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30/03/2021 - Geografia, História

A interrupção do t...

Olá professora! Olá professor! Neste post falaremos sobre o encalhamento do cargueiro Ever Given, que aconteceu no dia 23/03, no Canal de Suez, principal rota de comércio entre a Ásia e a Europa (passagem entre o Mar...

30/03/2021 - Geografia, História

A interrupção do tráfego no Canal de Suez: a Geografia na atualidade

Olá professora! Olá professor!

Neste post falaremos sobre o encalhamento do cargueiro Ever Given, que aconteceu no dia 23/03, no Canal de Suez, principal rota de comércio entre a Ásia e a Europa (passagem entre o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo) que durou quase uma semana.

Mas, o que provocou essa situação?  Fortes rajadas de vento, associadas a uma tempestade de areia, fizeram com que o navio  encalhasse e ficasse atravessado no Canal, que é responsável por cerca de 10% do comércio marítimo global. Com o bloqueio, mais de 400 navios ficaram parados, aguardando a liberação da passagem. A demora no desbloqueio, causou grandes prejuízos para as cias marítimas de cargas de todo o mundo, e, sobretudo para o Egito e para a Companhia Evergreen Marine Corp, que é a responsável pelo cargueiro encalhado. Ambos, país e companhia, tiveram que arcar com as despesas do desencalhe e perdas das demais cias. Além disso, parte da receita do Egito advém da cobrança de taxas pela passagem pelo Canal.

Outro fato que chama a atenção, é a dependência de uma única rota marítima, pois um possível desvio  envolveria uma viagem de cerca de 9 mil quilômetros até o Cabo da Boa Esperança, contornando a África, o que acrescentaria 15 dias de navegação, provocando o aumento dos custos de frete e automaticamente das mercadorias transportadas.

Essa situação poderia ser explorada em diferentes momentos das aulas de Geografia, ao longo de todo o Ensino Fundamental, uma vez que envolve conteúdos como:

  • localização espacial;
  • cartografia;
  • redes de transporte e comunicação;
  • internacionalização e globalização;
  • setores da economia;
  • geopolítica mundial;
  • comércio marítimo, etc.

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BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2018. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf>. Acesso em:  25 março de 2020
ESPAÑOL, Marc. Encalhe do navio no Canal de Suez provoca prejuízos milionários e e queixas no Egito. Artigo disponível em <https://brasil.elpais.com/economia/2021-03-26/acoes-milionarias-e-queixas-no-egito-o-alto-custo-do-encalhe-do-navio-no-canal-de-suez.html>  Acesso em 26 mar.2021
Fonte imagem:  https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2021-03/liberacao-de-porta-conteineres-libera-canal-do-sue Acesso em 29 mar.2021

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23/03/2021 - Língua Inglesa

Yes, nós temos down...

Good morning, everyone! Vim aqui para divulgar a boa notícia! Já temos todos os áudios do material didático de língua inglesa para download, facilitando o planejamento e o andamento das aulas! Visite a plataforma do...

23/03/2021 - Língua Inglesa

Yes, nós temos download!

Good morning, everyone!

Vim aqui para divulgar a boa notícia!

Já temos todos os áudios do material didático de língua inglesa para download, facilitando o planejamento e o andamento das aulas!

Visite a plataforma do Aprende Brasil Digital e desfrute de mais essa vantagem em utilizar o material didático do Sistema de Ensino Aprende Brasil!

Lembre também de incluir em seu planejamento as videoaulas, os objetos educacionais e as trilhas disponíveis também no Aprende Brasil Digital e já selecionadas por volume.

Enjoy it!

Take care!

Cassiana

 

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12/03/2021 - Geografia, História

Meninas e a vulnerab...

Olá Professora! Olá professor! Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, abordarei um assunto ainda pouco divulgado pela mídia e que atinge sobretudo as mulheres: o casamento infantil. De acordo com o Fundo de ...

