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30/06/2021 - Arte

ABORDAGEM TRIANGULAR

Olá professora, olá professor! ♥ Que bom tê-los conosco mais uma vez!   Que bom tê-los conosco mais uma vez! Quando falamos no Ensino de Arte no Brasil, o nome mais importante que nos vem a cabeça é a Ana M...

30/06/2021 - Arte

ABORDAGEM TRIANGULAR

Olá professora, olá professor! ♥
Que bom tê-los conosco mais uma vez!

 

Que bom tê-los conosco mais uma vez!

Quando falamos no Ensino de Arte no Brasil, o nome mais importante que nos vem a cabeça é a Ana Mae Barbosa.

E nos post de hoje vamos trazer um pouco mais de informações sobre essa pesquisadora e também sobra a ABORDAGEM TRIANGULAR.

“Ana Mae nasceu no Rio de Janeiro, mas ainda pequena foi morar em Recife. Perdeu o pai com três anos e a mãe com seis, sendo criada pela avó materna. Fez graduação em direito, contra a vontade da avó. Precisava trabalhar e por isso foi fazer um curso com o Paulo Freire para prestar um concurso de professora primária.”

Desde muito nova, Ana Mae viu na Arte um potencial gerador de uma nova sociedade, e com isso buscou estudar os processos da Arte-educação.

Preocupada com os modelos e metodologias do Ensino da Arte, Ana Mae elaborou a Abordagem Triangular. Ela mesma diz que não gosta de chamar sua abordagem nem de proposta nem de metodologia, para que não haja uma regra de aplicação. Muitas pessoas que estudaram a ABORDAGEM TRIANGULAR acabaram considerando como uma receita de bolo e aplicando em suas salas de aula, sem refletir sobre aquilo.

O surgimento da abordagem triangular objetivava a  melhoria do ensino da arte, na busca pelo entendimento da mesma e também uma buscava uma mais aprendizagem significativa. Preocupou-se pela busca de um conhecimento critico não somente para os aluno, mas também para os professores. Nos anos 90 a abordagem Triangular passou a ser colocada em prática. Inicialmente foi chamada de Projeto Arte na escola.  Mais tarde, ficou conhecida como  Triangular e/ou Abordagem Triangular. Entre essas duas nomenclaturas foi escolhido o nome de Abordagem Triangular (Barbosa, 2010, p.11).

Fica evidente portanto, que  a abordagem Triangular não se enquadra para quem quer seguir um método padronizado, ele  requer a  liberdade de obter conhecimento critico  reflexível  no processo de ensino […], ajustando-se ao contexto em que se encontra (Machado, 20010, p.79).

A Abordagem Triangular é uma abordagem diálogica. A imagem do Triângulo abre caminhos para o professor na sua prática docente. Ele pode fazer suas escolhas metodológicas,  é permitido mudanças e adequações, não é um  modelo fechado, que não aceita alterações. Não é necessário seguir um passo a passo. Para Barbosa ” (…)  refere-se à uma abordagem eclética. Requer transformações enfatizando o contexto” (Barbosa, 2010, p. 10).

Essa visão mudou o Ensino de Arte e também o papel da Arte dentro da escola.

Quer saber mais sobre a abordagem?

Assista ao vídeo que explico esses conceitos! (clique na imagem para assistir)

Gostou? Ficou com dúvidas ou tem sugestões?

Deixe aqui nos comentários!!!

ATÉ A PRÓXIMA, TCHAU! =)

Rafael Pawlina

Assessor de Arte

 

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29/06/2021 - Educação Infantil

Baú de ideias – F...

Olá, Professores! Todos os anos, quando o final do primeiro semestre se aproxima, as escolas começam a pensar na organização das festividades do mês de junho e julho. Isso por conta das festas juninas e alguma vezes...

29/06/2021 - Educação Infantil

Baú de ideias – Festa junina: que tal alegrar o arraiá na escola ou em casa?

Olá, Professores!

