híbridos e multimodais emergentes nas sociedades contemporâneas.

 

Este tipo de trabalho aborda uma perspectiva intercultural, ampliando o repertório cultural, importante competência destaca pela BNCC.

 

3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

 

E, permite aos alunos perceberem que cada povo desenvolve suas explicações e razões para explicar o mundo, sendo cada uma delas de igual importância.

 

Gostou das sugestões? Compartilhe conosco como é a sua prática diante destas temáticas.

 

Equipe Assessoria de Ciências, Ensino Religioso, História e Língua Inglesa.

 

Sempre que precisar entre em contato conosco: historia@aprendebrasil.com.br
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08/04/2021 - Ensino Religioso, História

Mão na massa, Brasi...

Palavras-chave: Saber escolar, conhecimento histórico escolar, temporalidade. Segmento/ano: Ensino Fundamental.     Olá, professor e professora!   No último post falamos sobre as diversas formas de sabe...

08/04/2021 - Ensino Religioso, História

Mão na massa, Brasil! – Conhecimento histórico escolar

Palavras-chave:

Saber escolar, conhecimento histórico escolar, temporalidade.

Segmento/ano:

Ensino Fundamental.

 


 

Olá, professor e professora!

 

No último post falamos sobre as diversas formas de saber. Pontuamos que o saber escolar não é uma mera reprodução do conhecimento científico e nem mesmo um espaço de recusa do saber popular. Para ler clique AQUI.

 

Quando o assunto é Ensino de História, falamos do conhecimento histórico acadêmico e do conhecimento histórico escolar.

 

O acadêmico, está representado no que chamamos de historiografia, da História escrita. Para isso, historiadores partem de processos metodológicos específicos, utilizam a leitura de fontes históricas e desenvolvem uma narrativa escrita sobre o período histórico que estudaram. Isso inclui qualquer tipo de produção que possa ser entendida como registro: documentário, HQ, jogo, livro, artigo, etc.

Por sua vez, o conhecimento histórico escolar parte da vida prática dos estudantes para ser desenvolvida. A intenção não é formar mini historiadores, mas apresentar aos estudantes instrumentos da História que eles possam usar para uma leitura de mundo mais crítica. Ou seja, o conhecimento histórico escolar não é apenas uma parte do acadêmico, e sim um outro saber.

Hoje vamos convidar você professor a realizar uma atividade com seus estudantes. A intenção dela é que os educandos desenvolvam seus instrumentos de leitura de mundo por um olhar histórico. Para isso o primeiro passo é escolher um calendário de outro período histórico do qual tenhamos acesso e comprar ele com o que utilizamos atualmente.

 

Para exemplo, selecionamos o calendário egípcio:

Você pode baixar o arquivo em PDF clicando na imagem ou AQUI.

 

Explorar as semelhanças e diferenças dos dois sistemas auxilia o estudante na percepção do tempo a sua volta.

Após debater sobre esses aspectos o convite é para que o estudante desenhe o seu dia trazendo elementos de tempo e temporalidade que ele percebe. Aqui podem aparecer os diferentes períodos do dia, horários, objetos de medição como o relógio, variações de temperatura, etc. O objetivo é aguçar a percepção dos estudantes sobre tempo e temporalidade baseado na vida prática deles.

Você, professor, pode utilizar essa proposta como um momento avaliativo, por exemplo!

 

Para saber mais sobre tempo e temporalidade, temos um post sobre isso, acesse clicando AQUI.

 

Habilidades mobilizadas (BNCC):

EF05HI06 Comparar o uso de diferentes linguagens e tecnologias no processo de comunicação e avaliar os significados sociais, políticos e culturais atribuídos a elas.

EF01ER05 Identificar e acolher sentimentos, lembranças, memórias e saberes de cada um.

EF01GE05 Observar e descrever ritmos naturais (dia e noite, variação de temperatura e umidade etc.) em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando

a sua realidade com outras.

