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19/05/2022 - Ensino Religioso

Plano de aula: As re...

    Olá Professores!   Neste post apresentaremos uma proposta de plano de aula para abordar conteúdo: Lideranças Religiosas, para o 7° ano do Ensino Fundamental Anos Finais. Indicamos um texto que po...

19/05/2022 - Ensino Religioso

Plano de aula: As religiões e seus líderes

 

 

Olá Professores!

 

Neste post apresentaremos uma proposta de plano de aula para abordar conteúdo: Lideranças Religiosas, para o 7° ano do Ensino Fundamental Anos Finais. Indicamos um texto que pode ser lido com os alunos, na sequência são apresentadas algumas questões que estimulam a interpretação das informações apresentadas no texto.

 

 


Segmento/ano: 7° ano

Conteúdo:

  • O líder religioso e seu papel na comunidade religiosa.
  • Líderes religiosos importantes e suas atuações.
  • Os líderes religiosos e os diálogos inter-religiosos.

Habilidades específicas de Ensino Religioso (BNCC):

  • (EF07ER03) Reconhecer os papéis atribuídos às lideranças de diferentes tradições religiosas.
    (EF07ER04) Exemplifcar líderes religiosos que se destacaram por suas contribuições à sociedade.
    (EF07ER05) Discutir estratégias que promovam a convivência ética e respeitosa entre as religiões.

Objetivos:

  • Identificar diferentes lideranças religiosas e suas atividades.
  • Demonstrar a importância do papel de um líder religioso para as religiões.
  • Reconhecer diferentes líderes religiosos e suas atuações na sociedade.
  • Descobrir ações sociais realizadas pelos líderes religiosos.
  • Reconhecer a importância do líder religioso para promoção de um diálogo inter-religioso.

 

 

As religiões e seus líderes

Um interesse comum no estudo das religiões é sua capacidade de reunir pessoas. Em todo o mundo são conhecidos admiradores de Moisés, Jesus, Buda, Maomé, entre outros. Verdadeiras multidões se formam para seguir o exemplo dos grandes líderes da humanidade. Graças ao gênio e à capacidade de percepção de Moisés, o povo judeu deixou o modo primitivo de culto à natureza no Egito para cultuar o monoteísmo baseado em leis de justiça social e de conduta ética. Moisés continua a ser um exemplo de moralidade social, de lei e de justiça não apenas entre os judeus, mas a inúmeros outros grupos, inclusive os sem filiação religiosa.

Com a notícia de que ressuscitou dos mortos Jesus conseguiu um dos mais admiráveis feitos da humanidade: reunir um rebanho de seguidores estimado hoje em quase 2 bilhões de fiéis. Criado como um judeu comum, apesar da descendência com o rei Davi, Jesus frequentou a sinagoga local e o templo de Jerusalém. Ao iniciar seu ministério, com 30 anos, inova com seu principal ensinamento: o amor. O cristão deveria amar até mesmo os seus inimigos. Mais que renovação do judaísmo, é inegável que Jesus institui algo novo com sua mensagem.

O príncipe Sidarta Gautama, o Buda, chama a atenção no seu exemplo de busca pela iluminação. Criado num palácio, protegido pelo pai a não conhecer o sofrimento do mundo, flagrou momentos de velhice, doença e morte nas vezes que saiu para passear com os empregados. Em busca de respostas abandona a família e torna-se um simples indiano. Pela meditação compreendeu a natureza real do sofrimento e como superá-lo. Ensina que a iluminação é alcançada pela própria pessoa, sem interlocutores. No caminho de busca do verdadeiro Deus, Maomé, ou Mohamed, como é chamado entre os islâmicos, foi visitado pelo anjo Gabriel e requisitado a escrever no Corão (ou Alcorão) as palavras mais vezes repetidas no mundo: “Alá é Deus e Maomé seu profeta”. Sua persistência levou-o a fundar o islamismo, religião que mais cresce no mundo, com um número de adeptos estimado em um quarto da população mundial (1,2 bilhão).

