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08/04/2021 - Ensino Religioso, História

Mão na massa, Brasi...

Palavras-chave: Saber escolar, conhecimento histórico escolar, temporalidade. Segmento/ano: Ensino Fundamental.     Olá, professor e professora!   No último post falamos sobre as diversas formas de sabe...

08/04/2021 - Ensino Religioso, História

Mão na massa, Brasil! – Conhecimento histórico escolar

Palavras-chave:

Saber escolar, conhecimento histórico escolar, temporalidade.

Segmento/ano:

Ensino Fundamental.

 


 

Olá, professor e professora!

 

No último post falamos sobre as diversas formas de saber. Pontuamos que o saber escolar não é uma mera reprodução do conhecimento científico e nem mesmo um espaço de recusa do saber popular. Para ler clique AQUI.

 

Quando o assunto é Ensino de História, falamos do conhecimento histórico acadêmico e do conhecimento histórico escolar.

 

O acadêmico, está representado no que chamamos de historiografia, da História escrita. Para isso, historiadores partem de processos metodológicos específicos, utilizam a leitura de fontes históricas e desenvolvem uma narrativa escrita sobre o período histórico que estudaram. Isso inclui qualquer tipo de produção que possa ser entendida como registro: documentário, HQ, jogo, livro, artigo, etc.

Por sua vez, o conhecimento histórico escolar parte da vida prática dos estudantes para ser desenvolvida. A intenção não é formar mini historiadores, mas apresentar aos estudantes instrumentos da História que eles possam usar para uma leitura de mundo mais crítica. Ou seja, o conhecimento histórico escolar não é apenas uma parte do acadêmico, e sim um outro saber.

Hoje vamos convidar você professor a realizar uma atividade com seus estudantes. A intenção dela é que os educandos desenvolvam seus instrumentos de leitura de mundo por um olhar histórico. Para isso o primeiro passo é escolher um calendário de outro período histórico do qual tenhamos acesso e comprar ele com o que utilizamos atualmente.

 

Para exemplo, selecionamos o calendário egípcio:

Você pode baixar o arquivo em PDF clicando na imagem ou AQUI.

 

Explorar as semelhanças e diferenças dos dois sistemas auxilia o estudante na percepção do tempo a sua volta.

Após debater sobre esses aspectos o convite é para que o estudante desenhe o seu dia trazendo elementos de tempo e temporalidade que ele percebe. Aqui podem aparecer os diferentes períodos do dia, horários, objetos de medição como o relógio, variações de temperatura, etc. O objetivo é aguçar a percepção dos estudantes sobre tempo e temporalidade baseado na vida prática deles.

Você, professor, pode utilizar essa proposta como um momento avaliativo, por exemplo!

 

Para saber mais sobre tempo e temporalidade, temos um post sobre isso, acesse clicando AQUI.

 

Habilidades mobilizadas (BNCC):

EF05HI06 Comparar o uso de diferentes linguagens e tecnologias no processo de comunicação e avaliar os significados sociais, políticos e culturais atribuídos a elas.

EF01ER05 Identificar e acolher sentimentos, lembranças, memórias e saberes de cada um.

EF01GE05 Observar e descrever ritmos naturais (dia e noite, variação de temperatura e umidade etc.) em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando

a sua realidade com outras.

 

*Texto escrito em parceria entre: Equipe Assessoria de História e Professora Daniela Pereira da Silva
Sempre que precisar entre em contato conosco: historia@aprendebrasil.com.br
Siga nossas redes sociais: Instagram @aprendebrasil / YouTube: Sistema Aprende Brasil

 

Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: março de 2021.
FERREIRA, Marieta de Morais; OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de. Dicionário de Ensino de História. Editora FGV, 2019.
LOPES, Alice. Reflexões sobre currículo: as relações entre senso comum, saber popular e saber escolar. Em Aberto, v. 12, n. 58, 1993.
PLANETÁRIO. Fundação planetário da cidade do Rio de Janeiro. Página inicial. Disponível em: <http://planeta.rio/>.  Acesso em: 20 de março de 2021.

