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21/12/2020 - Educação Infantil

Quarentena brincante...

Queridos pais, crianças e professores! Essa postagem é apenas para deixar um recadinho bem especial para todos! Estamos chegando ao final de 2020! Um ano atípico, diferente, o qual tivemos que fazer diferente, nos res...

21/12/2020 - Educação Infantil

Quarentena brincante para crianças de todas as idades

Queridos pais, crianças e professores!

Essa postagem é apenas para deixar um recadinho bem especial para todos!

Estamos chegando ao final de 2020! Um ano atípico, diferente, o qual tivemos que fazer diferente, nos ressignificar, nos reinventar. Passamos por muitas surpresas agradáveis, outras nem tanto, inseguranças, medo, ansiedade, que nos fizeram repensar nossas atitudes, nossos planos, nossas ações, nossos sentimentos e valores!

Foi muito bom estarmos juntos nesse ano de 2020!

Passamos por muitos desafios e a companhia de todos vocês nos motivou a continuar trabalhando para impactar positivamente a educação. Certamente, terminaremos o ano mais fortes, experientes, mais unidos e com o coração transbordando de alegrias por ter realizado o nosso melhor.

Que as incertezas vividas nesse ano se traduzam em aprendizado para a construção de um ensino cada vez mais significativo e de qualidade e que o amor esteja presente no coração de cada um de vocês!

 

Feliz e Abençoado Natal e que 2021 seja repleto de paz, saúde e prosperidade!

Um fraternal abraço!

Equipe de Assessoria da Educação Infantil

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17/11/2020 - Língua Inglesa

Afinal, o que é lí...

ILF ou ELF O termo ‘inglês como língua franca’, representado pelo acrônimo ILF ou em inglês ELF (English as a lingua franca), refere-se à ideia de que a língua inglesa hoje é mais utilizada em situações que ...

17/11/2020 - Língua Inglesa

Afinal, o que é língua franca?

ILF ou ELF

O termo ‘inglês como língua franca’, representado pelo acrônimo ILF ou em inglês ELF (English as a lingua franca), refere-se à ideia de que a língua inglesa hoje é mais utilizada em situações que envolvem falantes não nativos de inglês do que em situações em que nativos se comunicam. Ou seja, ela não pertence àquela comunidade de falantes específica, nem à corte inglesa. Ela é franca, neutra, pertence a quem dela fizer uso.    A BNCC, documento oficial que estabelece habilidades e competências a serem desenvolvidas na educação básica, enfatiza a importância de se esclarecer aos alunos essa característica do inglês como língua franca.

Língua franca, ensino e identidade

Para o professor de língua inglesa é essencial perceber que a língua é social, que ela revela muito da cultura e dos costumes de cada região em que é falada. A língua revela a identidade de um povo. Ao falar, a pessoa revela de onde vem, país, classe social, cultura, estudo, gênero, profissão. À medida em que cada um se expressa, muitas características típicas da sua cultura são reveladas: comportamentos, gestos, sotaques, escolhas de palavras, todos são fatores reveladores. Se a língua é parte da identidade, essa identidade no contato com uma cultura estrangeira é reafirmada, repensada e reconstruída. Por isso é fundamental perceber a importância do uso e do ensino da língua inglesa como língua franca. O professor ensina uma língua com a qual o aluno irá se comunicar tanto para falar com falantes nativos como para falar com estrangeiros. É comprovado que hoje a língua inglesa apresenta mais falantes não-nativos do que nativos.

Inglês internacional, global ou mundial

H. Douglas Brown há alguns anos utilizou a expressão International English para falar dessa característica de língua a ser utilizada além das fronteiras de onde é falada por nativos. World English é o termo que Ragajopalan adotou para explicar a condição da língua inglesa como língua internacional, que não pertence a nenhuma nação. Segundo esse autor, a língua inglesa deixou de ser monopólio dessa ou daquela nação, ela pertence a quem dela fizer uso. Da mesma forma, David Crystal utiliza o termo Global English para explicar o fato de que essa língua é falada em todo o globo. Todos os três autores, que sao referências para formaçao de professores e estudos de metodologia de língua inglesa, discorrem sobre esse aspecto da língua inglesa, o de ser falada no mundo todo por diferentes comunidades que precisam se comunicar, buscando uma neutralidade de sotaques e gírias para que falantes não nativos cheguem a um denominador comum para a comunicação.   Preparar os alunos para enfrentar essa realidade é fundamental. Lembrar que não existe um único código, uma única maneira de falar inglês, um único sotaque a ser considerado o correto, é essencial.