Os líderes em geral são cada vez mais fundamentais na vida de um grupo. Um líder de sucesso consegue prever situações de risco para o grupo, planejar as ações mais adequadas para realização dos ideais coletivos, controlar as diferenças entre os membros, defender os interesses e a sobrevivência do grupo, preparar os membros para desempenho de suas funções, representar o grupo no sucesso e na crise, estimular os membros ao trabalho e renovar em tempos de mudança. 

Fonte: Desconhecido.

 

Responda:

  • Por que Moisés pode ser considerado um grande líder da humanidade?
  • Como Jesus conseguiu reunir multidões?
  • Que descobertas fez o príncipe Sidarta Gautama tornar-se o Buda?
  • Qual a história de sucesso do profeta Maomé?
  • De que modo o líder é importante num grupo?

 

 

Que tal propor para seus alunos uma pesquisa que vá além de lideranças religiosas, por exemplo: Quais pessoas famosas falam abertamente sobre sua religiosidade? Como elas podem influenciar que seus seguidores e fãs sigam a mesma fé?

 

 

 

Para entender mais sobre o Ensino Religioso como conhecimento escolar leia nossos posts:

 

Equipe Assessoria de História e Ensino Religioso

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Referências:

 

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: abril, 2021.
Secretaria de Educação. Prefeitura de Petrópolis. Caminho para Deus. p. 73.
Site: http://www.bnccnapratica.com.br/explore-a-matriz

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19/05/2022 - História

Plano de Aula: Depoi...

    Olá Professores!   Ao abordar a temática da escravização da população negra no Brasil, precisamos ter como foco o desenvolvimento, nos nossos alunos, da capacidade de avaliar a historicidade dos ...

19/05/2022 - História

Plano de Aula: Depois da escravização e abolição, o que vem?

 

 

Olá Professores!

 

Ao abordar a temática da escravização da população negra no Brasil, precisamos ter como foco o desenvolvimento, nos nossos alunos, da capacidade de avaliar a historicidade dos movimentos de resistência à escravidão, as tensões e lutas neles envolvidos, considerando os diferentes atores, formas e estratégias de organização e combate ao sistema escravagista.

 

Veja um pouco dessa discussão nos posts Plano de Aula: Interpretar de fontes históricas – Movimento AbolicionistaPlano de Aula: Interpretar fontes históricas – A “Lei para inglês ver”.

Sabemos que esse processo não fácil, mas é possível, abaixo deixamos uma sugestão de atividade que pode estimular essa e outras reflexões em sala de aula.

 


Conteúdo 9° ano:

  • Pluralidade e diversidade identitária na atualidade.

Objetivos:

  • Comparar conflitos entre grupos etnicorraciais no Brasil e no mundo do século XXI, considerando as possíveis motivações ideológicas, culturais, religiosas, econômicas e sociais.Pesquisar os fundamentos jurídicos em documentos de âmbito internacional e nacional (no caso do Brasil) na questão da diversidade etnicorracial, cultural, nacional, sexual e religiosa.Avalia as conquistas dos movimentos identitários na luta contra a persistência da violência e preconceitos contra as minorias sociais.

Habilidades específicas de História (BNCC):

  • (EF09HI36) Identificar e discutir as diversidades identitárias e seus significados históricos no início do século XXI, combatendo qualquer forma de preconceito e violência.

 

TEXTO DE APOIO 1

Depois da escravização e abolição, o que vem?

Após a abolição, grande parte dos ex-escravos continuou trabalhando para seus senhores, numa situação de dependência semelhante à da época de escravidão, em especial no Nordeste. No Vale do Paraíba fluminense e paulista, muitos libertos estabeleceram regime de parceria com seus antigos donos, tornaram-se pequenos sitiantes ou ainda tocadores de gado.

Não bastava apenas extinguir a escravidão. Restava definir o que fazer com os escravos libertos. Além disso, num país predominantemente agrário, o estatuto da terra tinha que será adaptado à nova realidade que estava sendo construída. Veja a visão particular de um dos mais destacados abolicionistas sobre a concessão da liberdade aos negros cativos.