 

*Texto escrito em parceria entre: Equipe Assessoria de História e Ensino Religioso e a Professora Daniela Pereira da Silva

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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: março de 2021.
FERREIRA, Marieta de Morais; OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de. Dicionário de Ensino de História. Editora FGV, 2019.
LOPES, Alice. Reflexões sobre currículo: as relações entre senso comum, saber popular e saber escolar. Em Aberto, v. 12, n. 58, 1993.
PLANETÁRIO. Fundação planetário da cidade do Rio de Janeiro. Página inicial. Disponível em: <http://planeta.rio/>.  Acesso em: 20 de março de 2021.

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26/03/2021 - Educação Infantil

Baú de Ideias ̵...

Olá professor (a)! Aprender brincando e brincar aprendendo! As brincadeiras são peças fundamentais na Educação Infantil. Não se trata de apenas distrair as crianças. Brincar contribui para o desenvolvimento físic...

26/03/2021 - Educação Infantil

Baú de Ideias – Brincar com crianças pequenas

Olá professor (a)!

Aprender brincando e brincar aprendendo!

As brincadeiras são peças fundamentais na Educação Infantil. Não se trata de apenas distrair as crianças. Brincar contribui para o desenvolvimento físico, social, cultural, emocional, afetivo e cognitivo. O brincar e o jogar são momentos sagrados na vida de uma criança. É com essa prática que as crianças ampliam seus conhecimentos sobre si mesmas, os outros e o mundo ao seu redor, desenvolvem múltiplas linguagens, exploram e manipulam objetos, organizam seus pensamentos, descobrem regras e agem com as regras, assumem papel de líderes e interagem com outras crianças, preparando-se para um mundo socializado.

Por falar em brincar, que tal propor uma para as crianças?

Empresta-me sua casinha

Material: giz de quadro ou se a escola tiver, bambolês.

Desenvolvimento: trace com giz no chão pequenos círculos (um círculo a menos que  o número de participantes) e um círculo central ou distribua os bambolês da mesma forma.

Cada círculo será ocupado por uma criança, a que não tem casa diz:

– Empresta-me sua casinha?

As outras respondem:

– Pois não!

Nesse momento, todas deverão trocar de lugar, enquanto a criança no centro procurará ocupar um dos círculos vagos. Se conseguir, será substituída pela criança que ficar sem lugar. Caso contrário, voltará ao círculo central para recomeçar a brincadeira.

E aí, professor, o que achou dessa nossa sugestão?

E você, como trabalha essa brincadeira com seus alunos? Comente e compartilhe com a gente.

Forte abraço e até o próximo post!
Equipe Assessoria Educação Infantil
Se desejar falar conosco, envie e-mail para: edinfantil@aprendebrasil.com
Siga nossas redes sociais: @aprendebrasil

 

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  • Muito legal, semelhante a brincadeira do “coelhinho sai da toca”, brinquei muito na infância.

    • Que bacana, professora!
      E como essas brincadeiras são divertidas e ricas em aprendizados, não é?
      Um abraço,
      Adrianna

    • Que bacana, professora!
      E como essas brincadeiras são divertidas e ricas em aprendizados, não é?
      Abraço!
      Adrianna

10/03/2021 - Ensino Religioso, História

Dialoga, Brasil! ...

Palavras-chave: Tempo, temporalidade, memória. Segmento/ano: Ensino Fundamental, Educação Infantil.     Professores, vamos refletir um pouco sobre o conceito de tempo e temporalidade?   O que entendemos...

10/03/2021 - Ensino Religioso, História

Dialoga, Brasil! – Para que serve o tempo?

Palavras-chave:

Tempo, temporalidade, memória.

Segmento/ano:

Ensino Fundamental, Educação Infantil.

 


 

Professores, vamos refletir um pouco sobre o conceito de tempo e temporalidade?

 

O que entendemos por realidade é um processo individual para cada pessoa. Formado sobretudo através do nosso contato com o mundo externo e nossa absorção dele. Isso não ocorre de maneira neutra, pois nossas crenças, memórias, vivências, etc. servem de filtro para que a realidade chegue até nós, tornando-se um processo único para cada pessoa. 

Um dos fatores determinantes na forma como vamos dialogar com o mundo externo é o tempo. Por vezes tão abstrato, lidamos com ele de forma mecânica no cotidiano, ou mesmo inconsciente. Porém, compreender as diversas construções de tempo que nos rodeiam, permite-nos observar acontecimentos, agir e analisar a realidade de maneira mais crítica na nossa relação com o meio, com as pessoas e com nós mesmos. Tempo, é também um instrumento chave quando o assunto é ensino de História!

