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10/05/2021 - Educação Física, Ensino Religioso, História

Os negros são racistas?

 

Palavras-chave:

Racismo; Educação antirracista.

 


 

Olá Professores

 

Vocês já ouviram ou disseram a frase que dá título a este post? Você concorda com ela? É muito comum ouvirmos frases como essa ao falamos sobre racismo. Mas, antes de concordar ou não com ela, que tal uma reflexão?

Vamos começar lembrando a influência das teorias racialistas do século XIX, que disseminaram “no tecido social brasileiro, o ideal da superioridade da raça branca e incentivou de forma contundente o negro a resignar-se diante de sua inferioridade” (ALVES, 2018, p. 75). A partir destes ideais a sociedade brasileira passa a ser idealizada pelo branqueamento, e a miscigenação se torna uma ferramenta para alcançá-lo, ou seja, se difunde a ideia de que quanto mais branca a sociedade maiores serão as chances de “evolução” e “civilização” dela.

 

Leia sobre teorias racialistas no artigo “Teorias raciais no Brasil: um pouco de história e historiografia”, escrito por Diego Uchoa de Amorim, clicando aqui.

 

Portanto, o ideal e desejado é ser branco ou parecer o quanto for possível com pessoas brancas, de acordo com Jacques d’Adesky, “Desejos de ser (branco), desejos de não ser (negro), desejos de aparentar (branco). E, na medida em que esses desejos representam valores (poder, beleza), eles manifestam uma relação hierarquizada entre um elemento (branco) do conjunto e as outras categorias (negro, jambo, sarará, etc.) desse mesmo conjunto” (d’ADESKY, 2001, p. 137).

 

Você sabia que o tema teorias raciais do século XIX são conteúdo das aulas de História, para o 8º ano, veja possibilidades para abordar essa temática lendo o artigo “Plano de aula: As teorias raciais do século XIX e o racismo na sociedade atual”, publicado pelo site Nova Escola, clicando aqui.

 

Por consequência “o que ocorre é que, em vez de fazer referência a si próprios como negros, afro-brasileiros ou afrodescendentes, a tendência manifestada pelas pessoas é a de tentar retratar a si próprios com diferentes tonalidades de pele, usando tonalidades mais claras, o que sugeriria o embranquecimento. O processo de negação da sua origem étnica é aceito pela sociedade e certas tonalidades de cor pele (mais claras) estão associadas a status dentro da sociedade brasileira” (d’ADESKY, 2001, p. 137).

 

Veja o que dizem outros pesquisadores das relações étnico-raciais. Vejamos o Kabengele Munanga* argumenta:

 

Para baixar a imagem em PDF basta clicar aqui.

 

Outra importante voz sobre o assunto é Nilma Lino Gomes**:

 

Para baixar a imagem em PDF basta clicar aqui.

 

 

Para a pesquisadora Jerusa Paulino da Silva, o processo de rejeição de si inicia muito cedo “as crianças negras, ainda na educação infantil, iniciam o processo de autorrejeição do seu fenótipo enquanto as crianças brancas ou assemelhadas à branca iniciam o processo de rejeição do outro diferente da internalização de estereótipos inferiorizantes”. (SILVA, 2010 apud ALVES, 2018, p. 75).

Muitas são as ferramentas de domínio que garantem a manutenção deste ideal, mesmo nos dias de hoje, quando tanto já se avançou da representatividade negra. Muitas vezes, a própria linguagem garante sua perpetuação, de modo aparentemente “invisível”. Como é o caso da frase: “Os próprios negros são racistas”.

Como já dissemos no post “Racismo: ainda precisamos falar sobre isso?”, nós aprendemos a ser racistas, deste de muito pequenos somos inseridos nestas ideias. Assim como aprendemos a ser racistas, podemos desaprender, para isso é preciso inicialmente questionar a forma como nossa sociedade está estruturada, buscar entender que as identidades raciais são aprendidas, elas são resultado do modo como escolhemos viver, agir no mundo, pensar sobre ele [1].

Portanto, para promover uma educação antirracista é preciso reconhecer que o racismo existe em todas as esferas sociais, e também na escola.

Entendo a importância dessa temática, a Assessoria de Áreas, do Sistema de Ensino Aprende Brasil, desenvolverá, ao longo dos próximos meses, cursos, debates, leituras e propostas de ações que tem como objetivo principal propiciar ampliação na formação dos professores da Educação Básica sobre a Educação das Relações Étnico-Raciais.