Qual a variante correta de língua inglesa para o ensino?

Respeitar as diferentes variantes e características culturais é fundamental para a comunicação. Ao considerar a aprendizagem de língua materna, parece natural que existam variações, pois somos um país rico em características singulares que definem cada cultura local e cada variante linguística. Diferenciamos naturalmente um gaúcho de um mineiro ou de um carioca. Na língua estrangeira, especialmente o inglês, essa variação carrega uma amplitude ainda maior, dado o número de falantes nativos e não nativos que existem hoje. Sendo assim, nao existe a variante correta para ensinar em sala de aula, como em qualquer outra língua, mesmo a nossa língua portuguesa, não existe o sotaque perfeito ou o mais correto.  Existem variantes que decorrem do ambiente, da cidade, da cultura, do contexto. Mas nenhuma variante está errada em sua pronúncia ou escolha vocabular.

Nas palavras de Falcão,

“É, então, fundamental que o professor compreenda essa relevância e repasse para o aluno a ideia de que não existe a variante ‘certa’ ou ‘errada’, e que não se deve aprender apenas esta ou aquela variação por ser mais popular, ou menos transmitida pelas mídias sociais.”

Carvalho explica e aconselha:

“A meu ver, esse preconceito em torno das diversidades da língua resulta, em parte, do contato inicial do estudante com o seu instrutor, seja qual for sua tendência linguística. Empatia, segurança, prestatividade e até mesmo um bom timbre de voz influenciam na compreensão, por isso é comum estranhar a pronúncia de um falante que não tenha todas essas qualidades. Desvincule-se de todo preconceito e vício. Não entre nessa de ficar escolhendo com quem gostaria de conversar ou o que ouvir. Na época em que vivemos, marcada pela globalização econômica e cultural, devemos estar preparados para falar (e ouvir) o mundo.”

Somos seres únicos, cheios de singularidades

É importante considerar que cada um de nós possui uma singularidade riquíssima de valores e vivências. E ao nos comunicarmos com outras pessoas, estrangeiros ou não, estamos entrando em contato com essa ampla gama de características, crenças, valores, histórias que vêm junto com a fala, no ato da comunicação. Utilizar uma língua internacional é importante para acessar e entrar em contato com o mundo todo, mas lembrar que essas singularidades estão presentes e devem ser respeitadas é fundamental na comunicação por meio da língua inglesa.  Como afirma Morin, “A humanidade é ao mesmo tempo una e múltipla. Sua riqueza está na diversidade das culturas, mas podemos e devemos nos comunicar dentro da mesma identidade terrestre.” Pertencemos ao mesmo planeta e podemos nos comunicar com o mundo todo por meio dessa língua franca, o inglês, basta que respeitemos e estejamos abertos para compreender toda a bagagem riquíssima que acompanha o contato com o outro.

CARVALHO, Ulysses Britânico ou Americano, qual dos dois devo estudar? Disponível em: http://www.teclasap.com.br/britanico-ou-americano/ Acesso em 19/09/2017.

FALCÃO, Cristiane Vieira; DA SILVA, Ewerton Felix. AS VARIANTES DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: UMA ABORDAGEM DIDÁTICO-PEDAGÓGICA. Disponível em http://www.editorarealize.com.br/revistas/eniduepb/trabalhos/Modalidade_6datahora_04_10_2013_21_39_59_idinscrito_1682_8ee55d2ec117a4d0d317dc314b53fa50.pdf            Acesso em 19/09/2017

 

GIMENEZ, T.; CALVO, L. C. S.; EL KADRI, M. S. et al. (2015). Inglês como língua franca: desenvolvimentos recentes. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/rbla/v15n3/1984-6398-rbla-15-03-00593.pdf> Acesso em: 20 de abril de 2020.

 

MORIN, Edgar. Os Sete Saberes necessários à Educação do Futuro. 3.ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO,2001.

 

RAJAGOPALAN, Kanavillil. O inglês como língua internacional na prática docente. In: LIMA, Diógenes Cândido de. (org.) Ensino e aprendizagem de Língua Inglesa – conversas com especialistas. São Paulo: Parábola Editoria, 2009.