A nossa compreensão de tempo passa por um caminho: concepção do tempo, percepção do tempo e temporalidade.

A concepção está atrelada ao social, ou seja, como a sociedade na qual fomos criados entende o tempo? 

Sobretudo no ocidente, fomos ensinados a lidar com ele de forma cronológica e linear. Essa concepção é baseada numa ideia progressiva do tempo, como se estivéssemos caminhando em uma linha reta. Ou melhor, como se a História do mundo caminhasse de forma linear. As famosas linhas do tempo, tão usadas na História e no ensino dela, são um ótimo exemplo disso!

Apesar de ser comum vermos essa concepção como “natural”, há inúmeras críticas à ela, primeiro porque reproduz uma visão eurocêntrica e excludente do mundo, segundo porque:

 

O tempo da História não é uma linha reta […] as linhas entrecruzadas por ele compõem um relevo. Ele tem espessura e profundidade (PROST, 2014, p. 114)

 

Dessa forma, é importante que observemos que construir uma História cronológica e selecionar os fatos considerados relevantes para se estar em uma linha do tempo não é um processo neutro e exclui dessa linha muitos outros acontecimentos e fatos ocorridos em tempos e espaços distintos. 

 

Para acessar o PDF clique na imagem ou AQUI.

 

Por sua vez, a percepção do tempo está ligada a forma como a concepção social chega para nós, de forma individual, filtrado por nossas memórias, vivências, crenças, etc. 

E por fim, chegamos a temporalidade: a sensação de passagem objetiva do tempo, no cotidiano, e nossas ações ligadas e delimitadas pelo tempo. A hora de acordar, sair de casa para o trabalho, escola ou faculdade, o horário daquela reunião importante, a hora do almoço e do café da tarde… tudo isso influencia as nossas ações e nossas relações: eis a importância da temporalidade!

Assim percebemos que, apesar de inconsciente, nossa relação com o tempo molda quem somos, como estamos e como entendemos o mundo! Esse processo começa ainda na infância e o ensino de História pode ser um aliado importante. Apresentar às crianças diversas formas de compreender o tempo pode ampliar a percepção de tempo e desenvolver sujeitos que se relacionam de forma mais saudável com o mundo, com as pessoas e com si mesmo. Um sujeito crítico!

 

Para acessar o PDF clique na imagem ou AQUI.

 

Apontamos que a percepção cronológica e linear de tempo se apresenta de forma excludente e eurocêntrica. Que tal expandir nossos conhecimentos sobre o tempo para outros grupos sociais? Esse material do InfoAmazonia e do Instituto Socioambiental nos apresenta um pouco da ideia de tempo para uma etnia dos povos originários do Brasil, perpassando a  astronomia, os ecossistemas climáticos e a espiritualidade.

 

Ciclos Anuais dos povos indígenas do Rio Tiquié – Calendário Indígena. Para assistir ao vídeo clique aqui.

 

E a pergunta que fica é: como fazer isso na prática, na realidade da sala de aula?

Fica ligado (a) no próximo post que vamos te apresentar uma possibilidade prática!

 

Habilidades mobilizadas (BNCC):

EF02HI06 Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

EF04HI01 Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço, com base na identificação de mudanças e permanências ao longo do tempo.

EF06HI01 Identificar diferentes formas de compreensão da noção de tempo e de periodização dos processos históricos (continuidades e rupturas).

 

*Texto escrito em parceria entre: Equipe Assessoria de História e Ensino Religioso e Professora Daniela Pereira da Silva

 

Sempre que precisar entre em contato conosco: historia@aprendebrasil.com.br
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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: maio, 2018.
WHITROW, G. J. O Tempo na História. Rio de Janeiro. Editora Zahar, 1993.
FERREIRA, Marieta de Morais; OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de. Dicionário de Ensino de História. Editora FGV, 2019.

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24/02/2021 - Ensino Religioso, História

Dialoga, Brasil! ...

  Palavras-chave: Filmes, trabalho escolar, criatividade   Segmento/ano: Ensino fundamental Olá! Quando falamos do uso de filmes na sala de aula, abrimos uma grande porta criativa que mora entre a realidade e ...