Todos os anos, quando o final do primeiro semestre se aproxima, as escolas começam a pensar na organização das festividades do mês de junho e julho. Isso por conta das festas juninas e alguma vezes julinas que acontecem nas cidades e em várias escolas. É comum a comunidade e as instituições escolares direcionarem o olhar para os arraiais com as bandeirolas, as vestimentas e os chapéus de palha, hoje sinônimos de festa caipira.

Fogueira de mentirinha, bandeirinhas e balões feitos de papel nas salas de aula e decorando a quadra da escola, barracas com brincadeiras, comidas e bebidas, vestimentas e danças características… Neste ano, por conta da pandemia, infelizmente as festas juninas não acontecerão como gostaríamos. Mas sem a festa presencial e apesar do distanciamento social, a celebração popular não precisa passar despercebida. É possível propor atividades e brincadeiras interessantes para serem realizadas com crianças pequenas. E o legal é que elas podem ser realizadas na escola ou em casa com a família.

Vejam a seguir, algumas propostas bacanas e divertidas que alegram e divertem a todos:

  • Uma vivência musical – experimentando os ritmos e movimento
  • Apresente para as crianças uma canção junina.
  • Apresente várias vezes e vá chamando atenção para o ritmo, marcando com palmas, com os pés, com passos etc.
  • Depois observe se as crianças percebem e reproduzem o ritmo e, aos poucos, aprendem a melodia ou a letra.
  • À medida que a brincadeira vai ficando mais conhecida, os ritmos podem ser obtidos com várias partes do corpo: batendo na barriga, nas coxas, nas costas do amigo, na bochecha (com boca aberta e fechada).
  • Essa é uma rotina que pode ser aplicada para introduzir e trabalhar qualquer tipo de música.
  • Para animar o arraial, dançar e aproveitar muito é só clicar aqui: http://bit.ly/festajunina_playlist_Tempojunto Vocês encontrarão várias opções de músicas para animar a festança.

 

  • Corrida do Pinguim
  • Você irá precisar apenas de bexigas, uma para cada participante.
  • Após encher a bexiga, basta colocar entre as pernas dos brincantes.
  • Marque a linha de chegada com um pedaço de fita crepe ou outro material que tiver disponível ( barbante, lã, durex colorido, uma tira de papel ou até mesmo pedrinhas ou gravetos que encontrar caídos no chão).

A brincadeira consiste em correr até a linha de chegada, com a bexiga entre as pernas, sem deixar cair e sem estourar!

Sabem porque a brincadeira é intitulada “ Corrida do Pinguim”?

Porque ao correr com a bexiga entre as pernas, os movimentos são muito parecidos com o andar do pinguim, ou seja, com os pés voltados para fora.

 

  • Acerte a lata
  • Você irá precisar de 10 latas vazias ( pode ser de milho, de molho de tomate, de creme de leite, etc). Se preferir, poderá encapá-las com o material que desejar ( papel de presente liso ou decorado, folhas de revistas, papel contato, etc). Se desejar, poderá aumentar a quantidade de latas.
  • Se não tiver latas, poderá ser com copos de papelão descartáveis.
  • Dispor as latas ou copos, formando uma torre com esses objetos, começando com a quantidade maior e terminando com um objeto apenas. Sugestão: começar fazendo uma fileira com 4 latas ou copos, sobre essa fileira intercalar 3 latas ou copos, depois 2 latas ou copos e terminar com 1 lata ou copo. Pronto a torre estará formada.

O objetivo do jogo, é derrubar as latas ou copos. Para isso, poderá ser utilizada qualquer bolinha que você tenha disponível ( bolinha de meia, de tênis, bolinha da piscina de bolinhas, etc) ou fazer uma bolinha de papel.

Após as brincadeiras realizadas, se desejarem as crianças poderão ganhar alguma prenda pela participação e ou comemorar saboreando pipocas, milho verde, pinhão, bolo, doces ou outras gostosuras.