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05/04/2021 - Ensino Religioso, História

Dialoga, Brasil! ...

  Palavras-chave: Saberes, escolar, científico, popular. Segmento/ano: Ensino Fundamental.     Olá, professor e professora!   Cotidianamente somos cercados por diversos tipos de saberes. Não é inc...

05/04/2021 - Ensino Religioso, História

Dialoga, Brasil! – O saber escolar

 

Palavras-chave:

Saberes, escolar, científico, popular.

Segmento/ano:

Ensino Fundamental.

 


 

Olá, professor e professora!

 

Cotidianamente somos cercados por diversos tipos de saberes. Não é incomum que, ao ficarmos doentes, ouvimos de nossas avós, mães e pessoas próximas várias orientações sobre cuidado e, ao mesmo tempo, vamos ao médico e unimos os dois pontos de vista em nosso tratamento.

Esse exemplo pode nos levar ao seguinte questionamento: Há um desses conhecimentos que vale mais? Qual deles deve estar presente no ambiente escolar? Nosso papo hoje é sobre isso!

Precisamos fugir da lógica da escada quando tratamos de diversas formas de saberes. Não podemos vê-los de maneira hierárquica, como se um estivesse acima do outro. Ou ainda, como se um fosse o primeiro degrau da escada e outro fosse o último, sendo necessário passar e superar um para acessar o outro que está em uma posição superior.

Dando nome aos bois, falamos do saber científico e do saber popular. Comumente tendemos, como sociedade, a valorizar o conhecimento científico, pensado e desenvolvido no meio acadêmico. Ele acaba sendo lido como superior frente ao saber popular.

A ideia de que a escola é um ambiente de reprodução do saber científico e um espaço para se superar o saber popular já foi muito difundida. Colocamos no passado essa realidade, pois há o movimento constante de construir um espaço escolar que é ambiente político e de construção do conhecimento: o saber escolar.

 

 

Você pode baixar o arquivo em PDF clicando na imagem ou AQUI.

 

 

Dessa forma, devemos observar o saber escolar como um conhecimento que dialoga ou entra em atrito com outras formas de saber, sendo mesmo um espaço que pode questionar o saber científico e acolher os saberes populares, tudo depende do contexto. Discentes e docentes produzem um conhecimento tão válido e crítico quanto os desenvolvidos no meio acadêmico.

É necessário ressaltar que o intuito aqui não é negar a ciência, mas apresentar cada forma de conhecimento como um universo que deve ser lido e respeitado de maneira particular.

 

Como esse debate se apresenta quando o assunto é Ensino de História? Acompanhe o blog que no próximo post vai falar sobre isso!

 

Habilidades mobilizadas (BNCC):

  • (EF05HI06) Comparar o uso de diferentes linguagens e tecnologias no processo de comunicação e avaliar os significados sociais, políticos e culturais atribuídos a elas.
  • (EF01ER05) Identificar e acolher sentimentos, lembranças, memórias e saberes de cada um.

 

Dica: Para aprofundar seu conhecimento sobre o assunto assista o vídeo Utilização de plantas na medicina popular, produzido pelo Canal Futura.

 

 

Para assistir o vídeo clique na imagem ou AQUI.

 

 

Este vídeo que conta a história de Seu Santinho e seu conhecimento sobre o uso medicinal das plantas brasileiras. Na região da Chapada Diamantina, na Bahia, Seu Santinho é ouvido por toda a comunidade, até mesmo pelo médico da região. Além disso, Santinho mobiliza um aprendizado junto com os mais jovens. Os saberes de Santinho estão no campo da sabedoria popular e nos convidam a ampliar nossa percepção do que acreditamos ser conhecimento válido e legítimo.

 

*Texto escrito em parceria entre: Equipe Assessoria de História e Professora Daniela Pereira da Silva
Sempre que precisar entre em contato conosco: historia@aprendebrasil.com.br
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Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: março de 2021.
GARCIA, Pedro Benjamin et al. Saber popular/Educação popular. Cadernos de Educação, v. 3, p. 33-62, 1986.
LOPES, Alice. Reflexões sobre currículo: as relações entre senso comum, saber popular e saber escolar. Em Aberto, v. 12, n. 58, 1993.