Muitos escravos libertos foram buscar trabalho nas cidades de São Paulo, a maior parte dos ex-escravos, sem condições de concorrer com os trabalhadores imigrantes, foi obrigada a aceitar os trabalhadores mais pesados e mal remunerados. No Rio de Janeiro, onde a presença do imigrante era menor, os ex-escravos tiveram mais chances de trabalho nas indústrias.

O fim do tráfico e seus efeitos

Com a proibição do tráfico internacional, os cafeicultores e outros fazendeiros tiveram de recorrer ao tráfico interno ou interprovincial. As lavouras decadentes de cana-de açúcar do Nordeste e o extremo sul do país ampliaram a venda de escravos para as lavouras do centro-sul, que se transformaram na principal região escravista do país.

O tráfico realizado dentro do país continuou importante até 1870, quando começou a declinar, constituindo a última tentativa de remanejamento de escravos entre as províncias.

Proibido o tráfico, os capitais antes aplicados na compra de escravos foram deslocados para outras atividades. Ocorreu, assim um incremento das indústrias, das ferrovias, dos telégrafos e da navegação. Junto do café, o fim do tráfico contribuiu para a modernização do Brasil.

FARIA, Antonio Augusto da C.; BARROS, Edgard Luiz de. Os abolicionistas. São Paulo: Ática, 2003.

 

TEXTO DE APOIO 2

Sobre o processo de racialização das relações sociais e o escravismo no Brasil

A escravidão no Brasil colaborou em muito para um processo de racialização das relações sociais. O padrão de sociabilidade estabelecido pelo escravismo permaneceu, mesmo que sob outras roupagens, após o fim do regime. O encerramento do escravismo no Brasil marcou, em grande medida, a adesão das elites locais as teorias raciais, que davam subsídios à manutenção de determinadas hierarquias sociais advindas da escravidão. Assim sendo, não se configura exagero afirmar que o escravismo deixou marcas bastante fortes na sociabilidade brasileira. Expressões do cotidiano como, por exemplo, “hoje é dia de preto”, “serviço de preto” entre outras situações revelam esta racialização das relações sociais.

A desagregação das relações fundadas no vínculo jurídico entre senhores e escravos era então, no discurso político e em diferentes aspectos da vida diária, colorida pela forma “científica” de ler as desigualdades: novidade confortável, sem dúvida, porque fundada naquilo que antiga forma de domínio tinha de mais visível. No período [fim do século XIX], a raça foi pouco a pouco sendo incorporada como uma maneira genérica de aglutinar antigas diferenças de etnia, de origem ou de filiações de outro tipo que organizavam a vida social no regime escravocrata.

CUNHA, Maria Clementina Pereira. (2009). “Cousas futuras”: a previsão da cabocla do morro do castelo sobre os gêmeos que começaram a brigar no ventre. In: ALBUQUERQUE, Wlamyra R. de. O jogo da dissimulação: abolição e cidadania negra no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras. 2009, p. 18.

 

Atividade:

  • A partir dos excertos apresentados discuta o papel da escravidão moderna (a que existiu no Brasil) no processo de racialização das relações sociais em um texto de 15 a 30 linhas.

 

Possível resposta:

Após viver o cotidiano de anos de um sistema escravista girando em torno das mais diversas justificativas para fazê-lo, a “simples” publicação de uma lei que garantiria a alforria dos escravos, não poderia garantir a eles o significado pleno de “liberdade”.

Como ser livre em uma sociedade que foi construída baseada na exploração do outro, com a garantia da legalidade desta exploração, uma vez que este outro era inferior, ou que o trabalho forçado seria uma forma de conduzi-lo ao bem, ou simplesmente com a garantia da coisificação do ser humano, onde ele deixa a sua humanidade e passa a ser tratado como simples objeto, portanto, como um objeto pode ser livre e igualado aquele que sempre foi “humano”.