Deixe seu comentário e conte para nós como foi o arraiá na escola ou em casa com a família.

 

Sempre que precisarem, entrem em contato conosco!

Grande abraço e até o próximo post!

Equipe Assessoria Educação Infantil Aprende Brasil

edinfantil@aprendebrasil.com.br

 

Referências

https://www.tempojunto.com/2019/05/13/brincadeira-de-movimento-com-bexiga-corrida-do-pinguim/ Brincadeira adaptada. Acesso em 15/06/2021

https://www.tempojunto.com/2015/06/12/brincadeiras-de-festa-junina-para-um-arraial-de-arrasar/  Brincadeiras adaptadas Acesso 15/06/2021

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29/06/2021 - Educação Infantil

Bebês e Cia – Fes...

Olá, Professores!   É diversão, é alegria, é festa para os bebês e crianças bem pequenas! E por falar em diversão e alegria, elas adoram brincar com tecidos. Pedaços grandes, pequenos, estampados e colorido...

29/06/2021 - Educação Infantil

Bebês e Cia – Festa junina: que tal alegrar o arraiá na escola ou em casa?

Olá, Professores!

 

É diversão, é alegria, é festa para os bebês e crianças bem pequenas!

E por falar em diversão e alegria, elas adoram brincar com tecidos. Pedaços grandes, pequenos, estampados e coloridos se transformam em capas de super-heróis, vestidos encantados, tendas, casinhas de faz de conta e até mesmo como “cheirinho” e isso tudo para os bebês e as crianças bem pequenas é sempre um prato cheio para descobertas e explorações. Desvendar os cheiros, os toques, texturas, cores e coordenar os movimentos representam pura diversão e encantamento.

Todos os anos, quando o final do primeiro semestre se aproxima, as escolas começam a pensar na organização das festividades do mês de junho e julho. Isso por conta das festas juninas e alguma vezes julinas que acontecem nas cidades e em várias escolas.

Neste ano, por conta da pandemia, infelizmente as festas juninas não acontecerão como gostaríamos. Mas sem a festa presencial e apesar do distanciamento social, a celebração popular não precisa passar despercebida. É possível propor atividades e brincadeiras interessantes para serem realizadas com bebês e crianças bem pequenas. E o legal, é que elas podem ser realizadas na escola ou em casa com a família.

Então, que tal aproveitar o período de festa junina e realizar brincadeiras com tecidos? Só que, como estamos falando em festa junina, a sugestão é escolher fitas diversas, tecido xadrez, jutas, chitas de várias cores, tamanhos e espessuras, já que esse material reflete o espírito junino. Inclusive, é possível aproveitar o material na decoração da sala de aula, da escola ou da residência, apresentando às crianças novos usos e seus significados.

  • Caixa do Kit

Dentro da caixa, colocar os materiais: fitas diversas, tecidos xadrez, chitas, jutas e outros tecidos que desejarem e que lembrem festa junina.

  • Despertando o interesse

Sem interferir na criatividade dos pequenos, despertar o interesse e favorecer a livre exploração, organize os tecidos espalhados no chão, num espaço amplo em suportes ou locais em que seja possível amarrá-los e pendurá-los.

Será perceptível a curiosidade e a vontade das crianças em manipular e estender os tecidos, deitar sobre eles, cobrir-se, colocar na cabeça, na boca, cheirar, puxar, apenas passar as mãos, se enrolar e alternar a exploração dos variados tamanhos, estampas e texturas.

  • Explorando e descobrindo

Passada a primeira euforia, possivelmente as crianças começarão a pensar em brincadeiras mais elaboradas. Nesse momento, é importante o olhar e a escuta atenta, observando as criações e invenções, não descartando-se as possíveis intervenções do adulto, porém sem usar da sua “interferência” nas elaborações realizadas. Aqui as crianças descobrirão várias possibilidades de utilização dos tecidos.