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31/03/2021 - História

Descobrimento da Am...

    Palavras-chave: Hispanidade; Descobrimento da América; Identidade Cultural. Segmento/Público Alvo: 8º. ano   Olá! No dia 12 de outubro na Espanha comemora o dia da Hispanidade, comemoração da epo...

31/03/2021 - História

Descobrimento da América. Sim ou não?

 

 

Palavras-chave:

Hispanidade; Descobrimento da América; Identidade Cultural.

Segmento/Público Alvo:

8º. ano


 

Olá!

No dia 12 de outubro na Espanha comemora o dia da Hispanidade, comemoração da epopeia de Colombo no descobrimento da América. Uma reportagem do jornal espanhol El País aborda o tema e levanta a questão:

 

Como seria vista a data nas antigas colônias espanholas da América?

 

Jornalistas da Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos da América, México e Peru foram convidados a responderem a pergunta.

Notamos pelos depoimentos um microcosmo sobre o ensino de História nestes países, pois as abordagens se remetem ao ensino vivenciado pelos jornalistas e as abordagens atuais.

Estátua de Cristóvão Colombo. Fotografia. Britannica ImageQuest. Disponível em <quest.eb.com/search/139_1970931/1/139_1970931/cite>. Acessado em 23 Mar 2020.

 

Em todos os casos é possível verificar que a abordagem era marcadamente factual e laudatória a ação de Colombo, com encenação da viagem e da chegada (descobrimento) passando para uma abordagem que leva em consideração o impacto deste encontro de culturas pelo lado dos indígenas, além da ênfase na diversidade cultural existente no Continente.

Habilidades mobilizadas (BNCC):

(EF07HI08) Descrever as formas de organização das sociedades americanas no tempo da conquista com vistas à compreensão dos mecanismos de alianças, confrontos e resistências.
(EF07HI09) Analisar os diferentes impactos da conquista europeia da América para as populações ameríndias e identificar as formas de resistência.

 

Percebemos a presença do ensino voltado a noção de competências e a construção de habilidades, mais do que a memorização e a aquisição de conteúdos (não que estes não existam), traçando um paralelo com o ensino de História no Brasil

Veja a reportagem no link do jornal El País edição Brasil para a leitura.

 

Equipe Assessoria de História

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30/03/2021 - Geografia, História

A interrupção do t...

Olá professora! Olá professor! Neste post falaremos sobre o encalhamento do cargueiro Ever Given, que aconteceu no dia 23/03, no Canal de Suez, principal rota de comércio entre a Ásia e a Europa (passagem entre o Mar...

30/03/2021 - Geografia, História

A interrupção do tráfego no Canal de Suez: a Geografia na atualidade

Olá professora! Olá professor!

Neste post falaremos sobre o encalhamento do cargueiro Ever Given, que aconteceu no dia 23/03, no Canal de Suez, principal rota de comércio entre a Ásia e a Europa (passagem entre o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo) que durou quase uma semana.

Mas, o que provocou essa situação?  Fortes rajadas de vento, associadas a uma tempestade de areia, fizeram com que o navio  encalhasse e ficasse atravessado no Canal, que é responsável por cerca de 10% do comércio marítimo global. Com o bloqueio, mais de 400 navios ficaram parados, aguardando a liberação da passagem. A demora no desbloqueio, causou grandes prejuízos para as cias marítimas de cargas de todo o mundo, e, sobretudo para o Egito e para a Companhia Evergreen Marine Corp, que é a responsável pelo cargueiro encalhado. Ambos, país e companhia, tiveram que arcar com as despesas do desencalhe e perdas das demais cias. Além disso, parte da receita do Egito advém da cobrança de taxas pela passagem pelo Canal.