O legado deste longo período de escravidão não seria eliminado rapidamente, uma vez que nem ele mesmo foi construído de um dia para o outro. No entanto, é preciso perceber que após o fim da legalidade da escravidão, teorias que ainda reafirmam a inferioridade racial são amplamente divulgadas e largamente aceitas pela sociedade brasileira. Teorias estas, que acabaram por definir limites nas relações sociais brasileira, seja definindo uma fronteira imaginaria onde diferentes “raças” se mantém afastadas em suas relações interpessoais ou fronteiras físicas bem definidas, determinando onde, quando e como cada “raças” poderá circular, estudar e viver.

Desta forma, o processo de desconstrução desta racialização das relações sociais é mais lento do que esperava os mais otimistas, pois mesmo muito destas teorias tanto no âmbito biológico ou antropológico terem sido desacreditadas e já contrariadas, existem aqueles que as reafirmam em um nítido processo retrógrado de uma sociedade dita civilizada e livre.

 

Entenda mais sobre a temática apresentada nesse post, lendo outras publicações aqui do Blog das Assessorias, dentre eles temos indicações de leituras, reflexões e Planos de Aula:

 

 

Desenvolva essa atividade com seus alunos e compartilhe conosco sua experiência!

 

 

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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: abril, 2021.
Site: http://www.bnccnapratica.com.br/explore-a-matriz

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17/05/2022 - História

História de vida: D...

    Olá professores   Retomando a proposta de uso histórias de vida como metodologia para o ensino de história, hoje vamos conhecer Djamila Ribeiro.     Veja o post sobre o uso de História de...

17/05/2022 - História

História de vida: Djamila Ribeiro

 

 

Olá professores

 

Retomando a proposta de uso histórias de vida como metodologia para o ensino de história, hoje vamos conhecer Djamila Ribeiro.

 

 

Veja o post sobre o uso de História de vida como metodologia para o ensino de história.

 

Filha de um estivador sindicalista e envolvido no movimento negro. Mesmo com a educação militante não impediu Djamila de sofrer o impacto do racismo. “A diferença é que ter consciência do problema a ajudou nos anos seguintes, guiando sua trajetória, influenciando suas escolhas políticas e acadêmicas”. (LOPES, 2019, p. 270)

 

 

 

 

Djamila é uma importante militante contra o racismo estrutural e desenvolve diversas obras sobre o feminismo negro. Dentre seus livros destaca-se:

 

  • O que é lugar de fala? (2016)
  • Quem tem medo do feminismo negro? (2018)
  • Pequeno manual antirracista (2019)

 

O livro Pequeno manual antirracista é leitura fundamental para educadores. É possível baixar este livro em PDF, leia e compartilhe com seus pares, para acessar basta clicar aqui.

 

 

Capa do livro Pequeno Manual Antirracista

 

Entenda mais sobre a temática Educação Antirracista, lendo alguns posts aqui do Blog das Assessorias:

 

A história de muitas mulheres foram apagadas ou ignoradas ao longo da história, por isso ações de resgate são fundamentais, um lindo projeto que se propõe a divulgar e evidenciar a vida de algumas delas é o Museu Virtual das Heroínas sem estátua, entre no site e conheça mais sobre o projeto.

 

Gostou da proposta? Já desenvolveu algum trabalho como este com seus alunos? Compartilhe conosco

 

Equipe Assessoria de História e Ensino Religioso

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Referências:
LOPES, Nei. Afro-reluzente: 100 personalidades notáveis do século XX. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2019.

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12/05/2022 - História

Plano de Aula: Inter...

    Olá Professores!   Conforme discutimos no post Os negros não se deixaram escravizar? a temática sobre a escravização negra gera diferentes desconfortos em sala de aula, principalmente para os alu...

12/05/2022 - História

Plano de Aula: Interpretar de fontes históricas – Movimento Abolicionista

 

 

Olá Professores!

 

Conforme discutimos no post Os negros não se deixaram escravizar? a temática sobre a escravização negra gera diferentes desconfortos em sala de aula, principalmente para os alunos negros. Rever a forma como abordamos estes temas sensíveis é fundamental.

