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14/05/2020 - Ensino Religioso, História

O mundo conectado e ...

Professoras e Professores   Anteriormente, na nossa série Conectados e Globalizados, falamos sobre a relação comunidade íntima (ou local) e comunidade imaginada (ou virtual).   Hoje queremos refletir sobre ...

14/05/2020 - Ensino Religioso, História

O mundo conectado e a juventude

Professoras e Professores

 

Anteriormente, na nossa série Conectados e Globalizados, falamos sobre a relação comunidade íntima (ou local) e comunidade imaginada (ou virtual).

 

Hoje queremos refletir sobre a relação comunidade virtual e sua influência na juventude.

O pesquisador Pérez Gómez apresenta ser “possível afirmar que a vida cotidiana das novas gerações, sobretudo dos jovens, configura-se mediada pelas redes sociais virtuais, que induzem novos estilos de vida, de processamento de informação, de intercambio, de expressão e de ação” (PÉREZ GÓMEZ, 2015, p. 25).

Por exemplo, você já percebeu como a nossa linguagem mudou com o uso das redes sociais digitais, palavras como: deletar, curtir, seguir, passaram a ser usuais no cotidiano?

Se o uso das redes sociais influência nosso modo de falar, também, influenciará o modo de vestir, consumir, interagir e até mesmo na forma de pensar, “as novas gerações têm seu alcance a possibilidade de consumir, buscar, comparar, processar, avaliar, selecionar e criar informações, por meio das suas múltiplas relações e contatos nas redes sociais. Por esta razão, não podemos esquecer que se convertem, em certa medida, em produtoras de conteúdo, comunicadoras de sucessos e experiências, usando a palavra, a imagem, os movimentos, o hipertexto, etc” (PÉREZ GÓMEZ, 2015, p. 27).

 

Você conhece influenciadores digitais? Tem até premiação para esses profissionais, veja os mais votados na categoria Educação e Cultura clicando aqui

 

Sendo assim, esta influência não pode ser desconsiderada por educadores. Neil Postman (1999 apud Pérez Gómez, 2015, p. 20) adverte que, atualmente, a televisão comercial, os videogames, as redes sociais e os intercâmbios digitais são, significativamente, as mais constantes fontes de valores ao alcance de meninos, meninas e jovens”.

 

Como pensa a Geração Z? Veja reportagem completa sobre isso clicando aqui.

 

Desenvolve-se, assim, um cenário que causa receio de educadores e família, pois a juventude parece se formar como um grupo tão diferente que se torna inalcançável, porém “acreditamos que esse temor é infundado, esses medos não se justificam. As crianças e jovens de hoje são, em sua essência mais profunda, iguais aos de outros tempos, e tal como crianças de ontem que agora, como mães e pais, também sonham, planejam, amam. Mudou o formato, mudaram as linguagens, mas cérebro infantil e adolescente neste novo mundo digital mudou muito pouco (ANTUNES, 2018, p. 10).

 

Veja mais características da juventude na pesquisa realizada em parceria entre Ibope Media com o YouPix: 10 características do jovem digital

 

Fique de olho, pois no nosso blog temos várias postagens sobre essa temática seja sobre a relação entre BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e o conceito de juventude, assim como divulgação de pesquisas sobre a violência e a juventude, oportunidades e desigualdades entre jovens, entre outros.

 

Para assistir ao vídeo Relações humanas conectadas e globalizadasclique aqui.

 

Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

 

Acompanhe a continuidade dos vídeos e postagens da série Conectados e Globalizados, muitos dos assuntos abordados até aqui, ainda serão debatidos.

 

Equipe Assessoria de História

 

Referências:
ANTUNES, Celso. Educar em um mundo interconectado: um livro para pais e professores. Petrópolis, RJ: Vozes. 2018.
PÉREZ GÓMEZ, Ángel. Educação na era digital: a escola educativa. Porto Alegra: Penso, 2015.

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29/05/2020 - Língua Portuguesa

A língua em uso

Olá, professore (as). Estamos sempre repetindo isto: a língua não é uma estrutura estática que conserva um padrão único de palavras, expressões e vocabulários. Ela segue a dinâmica das transformações históri...

29/05/2020 - Língua Portuguesa

A língua em uso

Olá, professore (as).

Estamos sempre repetindo isto: a língua não é uma estrutura estática que conserva um padrão único de palavras, expressões e vocabulários. Ela segue a dinâmica das transformações históricas e sociais.

Basta olharmos para os primeiros textos escritos no Brasil ou para as obras literárias produzidas no século passado. São exemplos reais, que ilustram esse movimento.

A língua evolui a partir dos usos que fazemos dela. Em cada momento, surgem formas de expressão e usos linguísticos para as mais diferentes situações.