Aproveitando o trabalho sobre festa junina, colocar as músicas típicas, fazer as pinturas típicas nos pequenos ( só muita atenção: não utilizar produtos em crianças que são alérgicas)e disponibilizar apetrechos como chapéus e adereços para despertar ainda mais o interesse, promover a exploração, a criação e a descoberta. As músicas divertem, alegram e encantam o mundo dos bebês e das crianças bem pequenas. Deixe-as criar, cantar, dançar e se divertir como conseguirem, de acordo com suas capacidades, interesses e como desejarem.

  • Acabando a brincadeira suavemente

Nas brincadeiras com tecidos, os bebês e as crianças bem pequenas vão naturalmente se cansando, brincando de dormir ou abrigando-se nas cabanas, nos colchonetes ou nos tapetes e almofadas disponibilizadas pelo ambiente. No caso dos bebês, é importante faze-los dormir como de costume e para as crianças bem pequenas, sugere-se aproveitar essas situações, trazendo a questão do cansaço e do sono como proposta lúdica: colocar a caixa do kit no centro do ambiente e convidar os pequenos a colocar os panos cansados para dormir também! Vocês perceberão quantas situações interessantes surgirão como: crianças cantarolando cantigas de ninar, ajeitando o tecido para dormir como se fosse um bebê, dialogando com o tecido fazendo de conta que é uma criança, etc. Portanto, é interessante observar e levantar as possibilidades que brotam naquele momento para terminar suavemente a brincadeira.

E, no momento de decorar a escola para a festa, as crianças podem pegar os tecidos já conhecidos do kit e ajudar na decoração. Nesse sentido, as brincadeiras realizadas com os tecidos de chita vão contribuir com a contextualização da data comemorativa.

 

Deixe seu comentário e conte para nós como foi a brincadeira com tecidos no arraiá na escola ou em casa com a família.

 

Sempre que precisarem, entrem em contato conosco!

Grande abraço e até o próximo post!

Equipe Assessoria Educação Infantil Aprende Brasil

edinfantil@aprendebrasil.com.br

 

REFERÊNCIAS:

https://tempodecreche.com.br/repertorio-cultural/chita-festa-junina-e-um-kit-para-brincadeiras/#more-5400 Proposta adaptada. Acesso em 15/06/2021

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17/05/2021 - Ciências

Ciência como ferram...

Carl Von Linné https://escola.britannica.com.br/artigo/Carlos-Lineu/632188)(1707-1778)  é o nome de um naturalista amplamente estudado e conhecido pelos professores de Ciências. Lineu, como é chamado na língua por...

17/05/2021 - Ciências

Ciência como ferramenta de legitimação do preconceito

Courtesy of the Nationalmuseum, Stockholm

Carl Von Linné https://escola.britannica.com.br/artigo/Carlos-Lineu/632188)(1707-1778)  é o nome de um naturalista amplamente estudado e conhecido pelos professores de Ciências. Lineu, como é chamado na língua portuguesa, tem grande importância para o estudo das Ciências Naturais, especialmente pelo desenvolvimento do seu consagrado sistema taxonômico, utilizado até hoje para classificar os seres vivos.

O que talvez poucos educadores saibam é que em sua obra mais importante, Systema Naturae (1735), ao incluir o ser humano no reino animal o naturalista classifica os homens em quatro (4) variedades distintas, que levavam em conta não apenas a cor da pele, mas também os atributos morais, tais como:

Europeus albus – branco, inventivo, engenhoso, governado por leis.

Americanus rubesceus – moreno, amante da liberdade, irascível, governado pelos costumes.

Asiaticus luridus – amarelado, orgulhoso, avaro, governado pela opinião.

After niger – negro, preguiçoso, astuto, negligente, governado pela vontade arbitrária dos seus senhores. (Poliakov, 1974, p.137).

Atualmente olhar para estas definições soa como ofensivo e discriminatório, além de cientificamente incorreto, mas então como e por que este médico/botânico sueco ainda é tão importante para o estudo da Biologia?