12/03/2021 - Geografia, História

Meninas e a vulnerabilidade do casamento infantil

Olá Professora! Olá professor!

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, abordarei um assunto ainda pouco divulgado pela mídia e que atinge sobretudo as mulheres: o casamento infantil. De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) que é a agência de desenvolvimento internacional da ONU, a qual trata de questões populacionais, apontou para uma redução das taxas globais de casamento infantil. No início deste século, uma a cada três mulheres entre 20 e 24 anos afirmou ter se casado enquanto eram crianças. Já em 2017, esse número era de uma a cada cinco.  Ao mesmo tempo que entre os meninos, o índice era de um para cada vinte e cinco que se casaram antes dos 18 anos (com meninas ainda mais jovens). Contudo, acredita-se que se não houver esforços governamentais, até 2030, os números tendem a subir, pois esses casamentos arranjados atingem sobretudo os países de baixa e média renda, que são também, os mais afetados pela pandemia do Covid-19.

Nessa semana, o UNICEF (Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância) declarou que o fechamento de escolas, o estresse econômico, as interrupções em serviços, gravidez e morte dos pais devido à pandemia estão colocando as meninas mais vulneráveis em maior risco de casamento infantil, pois nesse momento de crise, muitos familiares veem no casamento  de suas meninas, uma forma de mitigar seus problemas financeiros imediatos.

Ainda, de acordo com este mesmo órgão, há em todo o mundo, cerca de 650 milhões de meninas e mulheres que se casaram antes de completar 18 anos, sendo que praticamente metade desses casamentos ocorreram em Bangladesh, Brasil, Etiópia, Índia e Nigéria.

Diante desse quadro, faz-se necessário mudanças, no sentido de garantir o avanço na equidade de gênero e no fortalecimento dos direitos dessas meninas, que em razão das circunstâncias (econômicas, culturais e/ou religiosas), encontram-se em condições vulneráveis, por isso, a necessidade de assegurar a educação para elas, pois é por meio da informação e do conhecimento que poderão transformar suas vidas, garantir o seu empoderamento e a possibilidade de argumentar de maneira assertiva sobre essa e outras questões.

Ao verificar a  BNCC, é possível perceber que o documento incentiva ações como as citadas, com destaque para a competência geral  07  que trata da Argumentação:

“Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta”.( p. 09).

E também é um assunto que está vinculado a algumas habilidades de Geografia:

(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.

(EF08GE03) Analisar aspectos representativos da dinâmica demográfica, considerando características da população (perfil etário, crescimento vegetativo e mobilidade espacial).

(EF08GE06) Analisar a atuação das organizações mundiais nos processos de integração cultural e econômica nos contextos americano e africano, reconhecendo, em seus lugares de vivência, marcas desses processos.

(EF08GE12) Compreender os objetivos e analisar a importância dos organismos de integração do território americano (Mercosul, OEA, OEI, Nafta, Unasul, Alba, Comunidade Andina, Aladi, entre outros).

(EF09GE03) Identificar diferentes manifestações culturais de minorias étnicas como forma de compreender a multiplicidade cultural na escala mundial, defendendo o princípio do respeito às diferenças.

(EF09GE15) Comparar e classificar diferentes regiões do mundo com base em informações populacionais, econômicas e socioambientais representadas em mapas temáticos e com diferentes projeções cartográficas.

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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2018. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf>. Acesso em:  25 março de 2020
GUIMARÃES, F. (trad.) Sete coisas que você não sabia sobre o casamento infantil. Artigo publicado em 04 Fev. 2020. Disponível em: https://brazil.unfpa.org/pt-br/news/sete-coisas-que-voc%C3%AA-n%C3%A3o-sabia-sobre-o-casamento-infantil> Acesso em: 11 mar. 2021
REIS, Elisa M. 10 milhões de meninas a mais em risco de casamento infantil devido à Covid-19. Comunicado de imprensa publicado em 08 mar. 2021. Disponível em: <https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/10-milhoes-de-meninas-a-mais-em-risco-de-casamento-infantil-devido-a-covid-19>  Acesso em: 11 mar. 2021
Fonte imagem: https://pixabay.com/pt/photos/%C3%ADndia-favelas-pobre-irm%C3%A3o-irm%C3%A3-2507482/ Acesso em 11 mar. 2021

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04/03/2021 - Geografia

A tecnologia ao alca...