Neste caso, falar do processo de abolição é alternativa para rever a abordagem do conteúdo. Já não basta mais dizer que a Princesa Isabel foi a redentora dos povos escravizados, afinal o processo de abolição foi lenta e gradual.

 

 


Conteúdo 7° ano:

  • Estrutura social, política e econômica do sistema escravagista no colonialismo;
  • Escravidão africana
  • Tráfico de escravos
  • Legislação antiescravista no Novo Mundo

Objetivos:

  • Identificar os agentes envolvidos na comercialização de escravos em África.
  • Observar a convivência de diferentes povos africanos e o apagamento de suas identidades envolvidos no processo de escravização.
  • Avaliar a historicidade dos movimentos de resistência à escravidão, as tensões e lutas neles envolvidos, considerando os diferentes atores, formas e estratégias de organização e combate ao sistema escravagista.

Habilidades específicas de História (BNCC):

  • (EF07HI16) Analisar os mecanismos e as dinâmicas de comércio de escravizados em suas diferentes fases, identificando os agentes responsáveis pelo tráfico e as regiões e zonas africanas de procedência dos escravizados.

 

 

Abaixo deixamos um sugestão de atividade de interpretação de fonte que pode ser realizada em sala de aula:

 

TEXTO DE APOIO:

A partir da década de 1860, o movimento pela abolição ganhou força no Brasil, principalmente depois da Guerra do Paraguai (1864-1870), quando milhares de negros foram libertados das fazendas para combater nas fileiras do exército brasileiro.

No entanto, as elites brasileiras resistiam à ideia. Mesmo no Oeste Paulista, onde o solo fértil e a riqueza do café favoreciam o emprego do trabalho livre, os cafeicultores queriam estender ao máximo a escravidão no país, temendo a queda da produção agrícola. Além disso, as elites agrárias temiam que a campanha abolicionista gerasse uma revolta generalista dosa escravos, como ocorreu no Haiti, em 1791.

A grande influência dos fazendeiros na Câmara, no Senado e no governo monárquico decidiu os rumos da abolição no Brasil. Ela seria lenta, gradual e segura, ou seja, sem riscos para privilégios dos grupos dominantes.

Por volta de 1885, a campanha abolicionista tornou-se mais intensa. Associações e clubes voltavam-se contra a escravidão, fazendo propaganda aberta e levantando fundos para a compra de cartas de alforria. Intelectuais, jornalistas, advogados, profissionais liberais e mesmo fazendeiros aderiram à causa abolicionista.

As fugas de escravos tornaram-se cada vez mais frequentes. Ativistas, entre eles filhos da elite cafeeira, organizavam grupos para ajudar escravos a fugir das fazendas, conduzindo-os a lugares seguros, como a cidade de Santos. Nessa cidade, escravos fugidos formaram quilombo do Jabaquara, que chegou a reunir cerca de 10 mil moradores.

Nas fazendas do interior paulista já havia mais imigrantes nas lavouras de que cativos. Muitos proprietários, sem condições de impedir as fugas, tomaram a iniciativa de libertar os escravos em troca de sua permanência na lavoura por mais alguns anos.

Diante dessa situação, em 13 de maio de 1988, a princesa Isabel, que substituía provisoriamente o pai D. Pedro II no torno, assinou a Lai Áurea, abolindo a escravidão no Brasil.

FARIA, Antonio Augusto da C.; BARROS, Edgard Luiz de. Os abolicionistas. São Paulo: Ática, 2003.

 

Vale lembrar, que esse conteúdo é amplamente desenvolvido no seu Livro Didático Integrado ao longo do volume 3 e 4 do 7°. ano do Ensino Fundamental.

 

 

Página de Abertura dos capítulos 11 e 12 do Livro Didático de 7o. ano. No Volume 4, os movimentos de resistências à escravização são abordados.

 

Após a leitura do texto de apoio, que tal interpretar trechos de fontes históricas, sobre os alunos, com os seus alunos?