24/02/2021 - Ensino Religioso, História

Dialoga, Brasil! – O uso de filmes da sala de aula

 

Palavras-chave:

Filmes, trabalho escolar, criatividade

 

Segmento/ano:

Ensino fundamental


Olá!

Quando falamos do uso de filmes na sala de aula, abrimos uma grande porta criativa que mora entre a realidade e a ficção.

Dessa forma, devemos observar produções audiovisuais como um produto cultural que carrega algumas marcas possíveis de expandir o repertório cultural dos estudantes:

 

“(…) no trabalho escolar com filmes, desde que devidamente organizado, o professor pode adensar esta experiência, para ele e para os seus alunos, exercitando o olhar crítico e encantado, ao mesmo tempo.” (NAPOLITANO, 2009, p. 15).

 

Para exemplificar, vamos falar um pouco sobre o filme A Missão (1986) e como ele pode ser usado no trabalho escolar?

 

 

Nessa obra, podemos, inicialmente, investigar o que representa fatos históricos.

Entre eles, é possível citar o encontro entre os europeus e os povos originários; as missões jesuíticas; a Guerra Guaranítica; entre outros eventos citados abaixo como representações de eventos históricos:

 

Para acessar o PDF clique na imagem ou AQUI.

 

Frente a esses fatos históricos presentes no filme, podemos nos questionar: e o que o filme representa que tende mais à ficção?

É possível aqui problematizar a construção dos personagens: os jesuítas representam mesmo uma alma caridosa e inocente perante os costumes indígenas? Será que a visão de que os indígenas “gostavam” da catequização pode ser romântica demais? Além disso, os povos originários são representados com um típico exotismo, reduzidos a um segundo plano da trama. Seria esse mesmo o papel que eles assumiram no contexto histórico de 1750?

 

Essas fragilidades do filme podem ser entendidas realizando alguns questionamentos:

 

  1. Quem produziu esse filme?
  2. Em que época foi produzido?
  3. Qual época ele retrata?
  4. Quem ele retrata?
  5. Quem é o narrador da trama?

 

As indagações acima nos levam a saber que o filme foi produzido na Inglaterra – no século XX – e retrata portugueses, espanhóis e ameríndios na América do Sul – no século XVIII. Também é importante destacar que a trama é narrada por um funcionário da corte.

Essa leitura mais ampla apura nosso olhar frente às fragilidades que um audiovisual pode apresentar. Neste caso, há uma reprodução de uma ideia civilizatória positiva dos europeus sobre os povos originários.

Esse simples roteiro de análise já se apresenta como uma atividade inicial de sondagem possível de realizar com os estudantes sobre um filme.

 

Mas, que tal desafiar um pouco mais nós e nossos estudantes?

 

“(…) seja qual for a demanda de trabalho, as atividades de cinema precisam ser dinâmicas, desafiadoras, interessantes para o público jovem e jovem adulto e, sobretudo, que contribuam para a formação geral e ampliação do seu repertório cultural.” (NAPOLITANO, 2009, p. 30).

 

Nem sempre a ficção leva a fragilidades! Ela pode ser um caminho de exercício da criatividade para os educandos.

Vamos explorar essa lado da ficção e suas potências para ensino religioso usando o filme A Missão (1986)  no nosso próximo post, fique ligado!

 

Te convidamos para aproveitar e assistir ao filme 🙂

 

 

Habilidades mobilizadas (BNCC):

(EF01ER01) Identificar e acolher as semelhanças e diferenças entre o eu, o outro e o nós.

(EF07ER08) Reconhecer o direito à liberdade de consciência, crença ou convicção, questionando concepções e práticas sociais que a violam.

(EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.

(EF05HI10) Inventariar os patrimônios materiais e imateriais da humanidade e analisar mudanças e permanências desses patrimônios ao longo do tempo.

 

*Texto escrito em parceria entre: Equipe Assessoria de História e Ensino Religioso e a Professora Daniela Pereira da Silva

 

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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: maio, 2018.
NAPOLITANO, Marcos. Cinema: experiência cultural e escolar. Secretaria de Educação, Estado de São Paulo. Caderno de cinema do professor dois. São Paulo: FDE, p. 10-31, 2009.
DE OLIVEIRA, Cláudia Neli B. Abuchaim. NAPOLITANO, Marcos. Como usar o cinema na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2003.