Olá Professora! Olá Professor! Hoje trago para o nosso Blog um assunto que tem levantado algumas discussões no Brasil. É a implantação do 5G ou quinta geração da telefonia móvel. Tecnologia essa que permite maio...

04/03/2021 - Geografia

A tecnologia ao alcance de todos?

Olá Professora! Olá Professor!

Hoje trago para o nosso Blog um assunto que tem levantado algumas discussões no Brasil. É a implantação do 5G ou quinta geração da telefonia móvel. Tecnologia essa que permite maior rapidez e segurança na troca de informações e comunicações de dados entre os  diferentes dispositivos, fato que tem gerado embate em importantes setores da sociedade, como na política, economia e educação.

As diferentes siglas, 3G, 4G ou 5G, são denominações utilizadas para as diferentes gerações e tecnologias de redes móveis, responsáveis pelo acesso à Internet de celulares, tablets, entre outros dispositivos.

Mas, na prática, o que isso significa? A implantação do 5G promoveria melhorias em diferentes áreas e ampliaria o espectro da chamada “Internet da Coisas”, isto é, uma conexão entre  “objetos inteligentes” por meio da rede mundial de computadores. Por exemplo: por meio de um aplicativo em um dispositivo móvel com 5G, seria possível regular a temperatura do ar condicionado da residência à distância, ou, indo ainda mais longe, um médico poderia operar sem estar presente fisicamente.

Contudo, para que essa tecnologia chegue até a população brasileira, primeiramente terá que ocorrer o leilão do 5G, entre as empresas de telefonia interessadas em instalar essa nova geração de tecnologia no país, e, que já controlam esse setor por meio de praticamente um oligopólio: a Tim, a Claro e a Vivo. Além disso, todas elas concordam que o 3 G e o 4G ainda têm muito espaço para crescer no país, afirmando que o custo da instalação do 5G, ainda é desnecessário. Um outro obstáculo está na dimensão territorial do país que dificulta a ampliação da rede, pois exige maior investimento humano e de capital.

Esse assunto está presente na BNCC , é a competência Cultural Digital, que tem como objetivo levar o aluno a:

“Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva”.

Ao levar para a aula um tema como esse, é possível que desperte o interesse de muito alunos, pois é um tem que aguça a curiosidade dos mesmos. Baseado neste post, poderia propor aos alunos que descubram qual rede predomina em seu município 2G, 3G ou 4G, bem como o acesso da população à essa tecnologia.

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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2018. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf>. Acesso em:  25 Março de 2020
MIAZZO, Leonardo. Da Internet ultrarrápida às cirurgias remotas, entenda a revolução e os desafio do 5G. Artigo publicado em:  https://www.cartacapital.com.br/tecnologia/da-internet-ultrarrapida-as-cirurgias-remotas-entenda-a-revolucao-e-os-desafios-do-5g/  Acesso em 25 Fev. 2021.

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24/02/2021 - Arte, Ensino Religioso, História

Dialoga, Brasil! ...

  Palavras-chave: Filmes, trabalho escolar, criatividade   Segmento/ano: Ensino fundamental Olá! Quando falamos do uso de filmes na sala de aula, abrimos uma grande porta criativa que mora entre a realidade e ...

24/02/2021 - Arte, Ensino Religioso, História

Dialoga, Brasil! – O uso de filmes da sala de aula

 

Palavras-chave:

Filmes, trabalho escolar, criatividade

 

Segmento/ano:

Ensino fundamental


Olá!

Quando falamos do uso de filmes na sala de aula, abrimos uma grande porta criativa que mora entre a realidade e a ficção.