 

 

Fique atento em breve vamos compartilhar a programação completa do evento, assim como continuaremos escrevendo diversos posts para aprofundar nosso debate.

 

 

Equipe Assessoria de Educação Física, Ensino Religioso e História

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Referências:
ALVES, Samanta dos Santos. Letramento racial crítico e práticas educacionais no ensino fundamental do município do Rio de Janeiro: a formação continuada de professores da sala de leitura e suas narrativas. 2018. 160f. Dissertação (Mestrado) Centro de Federal de Formação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, 2018. Disponível em: <http://dippg.cefet-rj.br/pprer/attachments/article/81/104_Samanta%20dos%20Santos%20Alves.pdf>. Acesso em: 05 de maio de 2021.
D’ADESKY, Jacques. Pluralismo étnico e multiculturalismo: racismos e anti-racismos no Brasil. Rio de Janeiro: Pallas, 2001.
GOMES, Nilma Lino. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: uma breve discussão. In: BRASIL. Educação Anti-racista: caminhos abertos pela Lei federal nº 10.639/03. Brasília, MEC, Secretaria de educação continuada e alfabetização e diversidade, 2005. p. 39 – 62. Disponível em: <https://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2017/03/Alguns-termos-e-conceitos-presentes-no-debate-sobre-Rela%C3%A7%C3%B5es-Raciais-no-Brasil-uma-breve-discuss%C3%A3o.pdf>. Acesso em: 05 de maio de 2021.
* Kabengele Munanga é um antropólogo e professor brasileiro-congolês. É especialista em antropologia da população afro-brasileira, atentando-se a questão do racismo na sociedade brasileira. Kabengele é graduado pela Université Oficielle du Congo e doutor em Antropologia pela Universidade de São Paulo.
** Nilma Lino Gomes é uma pedagoga brasileira. Tornou-se a primeira mulher negra do Brasil a comandar uma universidade pública federal, ao ser nomeada reitora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, em 2013. Tem se posicionado, frequentemente, na luta contra o racismo no Brasil.
[1] SCHUCMAN, Lia Vainer. Sobre o lugar do branco na luta anti-racista. Publicado em: 25/09/2018. Disponível em: <https://catarinas.info/colunas/sobre-o-lugar-do-branco-na-luta-anti-racista/>. Acesso em: 05 de maio de 2021.

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05/05/2021 - Educação Física, Ensino Religioso, História

Racismo: ainda precisamos falar sobre isso?

 

Palavras-chave:

Racismo; Educação antirracista.

 


 

Olá Professores

 

Hoje queremos te convidar para uma reflexão: Você acredita que o racismo existe? Você conhece pessoas racistas? Você é racista?

As duas primeiras perguntas parecem ser mais fácies de responder, não é mesmo? Mas, se reconhecer como racista já é mais difícil.

Reconhecer-se como racista não é se identificar como uma pessoa cruel que odeia pessoas negras e que sempre lhes fará mal (embora saibamos que o ódio exista e o mal que o racismo causa). É inicialmente entender que nascemos e fomos educados em uma sociedade estruturalmente racista, ou seja, fomos educados para reproduzirmos comportamentos racistas.

 

Entenda mais sobre a estrutura do racismo no brasil assistindo o vídeo indicado abaixo:

 

Para assistir ao vídeo clique na imagem ou aqui.

 

Comportamentos estes que muitas vezes são identificados como brincadeira ou piada. Mas, precisamos afirmar que o nome correto é RACISMO, afinal quando um problema não é nomeado, não se tem como combatê-lo.

Reconhecer a existência do racismo e identificá-lo no nosso cotidiano exige reflexão e atenção. Atualmente, é possível ouvir pessoas dizendo que atualmente não se tem mais racismo, afinal já “tem negro na faculdade”, “tem negros em cargos de poder”, ou seja, o protagonismo negro passa a ganhar evidencia, então, ainda precisamos falar sobre isso? Sim, precisamos! Pois, o racismo ainda fere, maltrata, exclui e mata.

 

“O racismo é um problema atual e não apenas uma herança histórica, não é apenas um legado da escravidão, que já acabou: o racismo acontece todos os dias, se reproduz cotidianamente e, se o indivíduo não for vigilante, ele acabará contribuindo para essa reprodução e legitimação”.[1]

 

Ainda é possível mencionar que o protagonismo negro incomoda, observe o que acontece com pessoas negras quando estão em evidência.

