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09/05/2022 - Arte

Lápis cor da pele! ...

Olá professor, olá professora! – Professora: Vamos desenhar e pintar nossa família! – Joãozinho: Prof, me alcança o lápis cor da pele? – Professora: Pele de quem?   Durante muitos anos foi ...

09/05/2022 - Arte

Lápis cor da pele! Pele de quem?

Olá professor, olá professora!

– Professora: Vamos desenhar e pintar nossa família!

– Joãozinho: Prof, me alcança o lápis cor da pele?

– Professora: Pele de quem?

 

Durante muitos anos foi “normal” ouvir e dizer esse termo: LÁPIS COR DA PELE. Mas você já parou pra pensar “PELE DE QUEM?”

Há quem diga que isso é exagero, será?

O ambiente escolar tem sido lugar de perpetuação de práticas racistas em que alunos e alunas ainda vivenciam uma carência muito grande de identidade.

Desde a mais tenra idade, elas já apresentam uma imagem distorcida de si, é o que aponta estudo do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES).

A pesquisa selecionou uma sala de escola pública, onde a maioria dos alunos era negra e pediu para eles se autorretratarem. O lápis salmão, intitulado como “lápis cor de pele”, foi o mais usado na hora de colorir a cor da pele, usado inclusive entre as crianças negras.

Os pesquisadores explicam que os alunos encontraram dificuldades de se desenhar e principalmente de se colorir. Consciente ou inconscientemente, a utilização do ‘lápis cor de pele’ se apresentou como uma solução, ainda que a atividade fosse para se retratarem como são. Muitos estudantes acharam feio colorir com lápis marrom e quando não se utilizava o lápis cor de pele, preferia outra cor como o rosa.

Ainda que não seja intencional, tais concepções indicam a naturalização de conceitos racistas ao evidenciar um padrão e uma tentativa de se adequar a esse padrão.

 

“Mas eu não gosto [de pintar meu autorretrato]. Nenhum desenho que faço gosto de pintar a pele, nunca sei que cor pinto. Se uso a cor de pele fica muito claro, se uso esse (mostrou um lápis marrom) fica muito feio, então prefiro não pintar”, afirmou uma das alunas negras que participaram do estudo.

 

A naturalização do ‘lápis cor da pele’ é um exemplo de microagressão racial que as crianças negras sofrem desde que pisam no ambiente escolar. A dificuldade de manifestar a própria identidade e considerar “feio” a cor que mais se aproxima da sua própria cor de pele é a evidência mais concreta do racismo estrutural em sua formação inicial.

 

“A escola não é um campo neutro, pelo contrário nela se reproduzem e se intensificam conflitos sociais, por isso é inaceitável que professores se posicionem de forma neutra no cotidiano escolar, é necessário que haja intervenção em práticas que tentam hegemonizar o alunado”, afirmou o estudo.

 

Microagressão racial tem efeitos devastadores

Derald Wing Sue, professor da Universidade Columbia que estuda a psicologia do racismo e do antirracismo, resumiu as microagressões raciais como “os insultos, as indignidades e as mensagens humilhantes passadas às pessoas não brancas” por indivíduos que não têm consciência da natureza ofensiva de suas palavras ou ações.

 

A principal característica da microagressão, que não deixa de ser uma atitude racista, é permanência cotidiana e insistente em toda a rotina da vítima, a despeito da intencionalidade de quem comete o ato. Desde o ‘lápis cor da pele’, até a falta de atenção do docente, a presunção de incapacidade e/ou dificuldade, a discriminação dos colegas, a questão do cabelo, o brincar sozinho e até a falta de compreensão da brutal desigualdade social que acompanha a questão racial.

O Centro de Desenvolvimento Infantil da Universidade de Harvard compilou estudos documentando como a vivência cotidiana do racismo estrutural impacta “o aprendizado, o comportamento, a saúde física e mental” infantil. E elencou quatro pontos: Corpo em estado de alerta constante; Mais chance de doenças crônicas ao longo da vida; Disparidades na saúde e na educação; Cuidadores mais fragilizados e ‘racismo indireto’

No Brasil, essa realidade também pode ser medida pelo medo da evasão escolar. Análise feita pelo Plano CDE revelou que famílias de alunos negros têm 63% mais risco de ter medo da evasão escolar de seus filhos do que pais de estudantes brancos. Isso acontece porque além das dificuldades oriundas das crises econômicas e sanitária, há o cenário de um ambiente hostil para estudantes negros e negras.