 

RITCHIE, Harry. It’s time to challenge the notion that there is only one way to speak English. Disponível em: https://www.theguardian.com/books/2013/dec/31/one-way-speak-english-standard-spoken-british-linguistics-chomsky

 

 

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15/10/2020 - Língua Inglesa

Happy teachers’...

Hello, dear teachers! Gostaria de dizer que mais do que nunca essa data deve ser comemorada! Esse cenário hoje, entristece um pouco… Salas vazias. Mas também enche de saudade! A aula permanece! A alma de professo...

15/10/2020 - Língua Inglesa

Happy teachers’ day!

Hello, dear teachers!

Gostaria de dizer que mais do que nunca essa data deve ser comemorada!

Esse cenário hoje, entristece um pouco… Salas vazias.

Mas também enche de saudade! A aula permanece! A alma de professor está viva!

Imagine um mundo sem professores. O que seria?

Do ponto de vista de alguns…

“that’s a hard question…

sad,

chaos,

no one to look up to…

scary.”

Assista a esse vídeo, “World Without teachers”, em homenagem aos professores do mundo todo, feito há algum tempo por Jubille Media, um dos meus favoritos.

Tenho muito orgulho dos professores com os quais compartilho ideias, aprendo a cada encontro, surpreendo-me sempre com tamanha criatividade e dedicação. E é bem verdade que nessa pandemia todos nós professores nos reinventamos e conseguimos aprender e reinventar muito mais, ainda que com dificuldades de acesso, com distanciamento e ausências. O impossível foi feito para manter o contato, a aula, as atividades, o incentivo aos alunos no ensino remoto.

Professores inspiram. Podem destruir também, sonhos, alegrias, metas. Escolha instigar e despertar sonhos. Esperança.

Professores são “plantadores de esperança”, para Braulio Bessa.

Para Paulo Freire, o professor quando ensina também aprende: “Quem ensina, aprende ao ensinar. Quem aprende, ensina ao aprender.”

Para Malala, “uma criança, um professor, um livro, uma caneta podem mudar o mundo.”

Para Rubem Alves, o professor é aquele que diz “eis aí o mundo!” e ele tem que ter vontade de ensinar o mundo às crianças.

No Brasil, o dia dos professores é comemorado no dia 15 de outubro, mas existe também o dia 5 de outubro, proclamado pela Unesco o dia mundial do professor em 1994. Muitos países comemoram nessa data, mas existem ainda outras datas a serem celebradas em outros países. Ao trabalhar os meses do ano no 5 ano seria curioso explorar quando essa comemoração acontece ao redor do mundo. Veja alguns exemplos:

Mexico – May 15th

Argentina – September 11th

Greece – January 30th

Turkey – November 24th

South Korea – May 15th

Peru – July 6th

Não poderia deixar essa data passar em branco. Fecho com as palavras de Rubem Alves:

“Ensinar é um exercício de imortalidade. A gente ensina, a gente continua a viver.”

Rubem Alves, um imortal educador, professor de sonhos.  Pra ele, cada um tem um céu diferente, feito dos momentos efêmeros de alegria. Eles passam!

Aproveitem as alegrias de ensinar e aprender. Inspirem! Distribuam e compartilhem alegrias.

Abraços festivos!

Keep calm and carry on with the wonderful work you’re doing! 

Cassiana

Assessoria de Língua Inglesa

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17/08/2020 - Geografia

A densidade demográ...

Olá professor! Olá professora! Tudo bem? No post de hoje irei abordar um tema para lá de conhecido. A densidade demográfica. Este índice tem chamado a atenção da saúde pública. Em áreas onde ela é elevada, o ...

17/08/2020 - Geografia

A densidade demográfica e a Pandemia

Olá professor! Olá professora! Tudo bem?

No post de hoje irei abordar um tema para lá de conhecido. A densidade demográfica. Este índice tem chamado a atenção da saúde pública. Em áreas onde ela é elevada, o Coronavírus se espalha tal qual fogo em uma mata. Apesar da Covid-19 não escolher o grupo populacional que irá infectar, o fato é que entre as populações de menor nível socioeconômico, os índices de contaminação são alarmantes. Isso acontece porque para esse grupo, o isolamento social praticamente não existe. Há muitas pessoas que compartilham espaços pequenos e precários, onde o saneamento básico é quase inexistente, permanecem trabalhando, e, por conta disso, utilizando o transporte coletivo.