Outro fato que chama a atenção, é a dependência de uma única rota marítima, pois um possível desvio  envolveria uma viagem de cerca de 9 mil quilômetros até o Cabo da Boa Esperança, contornando a África, o que acrescentaria 15 dias de navegação, provocando o aumento dos custos de frete e automaticamente das mercadorias transportadas.

Essa situação poderia ser explorada em diferentes momentos das aulas de Geografia, ao longo de todo o Ensino Fundamental, uma vez que envolve conteúdos como:

  • localização espacial;
  • cartografia;
  • redes de transporte e comunicação;
  • internacionalização e globalização;
  • setores da economia;
  • geopolítica mundial;
  • comércio marítimo, etc.

O que achou deste post? Deixe seu comentário.

Equipe Assessoria de Geografia

Sempre que precisar entre em contato conosco: geografia@aprendebrasil.com.br
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Grande abraço e até o próximo post!

Equipe Assessoria de Geografia

Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2018. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf>. Acesso em:  25 março de 2020
ESPAÑOL, Marc. Encalhe do navio no Canal de Suez provoca prejuízos milionários e e queixas no Egito. Artigo disponível em <https://brasil.elpais.com/economia/2021-03-26/acoes-milionarias-e-queixas-no-egito-o-alto-custo-do-encalhe-do-navio-no-canal-de-suez.html>  Acesso em 26 mar.2021
Fonte imagem:  https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2021-03/liberacao-de-porta-conteineres-libera-canal-do-sue Acesso em 29 mar.2021

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24/03/2021 - História

Decifrando o Código...

    Palavras-chave: Antiguidade; História da Escrita; Recursos Audiovisuais. Segmento/Público Alvo: 5º. e 6º. ano   Olá! A Civilização Maia (período clássico situado entre 250 a 900 d.C.), que flo...

24/03/2021 - História

Decifrando o Código Maia: Documentário Discovery Channel  

 

 

Palavras-chave:

Antiguidade; História da Escrita; Recursos Audiovisuais.

Segmento/Público Alvo:

5º. e 6º. ano


 

Olá!

A Civilização Maia (período clássico situado entre 250 a 900 d.C.), que floresceu na América Central ficou conhecida devido as suas grandes habilidades na arquitetura de suas cidades e centros cerimoniais, pelos conhecimentos em astronomia, prevendo eclipses e as órbitas de estrelas e planetas e na matemática na utilização de um símbolo para o zero.

Esta civilização também desenvolveu um complexo e peculiar sistema de escrita, que foi alvo de estudos e tentativas de decifração durante séculos. Pesquisadores apostavam que se conseguissem decifrar estes códigos, conquistariam uma grande chave para a interpretação desta civilização.

 

Numerais maias, obras de arte. Fotografia. Britannica ImageQuest. Disponível em: <quest.eb.com/search/132_1552519/1/132_1552519/cite. Acessado em 23 Mar 2020>.

 

O documentário Decifrando o Código Maia realizado pelo Discovery Channel narra a história da decodificação da escrita maia a partir do trabalho de vários pesquisadores, abordando suas descobertas, seus equívocos e, principalmente, a noção científica de trabalho colaborativo, ou seja, o pesquisador normalmente não começa “do zero”, mas sim trabalha a partir dos avanços e fracassos de seus colegas que o antecederam.

 

Habilidades mobilizadas (BNCC):

(EF06HI08) Identificar os espaços territoriais ocupados e os aportes culturais, científicos, sociais e econômicos dos astecas, maias e incas e dos povos indígenas de diversas regiões brasileiras.

 

Um outro ponto muito importante apresentado no documentário é a apropriação que as comunidades de descendentes dos maias fazem destas descobertas na atualidade. A possibilidade de leitura e de reconstrução da identidade, de pertencimento à rica cultura destas antigas civilizações.

 

Para assistir ao documentário basta clicar aqui:

Resultado de imagem para documentário Decifrando o Código Maia

 

O documentário além de interessante, nos revela a preocupação com a beleza, com o refinamento que era marcante entre a elite maia, mas também essa escrita nos revela a ambição e o poder dos monarcas, até o declínio desta civilização.