Portanto, é um assunto que não pode ser apenas discutido, exige ação. “Repensar nossas práticas e adotar o antirracismo no cotidiano é urgente e é uma tarefa de todos nós. Significa trabalhar para que possamos garantir um futuro mais justo e uma vida digna para milhares de pessoas que hoje possuem baixas perspectivas e têm vidas em risco apenas por serem negras”.[2]

O racismo está na estrutura da nossa sociedade, e essa base precisa ser questionada e transformada. E, a educação é essa BASE. Como diz Angela Davis:

 

 

Entendo a importância dessa temática, a Assessoria de Áreas, do Sistema de Ensino Aprende Brasil, desenvolverá, ao longo dos próximos meses, cursos, debates, leituras e propostas de ações que tem como objetivo principal propiciar ampliação na formação dos professores da Educação Básica sobre a Educação das Relações Étnico-Raciais.

 

Fique atento em breve vamos compartilhar a programação completa do evento, assim como continuaremos escrevendo diversos posts para aprofundar nosso debate.

 

Equipe Assessoria de Educação Física, Ensino Religioso e História

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Referências:
[1] Lia Vainer Schucman. Sobre o lugar do branco na luta anti-racista. Publicado em: 25/09/2018. Disponível em: <https://catarinas.info/colunas/sobre-o-lugar-do-branco-na-luta-anti-racista/>. Acesso em: 05 de maio de 2021.
[2] SENAC. Diversidades: Educação antirracismo. Disponível em: <https://www.cursosead.sp.senac.br/antirracismo/page5.html>. Acesso em: 05 de maio de 2021.

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29/04/2021 - Ensino Religioso, História

Mão na massa, Brasi...

  Palavras-chave: História local, indígena, História do tempo presente. Segmento/ano: Ensino Fundamental.     Olá, professores!   Na postagem anterior falamos sobre a importância de não esvaziar...

29/04/2021 - Ensino Religioso, História

Mão na massa, Brasil! – História local na temática indígena

 

Palavras-chave:

História local, indígena, História do tempo presente.

Segmento/ano:

Ensino Fundamental.

 


 

Olá, professores!

 

Na postagem anterior falamos sobre a importância de não esvaziar a arte indígena da complexidade de suas produções e significados para diferentes etnias. Para ler o post clique AQUI. Hoje vamos propor uma prática pedagógica sobre os povos originários, atrelada à História local.

 

Falar de povos indígenas de maneira generalizada pode levar a visão errada de que as 200 etnias indígenas presentes no Brasil hoje possuem características iguais. Como os povos originários estão presentes em todas as regiões do país e carregam traços culturais que estão ligados a natureza a sua volta (como as tintas produzidas com frutos locais e os cocares com penas de aves) suas características variam junto com a região.

 

Esse fato torna a temática indígena um conteúdo potencial para ser trabalhado no ambiente escolar através da História local. Além de atender às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular – BNCC frente ao estudo de grupos sociais partindo da família, do bairro e da cidade, a História local é uma importante forma de compreensão das subjetividades de cada região do país, além de uma importante aliada para construção da identidade dos estudantes.

 

Esse tipo de pesquisa histórica pode ser sobre o local onde o pesquisador se encontra ou o local de onde a pesquisa vai partir. Ela deve abranger características do espaço e dos sujeitos presentes nele, sendo esses representados em sua diversidade étnica. A História local atrelada a História do tempo presente é uma potencial união quando tratamos de povos indígenas, pois comumente esses grupos são reduzidos a uma narrativa do passado, como se não estivessem presentes enquanto sujeitos históricos ativos na atualidade.

 

Partindo desse debate, que tal convidar seus educandos a pesquisar sobre os grupos indígenas presentes na região em que eles moram ou nas proximidades dela? Realizar uma pesquisa histórica sobre as etnias presentes em seu bairro, cidade ou estado faz com que eles entendam que as narrativas históricas presentes no livro didático são produzidas por alguém e podem ser enriquecidas por eles no papel de sujeitos sócio-históricos e pesquisadores, pois carregam marcas específicas do local onde vivem.