Isto posto, podemos concluir que seja na América Latina ou em qualquer outra região do planeta, são os grupos mais vulneráveis que sofrem com as adversidades, sejam elas de ordem natural, social ou econômica. Observe o mapa a seguir:

A temática deste artigo pode ser utilizada como gatilho para trabalhar com diferentes conteúdos dos nossos livros, como: desigualdade social, densidade demográfica, crescimento vegetativo, deslocamentos populacionais, redes de transporte e comunicação, políticas públicas. Enfim, são inúmeros assuntos que poderão ser abordados. Além disso, este assunto também está presente na BNCC.  A seguir, o destaque para algumas habilidades que também podem ser trabalhadas:

(EF04GE02) Descrever processos migratórios e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.

(EF05GE03) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento.

(EF06GE12) Identificar o consumo dos recursos hídricos e o uso das principais bacias hidrográficas no Brasil e no mundo, enfatizando as transformações nos ambientes urbanos.

(EF07GE04) Analisar a distribuição territorial da população brasileira, considerando a diversidade étnico-cultural (indígena, africana, europeia e asiática), assim como aspectos de renda, sexo e idade nas regiões brasileiras.

(EF08GE03) Analisar aspectos representativos da dinâmica demográfica, considerando características da população (perfil etário, crescimento vegetativo e mobilidade espacial).

(EF09GE15) Comparar e classificar diferentes regiões do mundo com base em informações populacionais, econômicas e socioambientais representadas em mapas temáticos e com diferentes projeções cartográficas.

O que achou deste post? Deixe seu comentário.

Equipe Assessoria de Geografia

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Grande abraço e até o próximo post!

Equipe Assessoria de Geografia

Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2018. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf>. Acesso em:  25 Março de 2020.
GALINDO, J. e ARROYO, L. Os mapas da pandemia revelam as desigualdades na América Latina. Artigo disponível em <https://brasil.elpais.com/internacional/2020-08-04/os-mapas-da-pandemia-revelam-as-desigualdades-na-america-latina.html#?sma=newsletter_brasil_diaria20200805> Acesso em 13 Ago. 2020

 

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  • A TEMÁTICA ABORDADA É MUITO INTERESSANTE. PRECISAMOS MESMO TRABALHAR ESSE TEMAS PARA QUE O ALUNO PERCEBA QUE AS DIFERENÇAS SOCIAIS EM NOSSA SOCIEDADE. QUANDO ELE SABE O QUANTO É PREJUDICADO POR CAUSA DA FALTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS, DÁ A ELE A OPORTUNIDADE DE LUTAR POR UM MUNDO MELHOR.

    • Olá Maria Ângela,
      De fato. Temos que tentar desenvolver em nossos alunos uma consciência crítica, aliás essa é uma das competências gerais da BNCC, desenvolver o pensamento científico, crítico e criativo.

14/08/2020 - Língua Inglesa

Quarantine, what a l...

Hello, folks! Espero que todos estejam bem nesse período extraordinário que estamos vivendo, cheio de experiências jamais vividas com os alunos. Ainda vamos olhar para trás e dizer: foi um período difícil, mas eu a...

14/08/2020 - Língua Inglesa

Quarantine, what a lovely period of time!

Hello, folks!

Espero que todos estejam bem nesse período extraordinário que estamos vivendo, cheio de experiências jamais vividas com os alunos. Ainda vamos olhar para trás e dizer: foi um período difícil, mas eu aprendi muito!

Enquanto a vacina não vem, vamos aprender e rir juntos das situações que vivemos. Na maioria das vezes, rir é o melhor remédio.  No link a seguir, do Canal Bored Teachers, a professora compartilha esses momentos no vídeo Things we only say when remote teaching. É fácil nos reconhecermos na mesma situação. É algo novo para todo mundo, especialmente para as crianças. Convido a assistir ao vídeo.

E mais, vamos nos identificar também com esse vídeo. Você sente falta da escola? Dos alunos? E canta sozinha pela casa as músicas em inglês? Quem vive com a gente também acaba aprendendo, veja:

É importante perceber que não estamos sozinhos. Do outro lado do mundo, professores enfrentam as mesmas dificuldades e dilemas diante da situação da pandemia, ainda que estejam em outro país. Professores, queridos, não desanimem. Estamos fazendo o nosso melhor! Vale à pena  perceber que não estamos sozinhos nessa!