 

Em maio do ano passado, o medo da desistência de alunos negros nas suas famílias era de 35%. O número subiu para 43% no final de setembro. Entre os pais de estudantes brancos, não chegou a 40%. Quando o recorte também inclui a condição social, o cenário fica ainda pior: entre os alunos negros de famílias com renda de até dois salários mínimos, o medo de desistência chegou a 50%.

 

“A escola é um ambiente em que as crianças socializam e estabelecem relações com os demais, sendo importante para a construção da identidade de cada uma delas […] Logo elas devem ter um suporte também da escola, pois podem se tratar das primeiras vivências com as práticas racistas das crianças”, concluiu o estudo do IFES.

Adaptação de: https://pt.org.br/o-que-o-lapis-cor-de-pele-pode-ensinar-sobre-microagressoes-e-racismo-na-escola/

 

E como usar Arte para falar sobre isso?

Hoje vamos indicar duas artistas!

A primeira é a ANGÉLICA DASS

Humanæ é um trabalho fotográfico em andamento da artista Angélica Dass, uma reflexão invulgarmente direta sobre a cor da pele, tentando documentar as verdadeiras cores da humanidade em vez das etiquetas falsas “branco”, “vermelho”, “preto” e “amarelo” associadas à raça. É um projeto em constante evolução buscando demonstrar que o que define o ser humano é sua inescapável singularidade e, portanto, sua diversidade. O fundo de cada retrato é matizado com um tom de cor idêntico a uma amostra de 11 x 11 pixels tirada do nariz do sujeito e emparelhada com a palete industrial Pantone®, o que, em sua neutralidade, põe em questão as contradições e estereótipos relacionados com a questão racial. Mais do que apenas rostos e cores no projeto há quase 4.000 voluntários, com retratos feitos em 20 países diferentes e 36 cidades diferentes ao redor do mundo, graças ao apoio de instituições culturais, sujeitos políticos, organizações governamentais e organizações não governamentais. O diálogo direto e pessoal com o público e a absoluta espontaneidade da participação são valores fundamentais do projeto e o conotam com uma forte veia de ativismo. O projeto não seleciona participantes e não há data definida para a sua conclusão. Desde alguém incluído na lista da Forbes, até refugiados que cruzaram o Mar Mediterrâneo de barco, ou estudantes tanto na Suíça como nas favelas do Rio de Janeiro. Na sede da UNESCO, ou em um abrigo. Todos os tipos de crenças, identidades de gênero ou deficiências físicas, um recém-nascido ou doente terminal, todos juntos constroem a Humanae. Todos nós, sem rótulos.

A segunda é a artista ADRIANA VAREJÃO

 

Ela faz a série “a voz do polvo” onde aborda os diferentes tipos de pele a partir de um estudo junto a uma antropóloga com base nos dados do IBGE. Para saber mais sobre isso, você pode ler a entrevista de Adriana por meio do link: https://artebrasileiros.com.br/arte/povo-de-cores-infinitas/

 

E para terminar, trago mais duas referências de vídeos.

Curta metragem lápis cor da pele: https://www.youtube.com/watch?v=-VGpB_8b77U

Vídeo lápis cor da pele: https://youtube.com/shorts/UXt4hYSJWxQ?feature=share

IMPORTANTE SABER!

Hoje em dia, há disponível no mercado, diversas marcas de caixas de lápis de cores e de giz de cera com diferentes tons de pele, peça para a equipe gestora da escola adquirir!

 

Gostou? Ficou com dúvidas ou tem sugestões?

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Rafael Pawlina

Assessor de Arte

 

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02/05/2022 - Arte

Máscara de gesso

Olá professor, olá professora! Você já trabalhou o tema máscaras com seus alunos? Máscaras africanas, máscaras gregas, máscaras do teatro e por aí vai… São vários os conteúdos em que as máscaras se faz...

02/05/2022 - Arte

Máscara de gesso

Olá professor, olá professora!

Você já trabalhou o tema máscaras com seus alunos?

Máscaras africanas, máscaras gregas, máscaras do teatro e por aí vai… São vários os conteúdos em que as máscaras se fazem presentes, não é mesmo?

