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19/05/2022 - Ensino Religioso

Plano de aula: As re...

    Olá Professores!   Neste post apresentaremos uma proposta de plano de aula para abordar conteúdo: Lideranças Religiosas, para o 7° ano do Ensino Fundamental Anos Finais. Indicamos um texto que po...

19/05/2022 - Ensino Religioso

Plano de aula: As religiões e seus líderes

 

 

Olá Professores!

 

Neste post apresentaremos uma proposta de plano de aula para abordar conteúdo: Lideranças Religiosas, para o 7° ano do Ensino Fundamental Anos Finais. Indicamos um texto que pode ser lido com os alunos, na sequência são apresentadas algumas questões que estimulam a interpretação das informações apresentadas no texto.

 

 


Segmento/ano: 7° ano

Conteúdo:

  • O líder religioso e seu papel na comunidade religiosa.
  • Líderes religiosos importantes e suas atuações.
  • Os líderes religiosos e os diálogos inter-religiosos.

Habilidades específicas de Ensino Religioso (BNCC):

  • (EF07ER03) Reconhecer os papéis atribuídos às lideranças de diferentes tradições religiosas.
    (EF07ER04) Exemplifcar líderes religiosos que se destacaram por suas contribuições à sociedade.
    (EF07ER05) Discutir estratégias que promovam a convivência ética e respeitosa entre as religiões.

Objetivos:

  • Identificar diferentes lideranças religiosas e suas atividades.
  • Demonstrar a importância do papel de um líder religioso para as religiões.
  • Reconhecer diferentes líderes religiosos e suas atuações na sociedade.
  • Descobrir ações sociais realizadas pelos líderes religiosos.
  • Reconhecer a importância do líder religioso para promoção de um diálogo inter-religioso.

 

 

As religiões e seus líderes

Um interesse comum no estudo das religiões é sua capacidade de reunir pessoas. Em todo o mundo são conhecidos admiradores de Moisés, Jesus, Buda, Maomé, entre outros. Verdadeiras multidões se formam para seguir o exemplo dos grandes líderes da humanidade. Graças ao gênio e à capacidade de percepção de Moisés, o povo judeu deixou o modo primitivo de culto à natureza no Egito para cultuar o monoteísmo baseado em leis de justiça social e de conduta ética. Moisés continua a ser um exemplo de moralidade social, de lei e de justiça não apenas entre os judeus, mas a inúmeros outros grupos, inclusive os sem filiação religiosa.

Com a notícia de que ressuscitou dos mortos Jesus conseguiu um dos mais admiráveis feitos da humanidade: reunir um rebanho de seguidores estimado hoje em quase 2 bilhões de fiéis. Criado como um judeu comum, apesar da descendência com o rei Davi, Jesus frequentou a sinagoga local e o templo de Jerusalém. Ao iniciar seu ministério, com 30 anos, inova com seu principal ensinamento: o amor. O cristão deveria amar até mesmo os seus inimigos. Mais que renovação do judaísmo, é inegável que Jesus institui algo novo com sua mensagem.

O príncipe Sidarta Gautama, o Buda, chama a atenção no seu exemplo de busca pela iluminação. Criado num palácio, protegido pelo pai a não conhecer o sofrimento do mundo, flagrou momentos de velhice, doença e morte nas vezes que saiu para passear com os empregados. Em busca de respostas abandona a família e torna-se um simples indiano. Pela meditação compreendeu a natureza real do sofrimento e como superá-lo. Ensina que a iluminação é alcançada pela própria pessoa, sem interlocutores. No caminho de busca do verdadeiro Deus, Maomé, ou Mohamed, como é chamado entre os islâmicos, foi visitado pelo anjo Gabriel e requisitado a escrever no Corão (ou Alcorão) as palavras mais vezes repetidas no mundo: “Alá é Deus e Maomé seu profeta”. Sua persistência levou-o a fundar o islamismo, religião que mais cresce no mundo, com um número de adeptos estimado em um quarto da população mundial (1,2 bilhão).