Take proper care! 

Virtual hugs!

Cassiana

Assessoria de Língua Inglesa

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    • Sim, por isso achei interessante dividir isso com vocês. Estamos vivendo uma realidade diferente de tudo o que já vivenciamos. Mas é importante perceber que não estamos sozinhos. O mundo todo vive esse novo desafio, ensinar nesse período. E de uma maneira ou outra estamos evoluindo, estudando, aprendendo novas técnicas, estratégias, metodologias, dando sempre o melhor!

10/08/2020 - Educação Infantil

Quarentena brincante...

Olá, familiares e professores! Espero que todos estejam bem em seus lares! Como todas as outras postagens, hoje vamos abordar mais um assunto bacana: contação de histórias para crianças de todas as idades. Vocês sa...

10/08/2020 - Educação Infantil

Quarentena brincante para crianças de todas as idades

Olá, familiares e professores!

Espero que todos estejam bem em seus lares!

Como todas as outras postagens, hoje vamos abordar mais um assunto bacana: contação de histórias para crianças de todas as idades.

Vocês sabiam que as histórias têm um papel importante e são fundamentais na formação educacional da criança? É um momento mágico, no qual a criança terá a oportunidade de vivenciar e absorver situações que possa permitir a ela identificar-se com aquele instante, além de contribuir para o desenvolvimento de sua linguagem.

Antigamente, as pessoas demonstravam suas habilidades de comunicação e fala, contando histórias. Entre os povos ancestrais, essas histórias proporcionavam momentos de afeto, descobertas, aprendizagem, união, confraternização e trocas de experiências. A contação de histórias também ajudava os povos antigos a passarem o tempo e a vencerem a solidão, a quietude, a tristeza, o tédio, contar novidades e compartilhar alegrias. E tudo isso, era estimulante e enriquecedor porque despertava ainda mais a vontade e a motivação de quem escutava, a querer ouvir mais e mais e a contar fatos e histórias também. Muitas pessoas se reuniam em volta da mesa, no jardim de suas casas, nas praças e calçadas para contar histórias, casos e situações vivenciadas e todos adoravam ouvir e aprender.

Com o passar dos tempos e por meio desses estímulos gerados pela contação de histórias, foi observado que com elas, crianças, jovens e adultos podem adquirir valores morais e sociais, e ampliar o conhecimento cultural. Nesse contexto percebe-se claramente a importância e o significado das histórias na prática familiar, social e escolar.

Essa prática tão bela, instigante e provocante,  irá contribuir para que a criança amplie seu  gosto pela leitura e pela linguagem, a desenvolver ainda mais a imaginação, a criatividade e o faz de conta tão importante na infância, além de ser excelente ferramenta para auxiliar a criança na observação, reflexão e memória, despertando nela o lado lúdico, característica fundamental para o seu pleno desenvolvimento.

Dessa forma, aproveitando a chegada da estação mais fria do ano, que tal pegar um cobertor para se aquecer e promover seções de contação de histórias para as crianças? É uma dica muito legal para instigar o pensamento, a imaginação, o faz de conta, a criatividade e ampliar a oralidade.

As histórias podem ser contadas em vários espaços diferenciados:  na sala sobre o tapete ou no sofá, no jardim, na cama antes de dormir , durante o banho, na rede, fazendo um piquenique na área externa de sua residência, enfim escolha o espaço e o momento que achar necessário e propício para  tornar a contação bem agradável, divertida e proveitosa.

Segundo Ferreira (2011, p.78), os momentos de contar histórias devem ser mágicos como as histórias. Ouvir uma história é muito envolvente e o que mais importa é que as crianças estejam acomodadas confortavelmente, sentadas no chão em tapetes ou almofadas. O espaço pode ser simples, mas o ideal é que seja reservado especialmente para a biblioteca da sala e para a contação de histórias. Veja algumas dicas a seguir.