E aí os professores fazem de diferentes maneiras: com bexiga e jornal, com papelão, com pratinho de isopor… e que tal fazer uma máscara de gesso? Parece muito complicado para você? Pois no post de hoje vamos mostrar o passo-a-passo dessa dinâmica e mostra que é mais fácil do que você imagina!

Aqui vão os materiais necessários:

– Gaze gessada;

– Hidratante corporal;

– Camisa velha;

– Panos;

– Pote para colocar água (pode ser de sorvete);

– Tesoura.

Vamos ao modo de fazer:

  • Comprar a gaze gessada: Você encontra a gaze gessada em farmácias. Ela é vendida em rolinhos, e é a mesma utilizada para enfaixar membros do corpo quando os quebramos. E em geral não custam caro.

Mas qual a quantidade? Isso depende de quantas máscaras se pretende fazer e a quantidade de camadas. Em minha prática, fazia uma máscara a cada grupo de 04 ou 05 alunos. Se houver mais tempo, pode-se fazer uma por aluno, desde que despenda mais de uma aula para a atividade.

  • No dia da atividade, peça para que o estudante que será o modelo coloque a camiseta velha. Se o gesso cair na roupa, depois de secar é difícil de tirar.
  • Para preparar o rosto, o modelo deve passar um hidratante corporal. Isso protege a pele e ajuda na hora de tirar a máscara.
  • Os estudantes que farão a máscara devem cortar o rolo em tiras, o tamanho pode variar, mas o ideal é que sejam tiras de 3 ou 4cm de largura.
  • Coloque água limpa no pote de sorvete. Com o modelo deitado, oriente os estudantes a pegarem uma tira de gaze, mergulhem na água e coloquem no rosto.
  • ATENÇÃO: oriente para que os estudantes deixem em aberto os olhos, nariz e boca. Essas partes podem ser fechadas depois.
  • Assim é só ir sobrepondo as tiras, os estudantes podem fechar o rosto do modelo.
  • Cada vez que colocar uma nova gaze, peça para que eles passem o dedo a fim de alisar e deixar com um acabamento melhor.
  • Após 20 minutos, a máscara estará seca, e se soltará facilmente do rosto (desde que os estudantes não tenham prendido o cabelo do colega! Rsrs
  • Deixe secar bem, de preferência de uma semana para a outra.
  • Depois de seca, os alunos podem fechar o buraco da boca e do nariz, se quiserem podem fechar o olho também.
  • Para um melhor acabamento, pegue tiras dobre ao meio e coloque-as nas bordas, isso dará mais firmeza ao secar.
  • Depois de bem seca, é só pintar com tinta guache! (Escolha um tema ou um movimento artístico como base para elaborar as cores e formas da pintura).

De uma olhadinha nesses modelos:

Os estudantes podem usar como mascara em seus rostos para uma apresentação ou mesmo como objeto artístico para deixar em exposição!

Quais habilidades os estudantes desenvolvem nessa prática?

(EF15AR03) Reconhecer e analisar a influência de distintas matrizes estéticas e culturais das

artes visuais nas manifestações artísticas das culturas locais, regionais e nacionais.

(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem,

quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso

sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.

(EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e

colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade.

(EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.

Aqui tem um vídeo com o passo-a-passo para ajudar: https://www.youtube.com/watch?v=HIt4fimIjaU

DICA IMPORTANTE: Na hora de lavar os materiais e descartar as sobras, oriente aos alunos que não usem pia ou tanque para jogar o pó de gesso que sobra nos potes, isso pode entupir os encanamentos. O ideal é peneirar a água e jogar pedaços de gesso na lixeira!

Gostou? Ficou com dúvidas ou tem sugestões?

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25/04/2022 - Arte

Mais de 1.000 ideias...

Olá professor, olá professora! Tudo bem por aí? Esperamos que sim! O post de hoje vai ser curtinho, mas vai trazer mais de mil ideias pra você trabalhar em sala de aula! Você provavelmente já saiu pela internet em ...

25/04/2022 - Arte

Mais de 1.000 ideias!

Olá professor, olá professora!

Tudo bem por aí? Esperamos que sim!

O post de hoje vai ser curtinho, mas vai trazer mais de mil ideias pra você trabalhar em sala de aula!

Você provavelmente já saiu pela internet em busca de atividades para fazer com seus alunos, não é mesmo?