Em nossas formações você já deve ter ouvido que a Ciência é uma atividade humana com determinações sociais e econômicas, sujeita a erros e acertos. Esta classificação foi publicada em 1735 e estudada por pesquisadores em diversas partes do mundo, e retrata exatamente o pensamento de uma elite social e intelectual branca da época, interessada em manter a sua

hegemonia e privilégios, buscando na Ciência meios de legitimar diferenças entre os seres humanos. Aqui no Brasil, este pensamento de utilização da pesquisa científica como discurso legitimador da superioridade branca sobre os outros seres humanos, encontrou terreno fértil em diversos estudos realizados por cientistas do Museu Nacional, em suas conferências e cursos públicos que ocorreram no Rio de janeiro entre 1870 e 1889. Nomes como Ladislau Netto, Louis Couty e João Baptista de Lacerda utilizaram a classificação de Lineu, estudos da evolução, da Antropologia, além da observação e estudos realizados com crânios e esqueletos que faziam parte do acervo do museu Nacional, para difundir as diferenças existentes entre as diversas “raças”  humanas, buscando defender uma superioridade branca sobre outros humanos, como os negros, asiáticos e  indígenas, como pode ser conferido no livro, Darwinismo, raça e gênero de Karoline Carula, historiadora, que descreve com detalhes o papel importante das conferências do museu Nacional como instrumento de influência social sobre a elite brasileira.

Sabemos hoje, graças ao avanço da genética e outras Ciências, que independente da cor da nossa pele todos somos parte de uma única espécie, somos os únicos hominídeos sobreviventes, os Homo sapiens. Todos os representantes desta espécie apresentam o mesmo desenvolvimento biológico, as mesmas capacidades e possibilidades evolutivas, o que impossibilita qualquer tentativa de se legitimar o preconceito racial ou de gênero entre a espécie humana por meio da Ciência. Nem sempre foi assim, muito se tentou e se especulou para provar que determinados grupos eram superiores há outros, merece

ndo, portanto, privilégios ou domínio sobre grupos diferentes e diversos. Se biologicamente esta é uma questão resolvida, ainda temos muito que desenvolver em termos sociais, educativos e de políticas públicas.

Esta reflexão aqui apresentada é uma iniciativa para convidar a todos(as) para participar, a partir do dia 8 de junho, de uma série de lives “Reflexões sobre práticas pedagógicas: caminhos para uma educação antirracista.” O evento será realizado no Canal do Youtube do Sistema de Ensino Aprende Brasil, organizado pela Assessoria de Área.

 

Vamos aprender um pouco sobre este tema e ajudar a melhorar cada vez mais a nossa sociedade? Espero vocês lá!

Até mais!

Assessoria de Ciências da Natureza

Para saber mais, leia também:

Preconceito, discriminação e racismo (http://educadores.aprendebrasilon.com.br/blogassessoria/2021/05/17/preconceito-discriminacao-e-racismo/)

Racismo: ainda precisamos falar sobre isso? (http://educadores.aprendebrasilon.com.br/blogassessoria/2021/05/05/racismo-ainda-precisamos-falar-sobre-isso/)

Os negros são racistas? (http://educadores.aprendebrasilon.com.br/blogassessoria/2021/05/10/os-negros-sao-racistas/)

Habilidades mobilizadas (BNCC): http://basenacionalcomum.mec.gov.br/:

(EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças.

(EF07CI06) Discutir e avaliar mudanças econômicas, culturais e sociais, tanto na vida cotidiana quanto no mundo do trabalho, decorrentes do desenvolvimento de novos materiais e tecnologias (como automação e informatização).

(EF09CI08) Associar os gametas à transmissão das características hereditárias, estabelecendo relações entre ancestrais e descendentes.

(EF09CI09) Discutir as ideias de Mendel sobre hereditariedade (fatores hereditários, segregação, gametas, fecundação), considerando-as para resolver problemas envolvendo a transmissão de características hereditárias em diferentes organismos.