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17/02/2021 - Geografia, História, Língua Portuguesa

Mão na massa, Brasil! – Fontes Históricas na prática

 

Palavras-chave:

Fontes históricas, autonomia, ensino de história, prática pedagógica, interdisciplinaridade.

Segmento/ano:

Ensino Fundamental

 

Objetivos de aprendizagem (BNCC):

  1. Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e compreender sua função, seu uso e seu significado.
  2. Compilar histórias da família e/ou da comunidade registradas em diferentes fontes.
  3. Identificar as formas de registro utilizadas na produção do saber histórico.
  4. Identificar aspectos e formas de registro das sociedades antigas na África (egípcios), no Oriente Médio (mesopotâmicos) e nas Américas, distinguindo alguns significados presentes na cultura material e na tradição oral dessas sociedades.

Olá!

Na última postagem falamos sobre a importância das fontes históricas para o ensino de História (para ler o post, clique AQUI).

E como fazer isso na prática?

De início, é importante destacar que não só documentos escritos podem ser chamados de fontes históricas. Há, por exemplo, fontes materiais (vasos, esculturas, etc.), fontes orais (relatos de pessoas que vivenciaram uma acontecimento) e fontes visuais (pinturas, documentários, etc.).

Esses diversos tipos de documentos podem ser apresentados para nossos educandos como máquinas do tempo, transformando a sala de aula em um divertido laboratório. Para tratar das fontes históricas, podemos usar a Base Nacional Comum Curricular – BNCC com o que ela chama de atitude historiadora:

  1. Analisar – problematizar a fonte e a visão que se tem sobre ela
  2. Comparar – olhar para outras práticas que se assemelham da tratada na fonte
  3. Contextualizar – localizar momentos e lugares específicos da produção da fonte e de seu conteúdo
  4. Identificar – utilizar da percepção e interação com a fonte para conhecê-la melhor
  5. Interpretar – depois de todos os passos acima é possível ler a fonte com um olhar mais crítico e atento aos detalhes

Esse passo a passo, como a própria BNCC sugere, faz parte da atitude de um historiador e pode ser um instrumento para que nossos estudantes aprendam de maneira autônoma sobre História!

 

Para acessar o PDF clique na imagem ou AQUI.

 

O convite aqui é para que os educandos levem para a sala de aula fontes que permeiam o seu dia a dia. Nos anos iniciais seria interessante que os documentos selecionados fizessem parte das vivências familiares e da comunidade da qual faz parte – como fotos de família, livros de receita, etc. Já nos anos finais, é possível expandir a escolha para fontes em nível nacional e mundial – por exemplo, o diário de Anne Frank, vasos ilha de Creta ou quem sabe o áudio do primeiro samba brasileiro?

O exercício com as fontes históricas, atreladas a atitude historiadora, estimulam a autonomia de pensamento

e a capacidade de reconhecer sujeitos que vivem de acordo com a época e o lugar em que se encontram. Isso possibilita observar o que é preservado ou transformado ao longo do devir histórico.

A atividade sugerida pode ser um convite para trabalhar a interdisciplinaridade: mobilizar mapas como fonte, unindo-se a Geografia, ou textos literários, adentrando no campo da Literatura.

 

E aí, bora colocar a mão na massa junto com os estudantes?

 

Habilidades mobilizadas (BNCC):

EF02HI04 Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário.

EF06HI02 Identificar a gênese da produção do saber histórico e analisar o significado das fontes que originaram determinadas formas de registro em sociedades e épocas distintas.

 

*Texto escrito em parceria entre: Equipe Assessoria de História e Professora Daniela Pereira da Silva

 

Sempre que precisar entre em contato conosco: historia@aprendebrasil.com.br
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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: maio, 2018.
FERREIRA, Marieta de Morais; OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de. Dicionário de Ensino de História. Editora FGV, 2019.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. Editora Paz & Terra, 2019.
PINSKY, Carla Bassanezi. Fontes históricas. Editora Contexto, 2005.

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