Pois bem, hoje eu quero dividir com vocês um material que se encontra disponível na internet e que traz várias sugestões para nos ajudar a ensinar Arte.

Trata-se de uma coleção de manuais produzidos por uma marca de materiais artísticos, nesse material há sugestões e referências de artistas!

Então aproveite!

É so clicar nesses links e aproveitar! Ah, você pode fazer o download no seu computador e acessa-lo off-line!

Para baixar, clique no ícone abaixo da revista digital:

Links:

Manual 01 – https://acrilex.com.br/manual-de-educadores-vol-1/

Manual 02 – https://acrilex.com.br/manual-de-educadores-vol-2/

Manual 03 – https://acrilex.com.br/manual-de-educadores-vol-3/

Manual 04 – https://acrilex.com.br/manual-de-educadores-vol-4/

Manual 05 – https://acrilex.com.br/manual-de-educadores-vol-5/

Manual 06 – https://acrilex.com.br/manual-de-educadores-vol-6/

Manual 07 – https://acrilex.com.br/manual-de-educadores-vol-7/

Manual 08 – https://acrilex.com.br/manual-de-educadores-vol-8/

Manual 09 – https://acrilex.com.br/manual-de-educadores-vol-9/

Fez alguma atividade dessas com os estudantes? Mande seu relato e fotos para arte@aprendebrasil.com.br e nós podemos publicar em breve.

 

Fonte: https://acrilex.com.br/catalogos-e-manuais/

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11/04/2022 - Arte

Dicas de filmes sobr...

Olá professora, olá professor! Quando falamos em metodologia, estamos falando no modo que escolhemos para exibir os conteúdos em sala de aula. E com os avanços das tecnologias, streamings de vídeos cada vez mais tem...

11/04/2022 - Arte

Dicas de filmes sobre Arte

Olá professora, olá professor!

Quando falamos em metodologia, estamos falando no modo que escolhemos para exibir os conteúdos em sala de aula. E com os avanços das tecnologias, streamings de vídeos cada vez mais temos possibilidades para variar a forma como esses conteúdos vão ser passados aos alunos.

Além disso, os filmes dão subsídios para trabalhar inúmeros conteúdos, estimulam debates e permitem ampliar a percepção da turma sobre um assunto. Todo ano, quase 100 milhões de ingressos de cinema são vendidos no país. Só na cidade de São Paulo, em um único fim de semana, mais de 200 mil vídeos são alugados. Os filmes são parte importante do cotidiano dos brasileiros, mas nem sempre encontram seu lugar em sala de aula. Esse é um erro e tanto, já que a telona pode funcionar como uma preciosa ferramenta didática para a aprendizagem de conteúdos de diversas disciplinas. “O cinema é uma experiência cultural importante, assim como a música e a literatura. A escola precisa levar isso em conta e tratar esse trio com igualdade”, diz Marcos Napolitano, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) e especialista na utilização de filmes em aula.

Ficção ou documentário, curta ou longa-metragem – os gêneros e as opções de trabalho são inúmeros e hoje já é possível afirmar que o conhecimento sobre como usar filmes está bem sistematizado. O trabalho pode seguir por dois caminhos, dependendo do objetivo do professor:
– Aproximar a turma da linguagem artística específica do cinema, o que pode ser feito tanto na aula de Arte como na de Língua Portuguesa;
– Auxiliar na compreensão de conteúdos curriculares em diversas disciplinas dentro de sequências e projetos didáticos.

Em ambos os casos, é preciso começar expondo os objetivos da exibição e descrevendo o que será visto. “Isso é fundamental para não descaracterizar o cinema como um objeto cultural. O ideal é antecipar para a turma elementos da história, falar sobre o diretor e outras produções dele, comentar sobre os atores, mostrar a capa e a contracapa, ressaltar características técnicas, como a fotografia, contar curiosidades da época em que foi lançado e, principalmente, dizer por que gosta ou não daquele filme. O professor deve se mostrar como um espectador crítico e experiente para que os alunos aprendam a se posicionar frente ao que veem”, conta Silvinha Meireles, coordenadora do programa Cine-Educação, da Cinemateca Brasileira de São Paulo.
Texto adatado de: https://novaescola.org.br/conteudo/1469/cinema-na-escola

Quer algumas sugestões de filmes para a aula de Arte?

Então assista ao vídeo abaixo, com papel e caneta na mão!