(EF09CI10) Comparar as ideias evolucionistas de Lamarck e Darwin apresentadas em textos científicos e históricos, identificando semelhanças e diferenças entre essas ideias e sua importância para explicar a diversidade biológica.

(EF09CI11) Discutir a evolução e a diversidade das espécies com base na atuação da seleção natural sobre as variantes de uma mesma espécie, resultantes de processo reprodutivo.

Referências

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: abril  de 2021.

CARUTA, Karoline. Darwinismo, raça e gênero. Projetos modernizadores da nação em conferências e cursos públicos. (Rio de Janeiro; 1870-1889). Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2016.

POLIAKOV, Léon. O mito ariano. São Paulo, SP: Perspectiva/Edusp, 1974.

 

 

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19/04/2021 - Ciências

Entre a Lua cheia e ...

Tupinambá com arco e flecha, Albert Echout, 1643 ”Os tupinambá atribuem à Lua o fluxo e o refluxo do mar e distinguem muito bem as duas marés cheias que se verificam na lua cheia e na lua nova ou poucos dias depois...

19/04/2021 - Ciências

Entre a Lua cheia e a Lua nova … aprendendo com os Tupinambás

Tupinambá com arco e flecha, Albert Echout, 1643

Os tupinambá atribuem à Lua o fluxo e o refluxo do mar e distinguem muito bem as duas marés cheias que se verificam na lua cheia e na lua nova ou poucos dias depois”.

Claude d’Abbeville , 1612.

Assim o missionário francês Claude d’Abbeville relata um pouco do conhecimento sobre as marés, nos indígenas brasileiros Tupinambás, com quem ele conviveu ao longo de 4 meses no território que abriga atualmente o Estado do Maranhão. Em seu livro “Histoire de la mission de pères capucins en l’Isle de Maragnan et terres circonvoisines”, publicado em Paris em 1614, ele descreve o conhecimento dos indígenas em relação a localização geográfica, movimento do Sol, contagem dos anos, períodos com abundância de caça (lua nova) e com mais mosquitos ou percevejos (lua cheia).

Galileu Galilei é considerado o pai da astronomia, que é considerada a mãe de todas as Ciências, seu livro “Diálogo sobre os dois máximos sistemas do mundo; ptolomaico e copernicano”, publicado em 1632, propõe que as marés são resultado dos movimentos de rotação e translação da Terra, sem considerar a influência da Lua.

Somente em 1687, setenta e três anos após a publicação de d’Abbeville, Isaac Newton demonstrou que a causa das marés é a atração gravitacional do Sol e, principalmente, da Lua sobre a superfície da Terra. Esses fatos mostram que, muito antes da Teoria de Galileu, que não considerava a Lua, os indígenas que habitavam o Brasil já sabiam que ela é a principal causadora das marés.”

Assim o professor Germano Afonso, doutor em Astronomia nos apresenta em um artigo de 2009 a informação de que muito antes da sistematização científica os indígenas já utilizavam conceitos da Astronomia como meio de garantir sua sobrevivência no ambiente natural, respeitando e estabelecendo as devidas relações com os ciclos naturais. Assim como outros povos ao redor do mundo desenvolveram o que hoje chamamos de Etnostronomia.  Surpreendente não?

Para entender melhor como é possível que os indígenas e/ou outros povos primitivos conhecessem mais alguns princípios astronômicos, antes mesmo de existir a Ciência Astronomia descrita exemplarmente nas obras do próprio Galileu, é necessário resgatar um pouco sobre a concepção de Ciência e os diferentes tipos do conhecimento humano.

O mérito de Galileu e outros cientistas europeus foi o de sistematizar as observações e os seus estudos, por meio da experimentação e da publicação de obras com os resultados dos experimentos e as suas conclusões, estabelecendo a Ciência como conhecemos até os dias de hoje, sistematizada em um método próprio (método científico), em busca de respostas para fenômenos naturais ou não, que são observados e testados a fim da  confirmação de hipóteses, que muitas vezes são aceitas ou refutadas. Isto é Ciência.