Os líderes em geral são cada vez mais fundamentais na vida de um grupo. Um líder de sucesso consegue prever situações de risco para o grupo, planejar as ações mais adequadas para realização dos ideais coletivos, controlar as diferenças entre os membros, defender os interesses e a sobrevivência do grupo, preparar os membros para desempenho de suas funções, representar o grupo no sucesso e na crise, estimular os membros ao trabalho e renovar em tempos de mudança. 

Fonte: Desconhecido.

 

Responda:

  • Por que Moisés pode ser considerado um grande líder da humanidade?
  • Como Jesus conseguiu reunir multidões?
  • Que descobertas fez o príncipe Sidarta Gautama tornar-se o Buda?
  • Qual a história de sucesso do profeta Maomé?
  • De que modo o líder é importante num grupo?

 

 

Que tal propor para seus alunos uma pesquisa que vá além de lideranças religiosas, por exemplo: Quais pessoas famosas falam abertamente sobre sua religiosidade? Como elas podem influenciar que seus seguidores e fãs sigam a mesma fé?

 

 

 

Para entender mais sobre o Ensino Religioso como conhecimento escolar leia nossos posts:

 

Equipe Assessoria de História e Ensino Religioso

Sempre que precisar entre em contato conosco: historia@aprendebrasil.com.br
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Referências:

 

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: abril, 2021.
Secretaria de Educação. Prefeitura de Petrópolis. Caminho para Deus. p. 73.
Site: http://www.bnccnapratica.com.br/explore-a-matriz

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10/05/2022 - Ensino Religioso

Plano de Aula: Liber...

    Olá Professores!   Neste post apresentaremos uma proposta de plano de aula para abordar os conteúdos: Os direitos humanos e a liberdade de crença religiosa, para o 7° ano e A religião e as pol...

10/05/2022 - Ensino Religioso

Plano de Aula: Liberdade e preconceito religioso

 

 

Olá Professores!

 

Neste post apresentaremos uma proposta de plano de aula para abordar os conteúdos: Os direitos humanos e a liberdade de crença religiosa, para o 7° ano e A religião e as políticas públicas, para o 8° ano do Ensino Fundamental Anos Finais.

 

 


Segmento/ano: 7° e 8° ano

 

Conteúdo 7° ano: Os direitos humanos e a liberdade de crença religiosa

Habilidades específicas de Ensino Religioso (BNCC):

  • (EF07ER08) Reconhecer o direito à liberdade de consciência, crença ou convicção, questionando concepções e práticas sociais que a violam.

Objetivos:

  • Identificar práticas sociais e concepções que violam o direito à liberdade religiosa.
  • Valorizar as diferentes crenças e convicções religiosas.
  • Descobrir diferentes crenças e convicções que violam os direitos humanos.

 

Conteúdo 8° ano: A religião e as políticas públicas

Habilidades específicas de Ensino Religioso (BNCC):

  • (EF08ER06) Analisar práticas, projetos e políticas públicas que contribuem para a promoção da liberdade de pensamento, crenças e convicções.

Objetivos:

  • Descobrir políticas públicas que contribuem para promoção da liberdade de pensamento e crenças.
  • Identificar diferentes práticas que promovem a liberdade de crenças.

 

 

As legislações de um país podem influencia diretamente nas práticas religiosas da sua população. Sejam as leis de países que se declaram teocráticos ou, até mesmo, estados laicos.

A atual Constituição brasileira garante a liberdade de culto e crença de todos, porém nem sempre foi assim. Que tal abordar essas questões analisando fontes históricas em sala de aula. Nesse caso exemplificando com o primeiro Código Penal do Brasil Republicano, de 1890.

 

Para acessar o conteúdo em PDF, basta clicar aqui.