  • Você pode ficar em pé ou sentado entre as crianças organizadas em um semicírculo.
  • Procure dramatizar a história. Faça entonações diferentes para cada personagem, crie efeitos sonoros, sempre respeitando a ordem dos acontecimentos.
  • Se desejar, você pode usar fantoches, dedoches, fantasias, imagens soltas, bonecos, músicas e outros recursos como acessórios, de modo a dar mais dinamicidade e vivacidade ao texto.
  • Se você for ler um livro, é importante mostrar às crianças cada página, para que elas possam ver as ilustrações, que vão somar-se aos elementos que ela imaginou.
  • Se você for contar uma história sem o apoio de um livro, é fundamental conhecer bem o enredo, a fim de poder contar de maneira fluente e com suas próprias palavras, utilizando-se de uma linguagem simples.
  • Ao final da sessão, pergunte para as crianças o que elas acharam da história, o que sentiram, se gostaram ou não do final e que outro desfecho elas dariam para a narrativa.

Analisando mais atentamente a prática de contar histórias, seja em casa, seja na escola, é fácil percebermos o quanto isso pode contribuir para o desenvolvimento da criança, com ganhos que perpassam várias áreas, como o cognitivo, o afetivo e o social.

Os educadores, quando praticam a contação ou a “hora” da história (como muitos falam) com suas crianças, são capazes de transformar as vidas delas dentro e fora da escola. Assim é com os pais, avós e outro familiar adulto, que podem ensinar e estreitar os relacionamentos com suas crianças por meio da contação de histórias.

Uma boa história, aquela que encanta, que atrai, que diverte e faz “ viajar” e ir além da imaginação auxilia muito no desenvolvimento em todas as etapas da vida da criança, contribuindo no seu aprendizado, na fala, no raciocínio e na criatividade. A grande mágica é que até mesmo nós adultos somos transformados pelas histórias que ouvimos.

Certamente, além das crianças, papai, mamãe, avós, professores, enfim todos que estiverem participando desse momento irão interagir, aproveitar, se divertir, imaginar e sonhar!

Você que ainda não fez isso, que tal fazer esse exercício e contar alguma história para alguém? Leia, conte, constate e depois nos conte como foi essa experiência incrível e linda que vivenciou!

 

Para saber mais algumas dicas bem bacanas para contar histórias para as crianças acesse  o link https://youtu.be/NmRF3DoVd_U e veja o que a Fafá – Contadora de histórias sugere. Você irá se encantar!

 

Referência:

FERREIRA, L.C.S. Educação na Primeira Infância. Editora Opet. Curitiba, 2011.

Forte abraço e até o próximo post!

Equipe Assessoria Educação Infantil

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  • Boa tarde. Ler é sempre bom para todas as idades. Para as crianças é algo maravilhoso, pode ser na caminha, na cabana, no sofá….em qualquer lugar é sempre muito bom.
    Boa tarde
    Aparecida

    • Olá Aparecida, sim leitura é muito bom, além de importantíssimo para desenvolver bons hábitos de leitura desde a creche. Logo teremos mais novidades. Abraço.

  • [* O plugin Shield marcou este comentário como “Pending Moderation”. Motivo: Filtro humano de spam encontrado “excelent” em “comment_content” *]
    Contar história é um momento que pode influenciar a vida da criança para sempre. Excelente colocações.

    • Olá Maria JOsé, obrigada pela sua opinião, fazemos sempre assuntos que são de interesse para professores de Educação infantil. Abraço e fique de olho nas novidades.

    • Ivone, concordamos com você, momento mágico, não é? E as crianças amam. Abraço e fique de olho nas novidades que vem por aí.

    • Concordamos com você Fabiany, e as crianças amam. Abraço e fique de olho nas novidades que vem por aí.

  • Quando criança adorávamos brincar de casinha faz de conta, cada um era um personagem do sítio do pica pau amarelo. Era muito bom . Turminha de coleguinhas de história. Tempos bons!

    • Erni, recordar é viver e se foram momentos bons, vamos fazer para nossos pequenos. Abraço e fique de olho nas novidades que vem por aí.

  • Realmente a contação de histórias é muito importante para perpetuar a ligação familiar quando ocorre no contexto familiar. A contação de história foi muito importante durante minha infância. No final da tarde mamãe e papai se sentavam juntamente comigo e meus irmãos e contavam várias histórias para nós. Aquele momento era mágico para nós. ficávamos com os olhos vidrados e os ouvidos inclinados querendo saber o que ia acontecer e a cada dia eles mudavam a história e assim esperávamos por uma outra na próxima tarde. E na Educação Infantil penso ser um momento de grande aprendizagem para a criança, uma vez que ela também participa do processo de conto e reconto de histórias, desenvolvendo assim a sua capacidade imaginativa, curiosidade e imaginação, se colocando como protagonista do processo de contação de história. É realmente um momento mágico em que ela (criança) pode se transformar no personagem preferido e mudar o rumo da história com sua imaginação.