Dessa forma, devemos observar produções audiovisuais como um produto cultural que carrega algumas marcas possíveis de expandir o repertório cultural dos estudantes:

 

“(…) no trabalho escolar com filmes, desde que devidamente organizado, o professor pode adensar esta experiência, para ele e para os seus alunos, exercitando o olhar crítico e encantado, ao mesmo tempo.” (NAPOLITANO, 2009, p. 15).

 

Para exemplificar, vamos falar um pouco sobre o filme A Missão (1986) e como ele pode ser usado no trabalho escolar?

 

 

Nessa obra, podemos, inicialmente, investigar o que representa fatos históricos.

Entre eles, é possível citar o encontro entre os europeus e os povos originários; as missões jesuíticas; a Guerra Guaranítica; entre outros eventos citados abaixo como representações de eventos históricos:

 

Para acessar o PDF clique na imagem ou AQUI.

 

Frente a esses fatos históricos presentes no filme, podemos nos questionar: e o que o filme representa que tende mais à ficção?

É possível aqui problematizar a construção dos personagens: os jesuítas representam mesmo uma alma caridosa e inocente perante os costumes indígenas? Será que a visão de que os indígenas “gostavam” da catequização pode ser romântica demais? Além disso, os povos originários são representados com um típico exotismo, reduzidos a um segundo plano da trama. Seria esse mesmo o papel que eles assumiram no contexto histórico de 1750?

 

Essas fragilidades do filme podem ser entendidas realizando alguns questionamentos:

 

  1. Quem produziu esse filme?
  2. Em que época foi produzido?
  3. Qual época ele retrata?
  4. Quem ele retrata?
  5. Quem é o narrador da trama?

 

As indagações acima nos levam a saber que o filme foi produzido na Inglaterra – no século XX – e retrata portugueses, espanhóis e ameríndios na América do Sul – no século XVIII. Também é importante destacar que a trama é narrada por um funcionário da corte.

Essa leitura mais ampla apura nosso olhar frente às fragilidades que um audiovisual pode apresentar. Neste caso, há uma reprodução de uma ideia civilizatória positiva dos europeus sobre os povos originários.

Esse simples roteiro de análise já se apresenta como uma atividade inicial de sondagem possível de realizar com os estudantes sobre um filme.

 

Mas, que tal desafiar um pouco mais nós e nossos estudantes?

 

“(…) seja qual for a demanda de trabalho, as atividades de cinema precisam ser dinâmicas, desafiadoras, interessantes para o público jovem e jovem adulto e, sobretudo, que contribuam para a formação geral e ampliação do seu repertório cultural.” (NAPOLITANO, 2009, p. 30).

 

Nem sempre a ficção leva a fragilidades! Ela pode ser um caminho de exercício da criatividade para os educandos.

Vamos explorar essa lado da ficção e suas potências para ensino religioso usando o filme A Missão (1986)  no nosso próximo post, fique ligado!

 

Te convidamos para aproveitar e assistir ao filme 🙂

 

 

Habilidades mobilizadas (BNCC):

(EF01ER01) Identificar e acolher as semelhanças e diferenças entre o eu, o outro e o nós.

(EF07ER08) Reconhecer o direito à liberdade de consciência, crença ou convicção, questionando concepções e práticas sociais que a violam.

(EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.

(EF05HI10) Inventariar os patrimônios materiais e imateriais da humanidade e analisar mudanças e permanências desses patrimônios ao longo do tempo.

 

*Texto escrito em parceria entre: Equipe Assessoria de História e Professora Daniela Pereira da Silva

 

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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: maio, 2018.
NAPOLITANO, Marcos. Cinema: experiência cultural e escolar. Secretaria de Educação, Estado de São Paulo. Caderno de cinema do professor dois. São Paulo: FDE, p. 10-31, 2009.
DE OLIVEIRA, Cláudia Neli B. Abuchaim. NAPOLITANO, Marcos. Como usar o cinema na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2003.