 

Este trecho do Código Penal pode ser um disparador para refletirmos sobre o conceito de preconceito religioso, conversar sobre o Brasil pós-abolição, assim como, refletir sobre a influência do Estado na liberdade religiosa da população.

 

 

Que tal propor uma pesquisa para os alunos com o tema: Estado Laico e participação da religião na esfera pública

 

 

Para aprofundar essa proposta veja os seguintes posts aqui do Blog das Assessorias:

 

 

Equipe Assessoria de História e Ensino Religioso

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Referências:

 

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: abril, 2021.

 

Site: http://www.bnccnapratica.com.br/explore-a-matriz

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05/05/2022 - Educação Física, Ensino Religioso, História

História de Vida: Conceição Evaristo

 

Olá professores

 

Retomando a proposta de uso histórias de vida como metodologia para o ensino de história, hoje vamos conhecer a escritora brasileira Conceição Evaristo.

 

 

Veja o post sobre o uso de História de vida como metodologia para o ensino de história.

 

Conciliando o trabalho de empregada domestica e os estudos, Conceição concluiu a formação no curso Normal aos 25 anos, “como professora da rede pública, suas atividades docentes sempre incluíram conteúdos referentes à questão étnico-racial”. (LOPES, 2019, p. 32)

Segundo Nei Lopes (2019, p. 32) “o prazer e o hábito de ouvir e contar histórias, Conceição adquiriu com uma tia, Maria Filomena, e também com a própria mãe. Nesse caminho, tendo iniciado seu ativismo em relação às questões socais no movimento operário, Conceição acabou chegando à literatura. E chegou pela participação, entre 1987 e 1988, no Coletivo de Escritores Negros do Rio de Janeiro”.

 

 

 

 

“Suas obras – em especial esse primeiro romance, traduzido para o inglês e publicado nos Estados Unidos em 2007 – abordam antes de tudo temas como a discriminação racial, de gênero e de classe”. (LOPES, 2019, p. 33)

 

 

 

O escritora presença garantida em diversas palestras, cursos e entrevistas, expondo diversos elementos da sua militância expondo a desigualdade racial em nosso país. Veja a participação dele no programa Roda Viva:

 

 

Veja a entrevista com Conceição Evaristo no programa Roda Viva, clicando aqui.

 

 

A história de muitas mulheres foram apagadas ou ignoradas ao longo da história, por isso ações de resgate são fundamentais, um lindo projeto que se propõe a divulgar e evidenciar a vida de algumas delas é o Museu Virtual das Heroínas sem estátua, entre no site e conheça mais sobre o projeto.

 

Entenda mais sobre a temática Educação Antirracista, assunto amplamente debatido por Conceição Evaristo, lendo alguns posts aqui do Blog das Assessorias:

 

Gostou da proposta? Já desenvolveu algum trabalho como este com seus alunos? Compartilhe conosco

 

 

Equipe Assessoria de História e Ensino Religioso

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Referências:
LOPES, Nei. Afro-reluzente: 100 personalidades notáveis do século XX. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2019.

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03/05/2022 - Ensino Religioso

Plano de Aula: Vamos...

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03/05/2022 - Ensino Religioso

Plano de Aula: Vamos pensar a Liberdade?

 

 

Olá Professores!

 

Neste post apresentaremos uma proposta para abordar os conteúdos: Os direitos humanos e a liberdade de crença religiosa, para o 7° ano e As políticas públicas e a liberdade de pensamento e crença, para o 8° ano do Ensino Fundamental Anos Finais.

 

A primeira parte dessa aula pode ser acessado no post: Plano de Aula: Você já parou para pensar sobre o que estava pensando?

 


Competências específicas de Ensino Religioso (BNCC)

  • Conviver com a diversidade de crenças, pensamentos, convicções, modos de ser e viver.

 

Conteúdo 7° ano:

  • Direitos Humanos e a liberdade de crença religiosa.