 

O resultado dessa pesquisa pode ser apresentado por exemplo em forma de vídeo, utilizando ferramentas como o tik tok (https://www.tiktok.com/pt-BR), ou de exposição de fotografias e desenhos, utilizando sites como Behance (https://www.behance.net/).  Vale lembrar que é essencial que eles se baseiem na condição básica da produção do conhecimento histórico: o uso de fontes, sejam elas escritas, visuais, orais…

O importante é se fazerem presentes! (temos uma postagem sobre fontes históricas aqui no blog, você pode ler ela clicando AQUI).

 

Como sugestão simples de uma forma para apresentação dos informações coletadas na pesquisa, deixamos abaixo um exemplo de modelo de infográfico:

 

 

Infográfico História Local. Você pode acessar esse arquivo em PDF, clicando aqui.

 

 

Práticas como essa colaboram para romper a percepção que os sujeitos indígenas estão presentes na sociedade somente pelo estereótipo que os distanciam: vivendo nas aldeias, com cabelos lisos, sem roupa, etc. É necessário romper essa algumas barreiras identitárias e aproximar os educandos da temática indígena!

 

 

Compartilhe conosco um pouco sobre a sua prática!

 

Habilidades mobilizadas (BNCC):

  • EF03GE02 Identificar, em seus lugares de vivência, marcas de contribuição cultural e econômica de grupos de diferentes origens.
  • EF69AR34 Analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas
  • EF05ER05 Identificar elementos da tradição oral nas culturas e religiosidades indígenas, afro-brasileiras, ciganas, entre outras.

 

*Texto escrito em parceria entre: Equipe Assessoria de História e Ensino Religioso e a Professora Daniela Pereira da Silva

Sempre que precisar entre em contato conosco: historia@aprendebrasil.com.br
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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: abril  de 2021.
FERREIRA, Marieta de Morais; OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de. Dicionário de Ensino de História. Editora FGV, 2019.
Portal UFPA. Página Inicial. Disponível em: <https://www.portal.ufpa.br/index.php/ultimas-noticias2/9573-pinturas-corporais-indigenas-sao-marcas-de-identidade-cultural>. Acesso em: 20 de abril de 2021.
RIBEIRO, Maristela Maria. Grafismo indígena. 2012.

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27/04/2021 - Arte, Ensino Religioso, História

Dialoga, Brasil! ...

  Palavras-chave: Grafismo, etnoarte, indígena. Segmento/ano: Ensino Fundamental.     “A arte indígena é um sofisticado meio de comunicação estética, que informa aos demais sobre a diferença da qu...

27/04/2021 - Arte, Ensino Religioso, História

Dialoga, Brasil! – Cocar de E.V.A e pintura de guache?

 

Palavras-chave:

Grafismo, etnoarte, indígena.

Segmento/ano:

Ensino Fundamental.

 


 

“A arte indígena é um sofisticado meio de comunicação estética, que informa aos demais sobre a diferença da qual emana força, autenticidade e valores das nações indígenas. Exibir as marcas tribais é indicar a resistência ao colonialismo, ao eurocentrismo e ao androcentrismo”. Eliene Putira, 2019

 

Olá, professores!

 

Estamos finalizando o abril indígena e esperamos que com ele tenham surgido inquietações que possamos levar para o ano todo na nossa prática educativa. Aqui no blog, há um post de Ensino Religioso  apresentando possibilidades para trabalhar temáticas indígenas ao longo do ano e não reduzir apenas ao mês de abril (você pode acessar ele clicando AQUI). No blog Língua Inglesa há uma postagem sobre apropriação cultural que também indicamos, pois nos coloca em alerta frente ao esvaziamento que as culturas indígenas sofrem (você pode acessar ele clicando AQUI).

 

Esses debates nos levam a compreender o quão problemático é, no dia 19 de abril, colocar cocares de E.V.A e realizar pinturas corporais com tinta guache nos nossos estudantes, como uma forma de trabalhar a questão indígena. Além de se apropriar de elementos culturais dos povos originários, isso esvazia o significado que, originalmente, possui caráter identitário para as etnias.

 

A etnoarte se refere a um saber cultural ancestral que só possui significado junto da sua cultura, pois é uma das formas de expressão identitária étnica. Também chamado de grafismo, é uma prática presente nas 200 etnias indígenas do Brasil, com inúmeras diferenças entre elas. Um dos motivos dessa diversidade se dá pelo uso de produtos naturais na produção das tintas usadas nos grafismos. Como jenipapo e urucum usado pelos os Krenak do rio Doce.