    • Maria José, obrigada pela sua contribuição, que delícia recordar, são nossas memórias afetivas. Abraço e fique de olho nas novidades que vem por aí.

  • Outra história emocionante é aquela que a família pode contar através do álbum de família.

    • Landrea, isso mesmo, as memórias afetivas ganham força, e sua sugestão pode ser um excelente recurso para esse momento de ensino remoto. Abraço e fique de olho nas novidades que vem por aí.

    • Puxa Cassia, mas se estou recebendo esse, como pode não chegar seus comentários? Aparece alguma mensagem? Conte-nos por favor. Abraço e fique de olho nas novidades que vem por aí.

  • Adoramos ler histórias em família, principalmente na hora de dormir. Finalizamos com músicas com sons da natureza!!!

    • Flávia, que delícia, isso vai construindo a memória afetiva. Parabéns. Abraço e fique de olho nas novidades que vem por aí.

  • [* O plugin Shield marcou este comentário como “Pending Moderation”. Motivo: Filtro humano de spam encontrado “ambien” em “comment_content” *]
    Contando histórias para as crianças desenvolvemos a imaginação, a oralidade e a interação com o ambiente
    Muito bom contar histórias.

    • Ana Emília!
      Além de desenvolver a imaginação, a oralidade e a interação, os momentos das histórias aguçam muito a curiosidade, a descoberta e trabalha bastante também com o faz de conta. Todos esses pontos mencionados são fundamentais e que contribuirão de modo significativo com o desenvolvimento integral das nossas crianças.
      Abraço,
      Equipe Assessoria da Educação Infantil

    • Sim, Ana Emília!
      Além de desenvolver a imaginação, a oralidade e a interação com o ambiente conforme você comentou, a contação de histórias e ou a leitura de histórias desperta ainda mais a curiosidade das crianças, além de fazer do “faz de conta ” momentos repletos de aprendizagem e de importantes descobertas.
      Abraços,
      Assessoria Pedagógica da Educação Infantil do Aprende Brasil

  • Uma das vezes contamos numa cabana de lençóis e mesas e pipoca…com os netos…

    • Que bacana, Aparecida!
      Eu, quando pequena, adorava fazer cabanas para brincar dentro dela. Meus irmãos, primos nos deliciávamos contando histórias e fazendo outras artes.
      Atualmente, meus pais que são avós fazem isso com os netos e eles adoram!
      Abraço,
      Equipe de Assessoria da Educação Infantil

    • E como isso é bom, não é mesmo Aparecida!
      Continue proporcionando momentos assim para as crianças!
      Além de contribuir com o desenvolvimento integral das crianças, serão sempre momentos de alegria, satisfação, diversão e afeto entre todos!
      Abraço,
      Assessoria Pedagógica da Educação Infantil do Aprende Brasil

  • A alfabetização na educação infantil precisa através do brincar, com interação da criança com o mundo onde vive, com historias lúdicas mágicas com muita interação social.

    • Landrea!
      O trabalho da Educação Infantil deve contemplar as interações e brincadeiras, eixos estruturantes importantíssimos que devem nortear nossa prática pedagógica!
      É por meio do brincar, das atividades lúdicas, dos jogos e das interações que nas crianças da Educação Infantil irão aprender de forma mais prazerosa e significativa.
      Tenha um bom dia!
      Equipe de Assessoria da Educação Infantil do Aprende Brasil.

    • Leandra!
      Seu comentário foi respondido logo acima!
      Obrigada,
      Equipe de Assessoria da Educação Infantil.

    • Sim, Landrea!
      Atividades lúdicas na Educação Infantil é de extrema importância e contribui muito com a aprendizagem das crianças. A própria BNCC nos aponta os eixos estruturantes que devem permear o trabalho na Educação Infantil – “Interações e Brincadeiras”. Por meio das brincadeiras e da ludicidade a criança, experimenta, investiga, descobre, aprende e se desenvolve integralmente!
      Abraço,
      Assessoria Pedagógica da Educação Infantil do Aprende Brasil