 

TEXTO 1

“No Brasil […] a escravidão, ainda que fundada sobre a diferença das duas raças, nunca desenvolveu a presunção da cor e nisso foi infinitamente mais hábil. Os contatos entre aquelas, desde a colonização primitiva dos donatários até hoje, produziram uma população mestiça, como já vimos, e os escravos, ao receberem sua carta de alforria, recebiam também a investidura de cidadão”.

TEXTO 2

“[…] Eu, pois, se for eleito, não separarei as duas questões – a emancipação dos escravos e a da democratização do solo. Uma é o complemento da outra. Acabar com a escravidão não nos basta; é preciso destruir a obra da escravidão”.

NABUCO, Joaquim. Campanha abolicionista no Recife: eleições de 1884. In: NABUCO, Joaquim. O abolicionismo. São Paulo Publifolha, 2000. p. XVI e XVII.

 

Questões:

  1. Quem é o autor dos textos (pesquise a biografia dele) e em que contexto eles foram produzidos?
  2. Conforme o TEXTO 1, que característica da escravidão no Brasil teria amenizado o conflito entre negros e brancos? Segundo o autor, essa característica trouxe algum benefício aos ex-escravos? Qual é a diferença entre ambas?
  3. No TEXTO 2, que questão, segundo o autor, não poderia ser separada da libertação dos escravos? Qual a diferença entre ambas?
  4. O que seria necessário fazer, segundo o autor, para destruir a obra da escravidão? Na sua opinião, isso foi feito? Justifique.

 

Veja outras sugestões sobre a temática em outras publicações aqui do Blog das Assessorias:

 

 

O que achou da proposta? Como você aborda esses assuntos em sala de aula?

 

 

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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: abril, 2021.
Site: http://www.bnccnapratica.com.br/explore-a-matriz

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Plano de Aula: Liber...

    Olá Professores!   Neste post apresentaremos uma proposta de plano de aula para abordar os conteúdos: Os direitos humanos e a liberdade de crença religiosa, para o 7° ano e A religião e as pol...

10/05/2022 - Ensino Religioso

Plano de Aula: Liberdade e preconceito religioso

 

 

Olá Professores!

 

Neste post apresentaremos uma proposta de plano de aula para abordar os conteúdos: Os direitos humanos e a liberdade de crença religiosa, para o 7° ano e A religião e as políticas públicas, para o 8° ano do Ensino Fundamental Anos Finais.

 

 


Segmento/ano: 7° e 8° ano

 

Conteúdo 7° ano: Os direitos humanos e a liberdade de crença religiosa

Habilidades específicas de Ensino Religioso (BNCC):

  • (EF07ER08) Reconhecer o direito à liberdade de consciência, crença ou convicção, questionando concepções e práticas sociais que a violam.

Objetivos:

  • Identificar práticas sociais e concepções que violam o direito à liberdade religiosa.
  • Valorizar as diferentes crenças e convicções religiosas.
  • Descobrir diferentes crenças e convicções que violam os direitos humanos.

 

Conteúdo 8° ano: A religião e as políticas públicas

Habilidades específicas de Ensino Religioso (BNCC):

  • (EF08ER06) Analisar práticas, projetos e políticas públicas que contribuem para a promoção da liberdade de pensamento, crenças e convicções.

Objetivos:

  • Descobrir políticas públicas que contribuem para promoção da liberdade de pensamento e crenças.
  • Identificar diferentes práticas que promovem a liberdade de crenças.

 

 

As legislações de um país podem influencia diretamente nas práticas religiosas da sua população. Sejam as leis de países que se declaram teocráticos ou, até mesmo, estados laicos.

A atual Constituição brasileira garante a liberdade de culto e crença de todos, porém nem sempre foi assim. Que tal abordar essas questões analisando fontes históricas em sala de aula. Nesse caso exemplificando com o primeiro Código Penal do Brasil Republicano, de 1890.

 

Para acessar o conteúdo em PDF, basta clicar aqui.