 

Grafismo e Arte plumária Pataxó. Você pode baixar esta imagem em PDF, clicando aqui.

 

Os grafismos não são formas de expressão fixos nessas culturas. Por outro lado, também não são criados livremente, pois surgem de uma balança entre a memória tradicional e a poética contemporânea na busca por sinais que gerem identificação na comunidade atual. Ou seja, falamos de uma prática cultural viva.

 

No que se refere aos cocares, o tamanho, as cores, o pássaro de origem pena usada e o formato que o cocar assume na cabeça possuem significado. Assim como os grafismos, seu simbolismo não pode ser retirado do contexto cultural que faz parte. Para a etnia Fulni-ô (Águas Belas, Pernambuco) o cocar representa a conexão com os espíritos sagrados e é usado somente durante rituais como o Ouricuri (momento de deslocamento da aldeia para renovação espiritual e identitária, dura em torno de três meses).

 

Depois dessa breve explicação, pode-se ter uma ideia que a guache e o E.V.A não traduzem a complexidade e a diversidade cultural que os grafismos das artes plumárias representam.

 

Grafismo e arte plumária. Você pode baixar esta imagem em PDF, clicando aqui.

 

No próximo post vamos sugerir uma prática educativa que trabalhe com os povos originários e não represente uma forma de apropriação cultural. Fique ligado!

 

Habilidades mobilizadas (BNCC):

  • EF03GE02 Identificar, em seus lugares de vivência, marcas de contribuição cultural e econômica de grupos de diferentes origens.
  • EF69AR34 Analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas
  • EF05ER05 Identificar elementos da tradição oral nas culturas e religiosidades indígenas, afro-brasileiras, ciganas, entre outras.

 

*Texto escrito em parceria entre: Equipe Assessoria de História e Ensino Religioso e a Professora Daniela Pereira da Silva

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Referências

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: abril  de 2021.
Portal UFPA. Página Inicial. Disponível em: <https://www.portal.ufpa.br/index.php/ultimas-noticias2/9573-pinturas-corporais-indigenas-sao-marcas-de-identidade-cultural>. Acesso em: 20 de abril de 2021.
RIBEIRO, Maristela Maria. Grafismo indígena. 2012.

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20/04/2021 - Ensino Religioso, História

Conceito de “c...

Olá Professores   Iniciamos mais um Percurso Pedagógico (veja programação completa clicando aqui), edição dedicada ao volume 2 do Livro Didático, desta vez as lives de História vão se dedicar a discussão d...

20/04/2021 - Ensino Religioso, História

Conceito de “civilização”: sugestões para sala de aula

Olá Professores

 

Iniciamos mais um Percurso Pedagógico (veja programação completa clicando aqui), edição dedicada ao volume 2 do Livro Didático, desta vez as lives de História vão se dedicar a discussão de alguns conceitos.

Na live voltada para Professores do Ensino Fundamental Anos Finais abordará diversas interpretações sobre o conceito de civilização. Faremos uma breve discussão sobre a temática e exemplificaremos como abordá-las a partir do Livro Didático Integrado do Sistema de Ensino Aprende Brasil, além de fazer sugestões e indicações práticas.

Para facilitar seu acesso aos recursos indicados disponibilizamos abaixo uma lista indicando onde localizá-los. Veja:

 

Livros Indicados

 

  • Livro As Cabeças das Pessoas Negras, escrito por Nafissa Thompson-Spires: neste livro de contos a autora descreve tensões latentes enfrentadas pela comunidade negra estadunidense. Para visualizar um pouco do livro e entender melhor seu conteúdo acesse o Google Books, clicando aqui.
  • Livro Na Senzala, uma Flor, escrito por Robert W. Slenes: no livro o autor discute a respeito da família escravizada, elencando os sentidos culturais desta família. Para compreender melhor a obra acesse uma resenha publicada na revista Afro-Ásia clicando aqui.
  • Livro Dicionário de conceitos históricos, organizado por Kalina Vanderlei Silva.

 

Filmes e vídeos indicados

 

  • Série de TV “Todo mundo odeia o Chris”, 2ª temporada, episódio 8, você pode assistir ao episódio na plataforma Globo Play, clicando aqui.
  • Filme “Um Príncipe em Nova York”, de 1988.
  • Filme “Um Príncipe em Nova York 2”, 2021. Acesse ao trailer clicando aqui.