Objetivos:

  • Identificar práticas sociais que violam o direito à liberdade religiosa.

Habilidades específicas de Ensino Religioso (BNCC):

  • (EF07ER08) Reconhecer o direito à liberdade de consciência, crença ou convicção, questionando concepções e práticas sociais que a violam.

 

Conteúdo 8° ano:

  • As políticas públicas e a liberdade de pensamento e crença.

Objetivos:

  • Descrever características do Estado Laico.
  • Descobrir os limites da interferência das religiões na esfera pública.
  • Descobrir políticas públicas que contribuem para promoção da liberdade de pensamento e crença.
  • Identificar diferentes práticas que promovam a liberdade de crença.

Habilidades específicas de Ensino Religioso (BNCC):

  • (EF08ER01) Discutir como as crenças e convicções podem influenciar escolhas e atitudes pessoais e coletivas.
  • (EF08ER04) Discutir como filosofas de vida, tradições e instituições religiosas podem influenciar diferentes campos da esfera pública (política, saúde, educação, economia).
  • (EF08ER05) Debater sobre as possibilidades e os limites da interferência das tradições religiosas na esfera pública.
  • (EF08ER06) Analisar práticas, projetos e políticas públicas que contribuem para a promoção da liberdade de pensamento, crenças e convicções.

 

Já parou pra perguntar para seus alunos o que eles entendem por liberdade. Abaixo indicamos um texto e algumas questões que podem ser utilizadas em aula.

 

 

QUERER SIGNIFICA LIBERDADE?

Não pensar e agir de acordo com um comportamento inconsciente é o oposto de liberdade. Diversos filósofos, ao longo da história levantaram esta questão e apresentaram suas interpretações, dentre eles:

 

  • Platão: sua liberdade é uma ilusão torpe da realidade.
  • Aristóteles: sua liberdade deve estar em acordo com o que o universo espera de você.
  • Nicolau Maquiavel: sua liberdade equivale a quanto poder você tem. Se for preciso tire a do outro para manter a sua.
  • Friedrich Nietzsche: liberdade é exercer sua vontade de poder, não exercê-la é renunciar a liberdade e tornar-se decadente.
  • Arthur Schopenhauer: quem não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre.
  • Simone de Beauvior: o homem é livre; mas ele encontra a lei na sua própria liberdade.
  • Mikhail Bakunin: quem quer, não a liberdade, mas o Estado, não deve brincar de Revolução.

 

Quantas compreensões, não é mesmo?

Mas, quando o assunto é liberdade de pensamento, crenças e convicções, quais definições são possíveis. Qual a relação dessa liberdade com:

  • livre-arbítrio
  • carma
  • predestinado
  • destino

 

 

Professor, que tal pedir para que os alunos pesquisem o significado de livre-arbítrio, carma, predestinação e destino. Você pode pedir que eles representem o resultado da pesquisa através de Mapa Mental ou de imagens.

 

 

Para aprofundar essa proposta veja os seguintes posts aqui do Blog das Assessorias:

 

 

Sabemos que essa discussão é longa e dificilmente chegaremos a respostas unificadas. Afinal, o que vale é a capacidade de reflexão, e principalmente o entendimento, dos nossos alunos, de que a liberdade é mutável conforme o contexto histórico, motivações, experiências de vida e angústias.

 

Equipe Assessoria de História e Ensino Religioso

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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: abril, 2021.
Site: http://www.bnccnapratica.com.br/explore-a-matriz

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28/04/2022 - Educação Física, Ensino Religioso, História

Abolição da escravatura quer dizer libertação?

 

 

Professores!

 

Dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel assinava a Lei Áurea, decretando a abolição da escravização de pessoas no Brasil. Para pensarmos sobre essa data vamos resgatar um texto publicado em 2008 (ainda, extremamente atual), pelo Correio da Baixada, escrito por Neusa Santos Souza.

 

 

Conheça mais sobre a História de Vida de Neusa, clicando aqui.