 

Este trecho do Código Penal pode ser um disparador para refletirmos sobre o conceito de preconceito religioso, conversar sobre o Brasil pós-abolição, assim como, refletir sobre a influência do Estado na liberdade religiosa da população.

 

 

Que tal propor uma pesquisa para os alunos com o tema: Estado Laico e participação da religião na esfera pública

 

 

Para aprofundar essa proposta veja os seguintes posts aqui do Blog das Assessorias:

 

 

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Referências:

 

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: abril, 2021.

 

Site: http://www.bnccnapratica.com.br/explore-a-matriz

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10/05/2022 - História

Plano de Aula: Inter...

    Olá Professores!   Anteriormente no post Os negros não se deixaram escravizar?, propomos uma discussão sobre o processo de escravização de seres humanos, hoje queremos propor uma atividade de int...

10/05/2022 - História

Plano de Aula: Interpretar fontes históricas – A “Lei para inglês ver”

 

 

Olá Professores!

 

Anteriormente no post Os negros não se deixaram escravizar?, propomos uma discussão sobre o processo de escravização de seres humanos, hoje queremos propor uma atividade de interpretação de texto, que estimula nossos alunos a pensar sobre o processo de abolição, neste caso focado na criação de lei que aos poucos contribuíram (ou não) para o final da escravidão no Brasil.

 


Conteúdo 8° ano:

  • O escravismo no Brasil do século XIX: plantations e revoltas de escravizados, abolicionismo e políticas migratórias no Brasil Imperial: Racismo no século XIX e Legados da escravidão.

Objetivos:

  • Identificar as políticas e os processos abolicionistas no território americano.
  • Descrever as permanências no modo de vida dos egressos da escravidão em uma sociedade de passado escravagista.
  • Avaliar criticamente o legado histórico do período escravagista na América e a manutenção de desigualdade no acesso às oportunidades sociais, econômicas, políticas, jurídicas e culturais dos descendentes de povos escravizados.

Habilidades específicas de História (BNCC):

  • (EF08HI14) Discutir a noção da tutela dos grupos indígenas e a participação dos negros na sociedade brasileira do final do período colonial, identificando permanências na forma de preconceitos, estereótipos e violências sobre as populações indígenas e negras no Brasil e nas Américas.
  • (EF08HI19) Formular questionamentos sobre o legado da escravidão nas Américas, com base na seleção e consulta de fontes de diferentes naturezas.
  • (EF08HI20) Identificar e relacionar aspectos das estruturas sociais da atualidade com os legados da escravidão no Brasil e discutir a importância de ações afirmativas.

 

 

Abaixo, indicamos um texto que pode ser usado como leitura de apoio, assim como apresentamos atividades que podem ser realizadas em sala.

 

TEXTO DE APOIO:

O movimento abolicionista

Estima-se que, entre a segunda metade do século XVI e 1850, cerca de três milhões de africanos tenham sido capturados e trazidos para o Brasil para trabalhar como escravos. A maior entrada ocorreu na primeira metade do século XIX, justamente o período de expansão da lavoura cafeeira no sudeste do país, mais especificamente no Vale do Paraíba e no Oeste Paulista.

A grande quantidade de africanos trazidos demonstra que o trabalho escrevo continuou sendo muito rentável para a agricultura e que a expansão dos cafezais, tanto no Vale do Paraíba quando no Oeste Paulista, deveu-se à exploração da mão de obra de origem africana.

A lavoura cafeeira começou a sentir os efeitos da falta de mão de obra a partir de meados do século XIX. Isso ocorreu devido à proibição do tráfico negreiro e ao crescimento da campanha abolicionista.