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05/04/2022 - Arte

O que é PCN?

Olá professora, olá professor   Você já ouviu falar muito nos famosos PCNs, e muitos professores também aorebderam sobre eles na sua formação inicial, mas o quanto você sabe sobre eles? Quais as mudanças e ...

05/04/2022 - Arte

O que é PCN?

Olá professora, olá professor

 

Você já ouviu falar muito nos famosos PCNs, e muitos professores também aorebderam sobre eles na sua formação inicial, mas o quanto você sabe sobre eles? Quais as mudanças e quais suas aplicações dentro dos muros da escola?

Os Parâmetros Curriculares Nacionais, mais conhecidos como PCN, é uma coleção de documentos que compõem a grade curricular de uma instituição educativa.

Esse material foi elaborado a fim de servir como ponto de partida para o trabalho docente, norteando as atividades realizadas na sala de aula. É claro que cada instituição deve montar o seu Projeto Político Pedagógico, sua proposta pedagógica, adaptando esses conteúdos à realidade social da localidade onde está inserida.

O documento é uma orientação quanto ao cotidiano escolar, os principais conteúdos que devem ser trabalhados, a fim de dar subsídios aos educadores, para que suas práticas pedagógicas sejam da melhor qualidade.

Em sua abordagem, os parâmetros curriculares nacionais definem que os currículos e conteúdos não podem ser trabalhados apenas como transmissão de conhecimentos, mas que as práticas docentes devem encaminhar os alunos rumo à aprendizagem.

A reflexão da prática docente deve ser feita através de reuniões com todo o grupo da escola, direção, coordenação, orientação, psicopedagoga, psicóloga, professores, dentre outros profissionais, ligados à rotina da instituição e de sala de aula.

Cabe a cada instituição se organizar nesse sentido, pois a escola que não promove momentos de reflexão da prática docente causa uma relação duvidosa entre docente, alunos e conteúdos a serem ministrados.

Muitas vezes os professores não conhecem a proposta pedagógica da instituição, pois os diretores mantêm a mesma sob sete chaves, para que ninguém copie seu conteúdo. Isso torna difícil a reflexão do professor sobre o seu próprio trabalho, pois o mesmo precisa conhecer que tipo de educação aquela instituição quer oferecer, que princípios devem trabalhar e quais os objetivos a serem conquistados.

A escola deve ter responsabilidade social, instituir situações didáticas fundamentais entre os temas a serem abordados e a prática docente, as formas pelas quais a aprendizagem acontecerá, através do desenvolvimento de habilidades de leitura, interpretação, estudo independente e pesquisa.

O MEC disponibiliza esse material a todos os professores, a fim de que os mesmos possam estudá-lo e conhecê-lo a fundo, auxiliando os professores em sua atividade profissional, além de perceber a responsabilidade social conferida ao ofício de professor.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia

Texto extraído e adaptado de: https://educador.brasilescola.uol.com.br/orientacoes/pcnparametros-curriculares-nacionais.htm

Ainda falando nos PCN, mas agora pensando em Arte, gravei um vídeo para te ajudar a entender um pouco mais sobre o assunto!

Clique e assista:

 

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21/03/2022 - Arte

E o palhaço o que ...

Olá professor, olá professora! “Hoje tem espetáculo? (Tem, sim senhor) É às oito da noite? (É, sim senhor) Hoje tem marmelada? (Tem, sim senhor) Hoje tem goiabada? (Tem, sim senhor) É dia noite? É de dia? (É, ...

21/03/2022 - Arte

E o palhaço o que é?

Olá professor, olá professora!

“Hoje tem espetáculo? (Tem, sim senhor)
É às oito da noite? (É, sim senhor)
Hoje tem marmelada? (Tem, sim senhor)
Hoje tem goiabada? (Tem, sim senhor)
É dia noite? É de dia? (É, sim senhor)
Aproveita moçada! (Dois e dois não é anda)
Sentadinho na bancada? (Pra ver a namorada)
E a criança que chora? (É que quer mamar)
A mulher que namora? (É que quer casar)
E o palhaço que é? (É ladrão de mulher)
Mas o palhaço o que é? (É ladrão de mulher).”

CARVALHO, Raimundo; MOTA, Ivan Luiz. Circo universal. Belo Horizonte

Quem já foi ao circo sabe o quanto o palhaço é uma figura importante. Além dos números com fogo, trapezistas, globo da morte, o palhaço é o grande condutor do espetáculo como um todo.