 

 

Neusa publicou, entre outras coisas, o livro Tornar-se Negro, referência sobre as dificuldade emocionais de negros que rechaçam a própria imagem por indução racista de seus algozes históricos. No livro e no artigo a seguir, a baiana lacaniana faz um diagnóstico sobre essa baixa autoestima de negros e defende a necessidade de prosseguir lutando apesar de tantas vitórias e avanços [1].

 

Visualize parte do livro Tornar-se Negro escrito por Neuza, clicando aqui.

 

O texto de Neuza:

 

Contra o racismo: com muito orgulho e amor
Neusa Santos SouzaEspecial para o Correio da Baixada, em 13 de maio de 2008

Comemoramos hoje 120 anos de abolição da escravatura negra no Brasil. Abolição da escravidão quer dizer aqui fim de um sistema cruel e injusto que trata os negros como coisa, objeto de compra e venda, negócio lucrativo para servir à ambição sem fim dos poderosos. Abolição da escravatura quer dizer aqui fim da humilhação, do desrespeito, da injustiça. Abolição da escravatura quer dizer libertação.

Mas será que acabamos mesmo com a injustiça, com a humilhação e com o desrespeito com que o conjunto da sociedade brasileira ainda nos trata? Será que acabamos com a falta de amor-próprio que nos foi transmitido desde muito cedo nas nossas vidas? Será que já nos libertamos do sentimento de que somos menores, cidadãos de segunda categoria? Será que gostamos mesmo da nossa pele, do nosso cabelo, do nosso nariz, da nossa boca, do nosso corpo, do nosso jeito de ser? Será que nesses 120 de abolição conquistamos o direito de entrar e sair dos lugares como qualquer cidadão digno que somos? Ou estamos quase sempre preocupados com o olhar de desconfiança e reprovação que vem dos outros?

Cento e vinte anos de abolição quer dizer 120 de luta dos negros que, no Brasil, dia a dia, convivem com o preconceito e a discriminação racial. 120 de abolição quer dizer 120 de luta contra o racismo desse país que é nosso e que ajudamos a construir: não só com o trabalho, mas, sobretudo, com a cultura transmitida por nossos ancestrais e transformada e enriquecida por cada um de nós. 120 de abolição quer dizer 120 anos de luta contra todos os setores da sociedade e da vida cotidiana: nos espaços públicos e nos espaços privados; na Câmara, no Senado, nos sindicatos, no local de trabalho, nas escolas, nas universidades, no campo, na praça e em nossas casas. 120 de abolição quer dizer 120 de luta contra qualquer lugar em que houver um negro que ainda sofra preconceito e discriminação raciais. Nesses 120 anos, tivemos muitas vitórias, conquistamos muitas coisas, especialmente um amor por nós mesmos, uma alegria, um orgulho de sermos o que somos: brasileiros negros – negros de muitos tons de cor de pele, efeito da mistura, que é uma bela marca da sociedade brasileira.

Nesses 120 anos tivemos muitas conquistas e temos muito mais a conquistar. Nesses 120 anos vencemos muitas batalhas e temos muito mais a batalhar.

Nesses 120 anos comemoramos muitas vitórias e temos muito mais a comemorar.

A escravidão acabou, mas a nossa luta continua! [2]

 

 

Quais reflexões esse texto desperta em você?

 

 

Entenda mais sobre a temática apresentada nesse post, lendo outras publicações aqui do Blog das Assessorias, dentre eles temos indicações de leituras, reflexões e Planos de Aula:

 

 

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Referências:
Alfredo Herkenhoff. Racismo: Por que se matou a psicanalista negra que fazia sucesso no Rio?. 20/1/2009 9:23. Ano XII – Número 4444. Disponível em: <http://correiodobrasil.com.br/racismo-por-que-se-matou-a-psicanalista-negra-que-fazia-sucesso-no-rio/146432/>. Acesso em: jan 2022.