Até o século VIII, a Inglaterra obteve imensos lucros com o comércio internacional de escravos. A situação mudou depois de 1807, quando o Parlamento aboliu o tráfico de escravos para as colônias inglesas. Em 1833, a escravidão foi abolida em todos os domínios ingleses e a Inglaterra se transformou no maior oponente do tráfico internacional de escravos. A política inglesa de combate ao escravismo tem três explicações principais:

  • A Revolução Industrial inglesa resultou no aumento extraordinário da produção de mercadorias. Com o fim do tráfico nas colônias, os recursos que antes eram aplicados na compra de escravos poderiam ser investidos, pelos proprietários, na obtenção de produtos ingleses.
  • Nos domínios ingleses no sul da África, a venda de escravos para os traficantes afetava as atividades econômicas locais, que ficavam carentes de mão de obra.
  • Nas Antilhas inglesas, o fim do tráfico obrigou os proprietários empregar assalariados nos engenhos de açúcar. A consequência foi que o açúcar antilhano se tornou mais caro que o brasileiro, que continuou sendo produzido por escravos.

As pressões inglesas para abolir o tráfico começaram em 1810, nos tratados assinados com D. João VI, e continuaram nos anos seguintes enfrentando forte resistência no Brasil.

FARIA, Antonio Augusto da C.; BARROS, Edgard Luiz de. Os abolicionistas. São Paulo: Ática, 2003.

 

Esse conteúdo é amplamente desenvolvido no seu Livro Didático Integrado ao longo do volume 3 do 8°. ano do Ensino Fundamental.

 

 

Atividades do capítulo 12 Livro Didático de 8o. ano. No Volume 4, do 7o. ano, alguns movimentos de resistências à escravização também são abordados.

Após a leitura do texto de apoio, que tal interpretar trechos de fontes históricas, sobre os alunos, com os seus alunos?

 

 Lei de 7 de novembro de 1831

O Brasil foi o destino da maior parte dos homens e mulheres africanos que vieram para a América trabalhar como cativos. Todavia, o que poucas pessoas sabem é que esse comércio humano estava proibido desde 1815, quando Portugal assinou um tratado com a Inglaterra. Após a independência brasileira outra legislação entrou em vigor e no dia 07 de novembro de 1831 uma lei declarou livre todos os escravos vindos de fora do Império. Mesmo assim estima-se que aproximadamente 750 000 cativos foram contrabandeados ilegalmente pela classe senhorial brasileira, depois de 1831. Assim, parte significativa dos africanos e seus descendentes sob o regime do cativeiro estavam nessa situação ilegalmente, sob o ponto de vista da justiça. O não cumprimento dessa lei deu origem ao dito popular que muitos de nós conhecemos: a chamada “lei para inglês ver”.

 

Tendo por base essa breve apresentação e o texto da lei, reflita em no mínimo cinco linhas sobre os dois pontos a seguir:

a) Se o tráfico de africanos cativos para o Brasil estava proibido desde 1831, porque ele persistiu?

b) Uma lei só é válida realmente se for aceita socialmente, ela só é válida se “pegar”? Explique.

 

Possível resposta:

O ato de proibir a venda e comercialização de escravos estrangeiros só seria amplamente cumprido diante do acompanhamento das autoridades, como a fiscalização e punição, ou seja, trata-se de um conjunto de ações para a real observação da legislação. O texto da lei garante este acompanhamento, no entanto não deixa claro de quem é esta responsabilidade, isto é, cabe ao Porto, apenas a Marinha, é criado um órgão específico para este acompanhamento, enfim.

Isto é, não cabe apenas “convencer” os senhores e os “vendedores de escravos” de que a lei deveria ser cumprida, mas, também, garantir que os responsáveis pela sua execução não a terem criado apenas garantir a manutenção de suas relações comerciais com a Inglaterra. Ainda cabe ressaltar que a sociedade brasileira, assim como sua economia, girava em torno da necessidade desta mão de obra e convencê-los da necessidade desta lei está atrelado ao convencimento de que o ato de escravizar alguém é ilegal (mesmo que neste período isto tenha valia apenas para o estrangeiro).

 

Entenda mais sobre a temática apresentada nesse post, lendo outras publicações aqui do Blog das Assessorias, dentre eles temos indicações de leituras, reflexões e Planos de Aula:

 

 

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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: abril, 2021.
Site: http://www.bnccnapratica.com.br/explore-a-matriz

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