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17/02/2021 - Geografia, História, Língua Portuguesa

Mão na massa, Brasil! – Fontes Históricas na prática

 

Palavras-chave:

Fontes históricas, autonomia, ensino de história, prática pedagógica, interdisciplinaridade.

Segmento/ano:

Ensino Fundamental

 

Objetivos de aprendizagem (BNCC):

  1. Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e compreender sua função, seu uso e seu significado.
  2. Compilar histórias da família e/ou da comunidade registradas em diferentes fontes.
  3. Identificar as formas de registro utilizadas na produção do saber histórico.
  4. Identificar aspectos e formas de registro das sociedades antigas na África (egípcios), no Oriente Médio (mesopotâmicos) e nas Américas, distinguindo alguns significados presentes na cultura material e na tradição oral dessas sociedades.

Olá!

Na última postagem falamos sobre a importância das fontes históricas para o ensino de História (para ler o post, clique AQUI).

E como fazer isso na prática?

De início, é importante destacar que não só documentos escritos podem ser chamados de fontes históricas. Há, por exemplo, fontes materiais (vasos, esculturas, etc.), fontes orais (relatos de pessoas que vivenciaram uma acontecimento) e fontes visuais (pinturas, documentários, etc.).

Esses diversos tipos de documentos podem ser apresentados para nossos educandos como máquinas do tempo, transformando a sala de aula em um divertido laboratório. Para tratar das fontes históricas, podemos usar a Base Nacional Comum Curricular – BNCC com o que ela chama de atitude historiadora:

  1. Analisar – problematizar a fonte e a visão que se tem sobre ela
  2. Comparar – olhar para outras práticas que se assemelham da tratada na fonte
  3. Contextualizar – localizar momentos e lugares específicos da produção da fonte e de seu conteúdo
  4. Identificar – utilizar da percepção e interação com a fonte para conhecê-la melhor
  5. Interpretar – depois de todos os passos acima é possível ler a fonte com um olhar mais crítico e atento aos detalhes

Esse passo a passo, como a própria BNCC sugere, faz parte da atitude de um historiador e pode ser um instrumento para que nossos estudantes aprendam de maneira autônoma sobre História!

 

Para acessar o PDF clique na imagem ou AQUI.

 

O convite aqui é para que os educandos levem para a sala de aula fontes que permeiam o seu dia a dia. Nos anos iniciais seria interessante que os documentos selecionados fizessem parte das vivências familiares e da comunidade da qual faz parte – como fotos de família, livros de receita, etc. Já nos anos finais, é possível expandir a escolha para fontes em nível nacional e mundial – por exemplo, o diário de Anne Frank, vasos ilha de Creta ou quem sabe o áudio do primeiro samba brasileiro?

O exercício com as fontes históricas, atreladas a atitude historiadora, estimulam a autonomia de pensamento

e a capacidade de reconhecer sujeitos que vivem de acordo com a época e o lugar em que se encontram. Isso possibilita observar o que é preservado ou transformado ao longo do devir histórico.

A atividade sugerida pode ser um convite para trabalhar a interdisciplinaridade: mobilizar mapas como fonte, unindo-se a Geografia, ou textos literários, adentrando no campo da Literatura.

 

E aí, bora colocar a mão na massa junto com os estudantes?

 

Habilidades mobilizadas (BNCC):

EF02HI04 Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário.

EF06HI02 Identificar a gênese da produção do saber histórico e analisar o significado das fontes que originaram determinadas formas de registro em sociedades e épocas distintas.

 

*Texto escrito em parceria entre: Equipe Assessoria de História e Professora Daniela Pereira da Silva

 

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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: maio, 2018.
FERREIRA, Marieta de Morais; OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de. Dicionário de Ensino de História. Editora FGV, 2019.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. Editora Paz & Terra, 2019.
PINSKY, Carla Bassanezi. Fontes históricas. Editora Contexto, 2005.

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