O conhecimento indígena aqui descrito faz parte de um saber que podemos chamar de ancestral, passa de geração em geração por meio de histórias, da observação do ambiente e dos ensinamentos dos anciões na aldeia. Diferentemente da Ciência este conhecimento não é experimental, não é publicado e nem precisa ser provado ou refutado, ele tem um caráter empírico, funcional, prático, construído por meio da observação, tentativa e erro e utilidade que garante a sobrevivência do povo indígena.

Neste mês em que se comemora o dia dos povos indígenas, deixo aqui esta reflexão sobre os diferentes tipos de conhecimento e a sua utilidade para o desenvolvimento de cada sociedade, entender como o mundo funciona através de olhares diversos valoriza outras formas do saber, acrescenta informações  o que após a nossa reflexão e mediação pedagógica pode ajudar na construção de um  conhecimento escolar em cada área do conhecimento, que seja mais significativo aos alunos.

E você? Como trabalha com esta data comemorativa nas suas aulas? Conte nos comentários o que pode ser feito em suas aulas para valorizar a cultura indígena.

Atenciosamente

Assessoria de Ciências da Natureza.

Saiba mais em: http://educadores.aprendebrasilon.com.br/blogassessoria/category/ciencias/

 

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26/03/2021 - Educação Infantil

Baú de Ideias ̵...

Olá professor (a)! Aprender brincando e brincar aprendendo! As brincadeiras são peças fundamentais na Educação Infantil. Não se trata de apenas distrair as crianças. Brincar contribui para o desenvolvimento físic...

26/03/2021 - Educação Infantil

Baú de Ideias – Brincar com crianças pequenas

Olá professor (a)!

Aprender brincando e brincar aprendendo!

As brincadeiras são peças fundamentais na Educação Infantil. Não se trata de apenas distrair as crianças. Brincar contribui para o desenvolvimento físico, social, cultural, emocional, afetivo e cognitivo. O brincar e o jogar são momentos sagrados na vida de uma criança. É com essa prática que as crianças ampliam seus conhecimentos sobre si mesmas, os outros e o mundo ao seu redor, desenvolvem múltiplas linguagens, exploram e manipulam objetos, organizam seus pensamentos, descobrem regras e agem com as regras, assumem papel de líderes e interagem com outras crianças, preparando-se para um mundo socializado.

Por falar em brincar, que tal propor uma para as crianças?

Empresta-me sua casinha

Material: giz de quadro ou se a escola tiver, bambolês.

Desenvolvimento: trace com giz no chão pequenos círculos (um círculo a menos que  o número de participantes) e um círculo central ou distribua os bambolês da mesma forma.

Cada círculo será ocupado por uma criança, a que não tem casa diz:

– Empresta-me sua casinha?

As outras respondem:

– Pois não!

Nesse momento, todas deverão trocar de lugar, enquanto a criança no centro procurará ocupar um dos círculos vagos. Se conseguir, será substituída pela criança que ficar sem lugar. Caso contrário, voltará ao círculo central para recomeçar a brincadeira.

E aí, professor, o que achou dessa nossa sugestão?

E você, como trabalha essa brincadeira com seus alunos? Comente e compartilhe com a gente.

Forte abraço e até o próximo post!
Equipe Assessoria Educação Infantil
Se desejar falar conosco, envie e-mail para: edinfantil@aprendebrasil.com
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  • Muito legal, semelhante a brincadeira do “coelhinho sai da toca”, brinquei muito na infância.

    • Que bacana, professora!
      E como essas brincadeiras são divertidas e ricas em aprendizados, não é?
      Um abraço,
      Adrianna

    • Que bacana, professora!
      E como essas brincadeiras são divertidas e ricas em aprendizados, não é?
      Abraço!
      Adrianna