Você sabe por que o palhaço desperta riso e graça?

Por que o papel do palhaço é representar a face cômica do ser humano assim como apontar as fragilidades humanas no que se refere à sua capacidade de errar.

E no material didático? No material do 6º Ano, sugerimos uma atividade de pesquisa:

Livro didático de Arte, Volume 1, página 19.

Mas e vocês professores? Conhecem os palhaços da história do Brasil?

Nós fizemos uma coletânea dos palhaços que mais se destacaram na história!

Vamos acompanhar?

Arrelia

Vindo de uma família inteira de circo, Waldemar Seyssel atuou nos palcos desde os 6 anos de idade. Foi o primeiro da família a deixar o circo para trabalhar na televisão em 1953, e em 1955 já tinha seu próprio programa, o Cirquinho do Arrelia, na Record, que ficou no ar por onze anos. Alto e desengonçado, é um dos palhaços mais lembrados da sua geração.

Pimentinha

Walter Seyssel era sobrinho do palhaço Arrelia, mais um da família que acabou indo para a televisão. Trabalhou com o tio no programa Cirquinho do Arrelia e fez até um filme com os Trapalhões em 1975.

Carequinha

Era um dos maiores sucessos na televisão nos anos 60. Transmitido em rede nacional pela Tupi, ele também fazia programas regionais pelo Brasil todo. George Savalla Gomes também veio de uma família de circo, e foi para a TV ainda nos anos 50. Na década de 90 teve um programa na Manchete, cujo formato migrou depois para o Clube da Criança, da Xuxa, depois Angélica.

Torresmo

A história de Brasil José Carlos Queirolo, o Torresmo, na telinha se confunde com a própria história da televisão no Brasil. Ele também veio de uma família de circo, e após uma apresentação no programa de Luiz Gonzaga, foi convidado a ter um programa na recém inaugurada TV Tupi de São Paulo, em 1950.

Piolin

O mais conhecido palhaço brasileiro,  também chegou a ser considerado o melhor do mundo. Abelardo Pinto nasceu em um circo no final do século XIX e, em 1922, durante a Semana de Arte Moderna em São Paulo, foi aclamado por intelectuais como sendo o legítimo artista tipicamente brasileiro. Viveu sua vida toda em circo, participando esporadicamente de programas de televisão, mas sempre como convidado. O dia 27 de março, dia de seu nascimento, é comemorado o Dia Nacional do Circo.

Atchim & Espirro

Eduardo dos Reis e Carlos Alberto de Oliveira se conheceram em 1982, e em 83 já formavam a dulpa Atchim e Espirro, no programa Turma da Pipoka, da TV Gazeta. Logo tiveram seu próprio o Brincando na Paulista, na mesma emissora, e depois foram para a Bandeirantes, no Circo da Alegria.

Bozo

Não é um palhaço brasileiro, e sim personagem vivido por diversos atores diferentes. Trata-se de uma criação americana que se espalhou pelo mundo, como desenho animado e personagem de palco.

E aí? Alguns destes palhaços marcou sua infância?

 

O circo é um lugar mágico, que nos remete a vivências e sensações incríveis, nos fazendo viajar na beleza das cores, na alegria dos palhaços e nas acrobacias e aventuras dos trapezistas. Além de ser uma das principais fontes de diversão e entretenimento no país, a arte circense também faz parte da área cultural e educacional do Brasil.

Durante muitos anos, as companhias circenses foram as únicas responsáveis por levar espetáculos culturais para todos os cantos do país, principalmente os mais isolados e carentes. A magia dos espetáculos, até hoje, é refletida nos olhos brilhantes e atentos da criançada e mostra que, independente do tempo, a arte circense possui papel fundamental no crescimento e na educação de nossas crianças.

A história do Circo no Brasil

A história do Circo no Brasil se iniciou no século XIX, período em que muitas famílias Europeias chegavam ao país e se reuniam em guetos onde, além de compartilharem uma vida coletiva, também manifestavam suas habilidades circenses.

No Brasil, a história do Circo está muito atrelada com as comunidades ciganas que, com sua cultura nômade, apresentavam-se ao público de diversos lugares mostrando algumas de suas habilidades, como o ilusionismo e a doma de animais ferozes.