 

Equipe Assessoria de História

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17/03/2021 - Ensino Religioso, História

Mão na massa, Brasi...

  Palavras-chave: Prática pedagógica, tempo, periodização. Segmento/ano: Ensino fundamental e educação infantil. Objetivos de aprendizagem (BNCC): Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presente...

17/03/2021 - Ensino Religioso, História

Mão na massa, Brasil! – O tempo da prática

 

Palavras-chave:

Prática pedagógica, tempo, periodização.

Segmento/ano:

Ensino fundamental e educação infantil.

Objetivos de aprendizagem (BNCC):

  1. Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e calendário. 
  2. Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, de pertencimento e de memória.
  3. Identificar as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo e discutir suas interferências nos modos de vida de seus habitantes, tomando como ponto de partida o presente.

 


 

Olá!

Na última postagem falamos sobre a importância do tempo para nossa construção como sujeitos. Para ler, clique AQUI.

Mas, como trazer isso na prática da sala de aula?

Como falamos anteriormente, o tempo acaba se tornando abstrato e é assimilado por nós de forma inconsciente. Uma das maneiras de perceber o tempo no nosso cotidiano, de forma mais concreta, é trabalhar com a periodização.

Quando periodizamos o tempo, estamos trabalhando com ordenação, divisão e classificação de fatos e acontecimentos de acordo com critérios. Isso ocorre não só quando o assunto é fatos históricos em grande escala, pois também os cotidianos e pessoais passam pela periodização. É comum ouvir de pessoas à nossa volta “aquela foi a melhor época da minha vida” ou ainda “aquele foi o pior dia da minha vida”. 

Esse processo de organização temporal (e mesmo de hierarquização, organização por ordem de importância) é uma periodização da nossa História pessoal e diz muito sobre o que valorizamos, nossos valores, gostos, afetos e experiências. Além disso, nos proporciona uma percepção mais aguçada de tempo que interliga passado, presente e futuro, o que a BNCC chama de antes, durante, ao mesmo tempo e depois. Quem sabe assim conseguimos fugir um pouco do tempo cronológico e linear?

A proposta aqui é justamente essa: construir com nossos estudantes periodizações que quebrem com a ideia progressiva de tempo, de que estamos andando em linha reta. Além disso, que tal contar nossa história de vida partindo do futuro, e não do passado?

A primeira regra estabelecida é que está proibido criar linhas do tempo nesta atividade! Que tal um círculo do tempo? Ou um hexágono do tempo? Quem sabe, um triângulo do tempo… Deixe livre para que seus estudantes escolham o formato gráfico com o qual eles querem contar sua história! 

 

 

A segunda regra é que os estudantes não podem seguir a ordenação tradicional passado > presente > futuro, pelo contrário, terão de seguir a lógica inversa: contar sua história partindo de algo que eles desejam para o futuro (o que chamamos de horizontes de expectativa) e ir em direção ao passado (aos espaços de experiência).

 

Habilidades mobilizadas (BNCC):

EF02HI06 Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

EF01GE05 Observar e descrever ritmos naturais (dia e noite, variação de temperatura e umidade etc.) em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando a sua realidade com outras.

EF03GE02 Identificar, em seus lugares de vivência, marcas de contribuição cultural e econômica de grupos de diferentes origens

EF04HI01 Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço, com base na identificação de mudanças e permanências ao longo do tempo.

 

*Texto escrito em parceria entre: Equipe Assessoria de História e Professora Daniela Pereira da Silva

 

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Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf>. Acesso em: maio, 2018.
WHITROW, G. J. O Tempo na História. Rio de Janeiro. Editora Zahar, 1993.
FERREIRA, Marieta de Morais; OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de. Dicionário de Ensino de História. Editora FGV, 2019
Baptista, A. M. H. (2013). Tempo e espaço na cultura japonesa, de Shuichi Kato. São Paulo: Estação Liberdade, 2012. EccoS Revista Científica, (31), 234-238.

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