 

Campanha sobre preconceito contra asiáticos

 

  • Texto “O porque você não deve chamar asiáticos de japa ou dizer que eles são todos iguais”, disponível no Site Profanos.

 

O porque você não deve chamar asiáticos de japa ou dizer que eles são todos iguais

 

Jogo Digital

 

  • Jogo Sambaquis: uma história antes do Brasil, para acessar ao jogo basta clicar aqui.

 

 

Você conhece outros recursos? Indique para nós nos comentários, assim poderemos ampliar ainda mais as possibilidades de trabalho em sala de aula.

 

 

Equipe Assessoria de História e Ensino Religioso

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19/04/2021 - Ensino Religioso, História

Identidade e Alterid...

Olá Professores   Hoje vamos iniciar mais um Percurso Pedagógico (veja programação completa clicando aqui), edição dedicada ao volume 2 do Livro Didático, desta vez as lives de História vão se dedicar a dis...

19/04/2021 - Ensino Religioso, História

Identidade e Alteridade: sugestões para sala de aula

Olá Professores

 

Hoje vamos iniciar mais um Percurso Pedagógico (veja programação completa clicando aqui), edição dedicada ao volume 2 do Livro Didático, desta vez as lives de História vão se dedicar a discussão de alguns conceitos.

Na live voltada para Professores do Ensino Fundamental Anos Iniciais abordará os conceitos de identidade e alteridade. Faremos uma breve discussão sobre a temática e exemplificaremos como abordá-las a partir do Livro Didático Integrado do Sistema de Ensino Aprende Brasil, além de fazer sugestões e indicações práticas.

Para facilitar seu acesso aos recursos indicados disponibilizamos abaixo uma lista indicando onde localizá-los. Veja:

 

1. Fontes Históricas Escritas:

 

  • Carta de Pêro Vaz de Caminha, disponível do site Domínio Público. Neste site o documento é disponibilizado em PDF. Para baixar o arquivo clique aqui.
  • Carta de Pêro Vaz de Caminha, disponível no site do Arquivo Nacional Torre do Tombo. Neste site o documento é disponibilizado em JPG, ou seja, são imagens da carta original. Para baixar o arquivo clique aqui.
  • Obras de Hans Staden. Para conhecer um pouco sobre este viajante que descreveu suas experiências em terras brasileiras, no início do período da colonização, indicamos um vídeo do Professor Eduardo Bueno, “Hans Staden: o livro mais saboroso do Brasil”, para acessar clique aqui.

 

Vale lembrar que a descrição de Pêro Vaz de Caminha e Hans Staden são descrições do colonizador sobre o colonizado. Mas, e a visão dos povos indígenas sobre os europeus, como era? Para saber mais sobre isso fazemos duas indicações:

 

  • Site Mirim: povos do Brasil, leia o texto “Antes de Cabral”, para acessar clique aqui.
  • Site Vídeo nas Aldeias, assista ao vídeo “Índios no Brasil: uma outra história”, para acessar clique aqui.

 

2. Fontes Históricas Orais:

 

  • Vídeo Griot Toumani Kouyaté cantando uma história no Programa Arte do Artista. Para acessar o vídeo clique aqui.
  • Vídeo O Griot e a Tradição Oral. Para acessar o vídeo clique aqui.
  • Na live indicamos o uso de um podcast chamado PodParaná. Para acessar o episódio que conta lendas e contos populares paranaenses clique aqui.

 

Para abordar a questão do trabalho e tradições dos trabalhos artesanais de diferentes povos indígenas, indicamos:

 

  • Texto “Artesanato dos Índios Baniwa”, para acessar clique aqui.
  • Texto “Mulheres guarani e Kaingang recuperam costume ancestral da produção cerâmica”, para acessar clique aqui.
  • Vídeo “Anut gidahankis minikwekviyenekis: conhecimentos dos antigos”, produzido pelo IEPÉ – Instituto de Pesquisa e Formação Indígena. Para acessar o vídeo clique aqui.

 

Para finalizar, também, indicamos uma História em Quadrinhos sobre a língua indígena de sinais, para acessar clique aqui.

 

Você conhece outros recursos? Indique para nós nos comentários, assim poderemos ampliar ainda mais as possibilidades de trabalho em sala de aula.

 

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