03/03/2021 - Ensino Religioso, História

Mão na massa, Brasil! – O uso de filmes na prática

 

Palavras-chave:

Filmes, trabalho escolar, criatividade, proposta pedagógica.

 

Segmento/ano:

Ensino fundamental Anos Finais

 

Competências específicas de área (BNCC):

2. Compreender, valorizar e respeitar as manifestações religiosas e filosofias de vida, suas experiências e saberes, em diferentes tempos, espaços e territórios.

6. Debater, problematizar e posicionar-se frente aos discursos e práticas de intolerância, discriminação e violência de cunho religioso, de modo a assegurar os direitos humanos no constante exercício da cidadania e da cultura de paz.


 

Olá!

Na última postagem falamos sobre o uso de filmes em sala de aula e exemplificamos com a obra A Missão (1986) – para ler o post, clique AQUI.

Hoje o convite é para pensar em uma proposta pedagógica partindo da graça do mundo do cinema: uma viagem entre o real e o ficcional!

Para isso, vamos usar dois personagens históricos que possuem ligação com as missões jesuíticas e propor que nossos estudantes partam do real, da biografia desses sujeitos, e abram espaço para a imaginação e construção de  uma narrativa ficcional!

 

Os dois personagens são:

 

A partir desses sujeitos reais, os educandos serão convidados a construir uma narrativa ficcional, mas baseada nos eventos históricos das missões jesuíticas, que inclua esses dois personagens. Professor, sinta-se à vontade para adaptar e selecionar outros sujeitos ou eventos para serem o ponto de partida dos educandos.

A construção de narrativas se apresenta como uma das formas de análise que o professor pode utilizar para observar a fixação e assimilação dos conteúdos pelo estudante.

Por sua vez, para o educando, a narrativa se apresenta como um sinal de sua aprendizagem, uma vez que ela demonstra a compressão de simbologias, objetos, personagens e suas mais diversas conexões.

É justamente dessas ligações complexas que surge uma narrativa!

Você, professor, pode escolher em qual formato o estudante vai construir sua ficção: carta, diário de bordo, jornal, etc.  Que tal um próprio audiovisual? Aplicativos como Tik Tok podem cair como uma luva para atividades como essa!

Como inspiração, deixamos aqui a recomendação do livro Terra Papagalli (1997). Apesar de não se tratar do mesmo contexto histórico que as missões jesuíticas, é um exemplo de obra ficcional que parte de fatos reais para ser escrito.

 

 

Na hora de avaliar as narrativas feitas pelos estudantes, pode-se utilizar vários critérios:

 

  1. Há ligação com a realidade?
  2. Que outros eventos, personagens, cenários e afins o estudante usou para complementar sua narrativa?
  3. O estudante respeitou as mais diversas crenças, valores e sujeitos?

 

E aí, vamos explorar a grande mágica do encontro entre o real e o ficcional?

 

Habilidades mobilizadas (BNCC):

EF07ER03 Reconhecer os papéis atribuídos às lideranças de diferentes tradições religiosas.

EF07ER04 Exemplificar líderes religiosos que se destacaram por suas contribuições à sociedade.

EF07ER07 Identificar e discutir o papel das lideranças religiosas e seculares na defesa e promoção dos direitos humanos.

 

* Texto escrito em parceria entre: Equipe Assessoria de História e Ensino Religioso e a Professora Daniela Pereira da Silva

 

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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: maio, 2018.
DE OLIVEIRA, Cláudia Neli B. Abuchaim; NAPOLITANO, Marcos. Como usar o cinema na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2003.
NAPOLITANO, Marcos. Cinema: experiência cultural e escolar. Secretaria de Educação, Estado de São Paulo. Caderno de cinema do professor dois. São Paulo: FDE, p. 10-31, 2009.

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