Os espetáculos eram sempre adaptados de acordo com o gosto e a aceitação do público. Se alguma atração não agradava os espectadores de determinada região, ela deixava de fazer parte da programação de apresentação para aquele local.

Um exemplo dessa adaptação é o palhaço europeu que, em sua versão original, era menos falante e fazia uso da mimica como base para suas apresentações. O modelo não funcionou bem no Brasil e precisou ser adaptado para o palhaço que nós conhecemos e amamos: o personagem que fala muito, que é engraçado, faz uso de comédia sorrateira e que, ainda, utiliza de instrumentos musicais para incrementar seu show.

Os grandes espetáculos circenses

Passar por essa adaptação foi importante para que os artistas circenses pudessem desenvolver suas técnicas e, assim, chegarem ao patamar grandioso, em questões técnicas e visuais, que possuem hoje.

O papel social do Circo

O circo é um espetáculo cultural permanente e, desde seus primórdios, é considerado, além de um grande local com espetáculo que vislumbra os olhos, também como uma forma de manifestação cultural. Ao mesmo tempo que encanta multidões, ele também se torna um espaço de desenvolvimento pessoal, principalmente para as famílias que carregam, de geração em geração, o amor pela arte circense.

Com jogos de luzes, cenários gigantescos e coloridos, personagens cativantes e atrações que encantam o olhar do respeitável público, o circo foi se consolidando ao longo do tempo como um grande e mágico espetáculo. O show reunia artistas que, durante o período de mais ou menos uma hora, domavam leões, engoliam espadas, andavam na corda bamba e brincavam com o fogo de forma leve e espontânea, como quem brinca de amarelinha.

Com tamanha estrutura, dedicação e amor, não demorou muito para o circo se tornar uma das principais fontes de cultura do mundo, apresentando ao seu público um entretenimento saudável e rico em culturas de diversos países.

O Circo como forma de educação

O Circo passou por diversas mudanças ao longo das décadas e uma delas é o surgimento de escolas de circo, que marcam a continuidade da história circense por meio da sistematização da técnica dos movimentos ensinado. Antigamente, o conhecimento circense era transmitido dentro do próprio circo, passando sempre de pais para filhos, a fim de continuar a tradição dos espetáculos e, também, para ajudar a garantir o sustento da família.

O surgimento da escola de circo possibilitou com que todas as pessoas que eram apaixonadas e tinham interesse em desenvolver a arte circense, pudessem aplicar seus esforços a fim de se desenvolverem quanto artistas de circo.

Dessa forma, além de cumprir um papel social de transmissão da arte circense, o espaço permite com que novas pessoas se desenvolvam e tenham contato com uma nova cultura, participando de espetáculos e vivencias diferenciadas. Cada qual agregando de uma forma, de acordo com suas experiências, conhecimentos e costumes.

Neste contexto, é possível entender que a relação que existe entre o público e o artista de circo é mais do que um grande espetáculo. A relação gera oportunidades de conhecimento intelectual e cultural, de desenvolvimento pessoal e de criatividade, possibilitando com que o público não só assista a um show, mas que também aprenda sobre novas culturas e costumes.

Além disso, temos na história do circo e dos palhaços, músicas que marcaram várias gerações, vamos ouvi-las e acrescenta-las na atividade dos estudantes?

 

Clipe: História de uma gata (Lucinha Lins e os Trapalhões)

https://www.youtube.com/watch?v=eLgXFbixYDY

Clipe: Os saltimbancos trapalhões

https://www.youtube.com/watch?v=3wQgfjSvgXo

E um filme que com certeza marcou uma geração que amava a sessão da tarde: Os saltimbancos trapalhões

https://www.youtube.com/watch?v=9V85w8Q5Uh8

E sua versão mais recente: Os Saltimbancos Trapalhões Rumo a Hollywood

https://www.youtube.com/watch?v=K1JwoJChdko

Fontes:
https://vejasp.abril.com.br/coluna/memoria/relembre-palhacos-historicos-brasileiros/
https://editorialpaco.com.br/qual-a-importancia-do-circo-para-a-cultura-e-educacao/

Fez alguma atividade de circo com os estudantes? Mande seu relato e fotos para arte@aprendebrasil.com.br e nós podemos publicar em breve.

Gostou? Ficou com dúvidas ou tem sugestões?

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