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26/04/2022 - Ensino Religioso

Plano de Aula: Você...

    Olá Professores!   Neste post apresentaremos uma proposta para abordar conteúdos Os direitos humanos e a liberdade de crença religiosa, para o 7° ano e As políticas públicas e a liberdade de pen...

26/04/2022 - Ensino Religioso

Plano de Aula: Você já parou para pensar sobre o que estava pensando?

 

 

Olá Professores!

 

Neste post apresentaremos uma proposta para abordar conteúdos Os direitos humanos e a liberdade de crença religiosa, para o 7° ano e As políticas públicas e a liberdade de pensamento e crença, para o 8° ano do Ensino Fundamental Anos Finais.

 

 


Competências específicas de Ensino Religioso (BNCC)

  • Conviver com a diversidade de crenças, pensamentos, convicções, modos de ser e viver.

 

Conteúdo 7° ano:

  • Direitos Humanos e a liberdade de crença religiosa.

Objetivos:

  • Identificar práticas sociais que violam o direito à liberdade religiosa.

Habilidades específicas de Ensino Religioso (BNCC):

  • (EF07ER08) Reconhecer o direito à liberdade de consciência, crença ou convicção, questionando concepções e práticas sociais que a violam.

 

Conteúdo 8° ano:

  • As políticas públicas e a liberdade de pensamento e crença.

Objetivos:

  • Descrever características do Estado Laico.
  • Descobrir os limites da interferência das religiões na esfera pública.
  • Descobrir políticas públicas que contribuem para promoção da liberdade de pensamento e crença.
  • Identificar diferentes práticas que promovam a liberdade de crença.

Habilidades específicas de Ensino Religioso (BNCC):

  • (EF08ER01) Discutir como as crenças e convicções podem influenciar escolhas e atitudes pessoais e coletivas.
  • (EF08ER04) Discutir como filosofas de vida, tradições e instituições religiosas podem influenciar diferentes campos da esfera pública (política, saúde, educação, economia).
  • (EF08ER05) Debater sobre as possibilidades e os limites da interferência das tradições religiosas na esfera pública.
  • (EF08ER06) Analisar práticas, projetos e políticas públicas que contribuem para a promoção da liberdade de pensamento, crenças e convicções.

Abaixo indicamos um texto e algumas questões que podem ser utilizadas em aula.

 

“Pensar” parece tão natural que dificilmente paramos para refletir sobre o que pensamos. Entretanto, essa não reflexão acaba por permitir a reprodução de padrões pré-estabelecidos e até mesmo estereótipos presentes em nossa sociedade.

 

  • é possível escolher nossos pensamentos?
  • seus pensamentos são realmente seus?
  • como diferenciar os pensamentos e os dos outros?
  • como comunico meus pensamentos?
  • qual o papel dos meios de comunicação na formação de pensamentos?
  • você acredita que pensa por si mesmo?

 

Já parou para pensar que: não pensar e agir de acordo com um comportamento inconsciente é o oposto da liberdade?

 

Ou seja, “se você não pensar sobre o seu pensar, alguém pensará por você e no final das contas você apenas reproduzirá comportamentos sem qualquer tipo de reflexão”.

 

Levar essa discussão para sala de aula contribuirá para a inserção do tema liberdade religiosa e de pensamento, assim como, o tema, atualmente tão polêmico, liberdade expressão.

Professor, lembre-se, estimular estes questionamentos pode despertar a curiosidade dos adolescentes, um passo passa que compreendam o processo de desenvolvimento do conhecimento cientifico; diferenciar argumento de opinião.

 

Para entender mais sobre o Ensino Religioso como conhecimento escolar leia nossos posts:

 

 

Lembrando que a argumentação e a pesquisa cientifica são competências que começam a ser desenvolvidas nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, mas é aprimorada ao longo de toda a educação básica.

 

 

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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: abril, 2021.
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