Tomando como referência o contexto da pandemia, é possível perceber que o envolvimento com as informações e as novas formas de interagir socialmente proporcionaram transformações em diversos aspectos de nossas vidas.

De um momento para outro, mudamos o planejamento de nossas aulas, pesquisamos ferramentas novas, usamos outros recursos e tecnologias para o ensino e, assim, deixamos, no mundo, os registros de um processo de transformação social.

Que tal refletir um pouco sobre o papel da língua nesse contexto?

Dica de hoje:

– Planejar uma aula a partir das palavras que, por consequência da pandemia, foram, aos poucos, incorporadas ao nosso discurso.

– Que palavras são essas?

– Já estamos familiarizados com esses termos e expressões?

– A ideia é produzir uma reflexão sobre como o contexto social influencia diretamente nas relações com a língua.

– Nessa proposta, você pode trabalhar com diversos gêneros textuais: notícias, artigos científicos, reportagens, glossários, entrevistas, anúncios, cartazes etc.

– Faça um planejamento dessa proposta. Lembre-se de articular a reflexão sobre as transformações linguísticas à função social dos gêneros textuais estudados.

Essa foi a dica de hoje!

Você também pode enviar algumas sugestões de postagens para nosso e-mail:
linguaportuguesa@aprendebrasil.com.br

Até breve!

Assessoria de Língua Portuguesa

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28/05/2020 - Língua Portuguesa

Semântica: diminuti...

Olá, professores (as). Tudo bem por aí? Quais são os efeitos de sentido causados pelo uso do diminutivo em nossa fala ou escrita? Esse é um ponto interessante para ser articulado ao estudo sobre semântica. Fonte: ht...

28/05/2020 - Língua Portuguesa

Semântica: diminutivo

Olá, professores (as).

Tudo bem por aí?

Quais são os efeitos de sentido causados pelo uso do diminutivo em nossa fala ou escrita?

Esse é um ponto interessante para ser articulado ao estudo sobre semântica.

Mulher, Menina, Balão, Balão De Pensamento, Acho Que

Fonte: https://pixabay.com/pt/illustrations/mulher-menina-bal%C3%A3o-1172718/

Dica:

Peça aos seus alunos que pesquisem ocorrências do uso de diminutivos em diferentes gêneros textuais: músicas, poemas, posts, mensagens etc.

Explique que além de indicar algo ou alguma coisa em tamanho reduzido, o uso do diminutivo sugere também: relações de afetividade; desprezo; modéstia; ironia; sarcasmo; tristeza etc.

A intenção é levá-los a perceber os efeitos de sentido provocados por algumas palavras em diferentes contextos de circulação da língua.
Qual é o valor semântico do uso desses diminutivos?

Selecione alguns exemplos de outras ocorrências em textos e solicite aos alunos que substituam as palavras no diminutivo por outras no aumentativo e também por sinônimos.

Proponha a reflexão:
– O corre alteração de sentido? Por quê?
– O uso dessas palavras em outro contexto teria outro valor semântico? Qual?

Ajude-os a perceber que o processo de significação é o que efetiva a comunicação e que isso reflete, principalmente, na hora de produzir ou interpretar textos.

Depois, compartilhe com seus alunos uma imagem (foto, desenho ou ilustração) e proponha a produção de três #hashtags usando palavras no diminutivo. A ideia é que cada um pense em “palavras-chave” com valores semânticos diferentes para aquela foto.

Gostou da dica de hoje?
Já realizou alguma proposta parecida?
Compartilhe aqui no blog!

Hoje, ficamos por aqui.

Até breve!

Assessoria de Língua Portuguesa
linguaportuguesa@aprendebrasil.com.br

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28/05/2020 - Ensino Religioso, História

O lugar dos saberes ...

Olá Educadores   Hoje finalizamos nossa série de vídeos Conectados e Globalizados.   Tornou-se frequente profissionais da educação questionarem se esta sociedade tão globalizada e conectada realmente com...

28/05/2020 - Ensino Religioso, História

O lugar dos saberes neste mundo conectado e globalizado: o papel do professor

Olá Educadores

 

Hoje finalizamos nossa série de vídeos Conectados e Globalizados.

 

Tornou-se frequente profissionais da educação questionarem se esta sociedade tão globalizada e conectada realmente compreende a importância do saber escolar.

Na nossa série de vídeos encerramos nossas discussões pensado os saberes e o papel dos professores, pois diante de tudo que foi discutido é evidente que os espaços de aprendizagem cresceram significativamente com o avanço das tecnologias digitais, porém ainda existe aquele saber que se constrói dentro da escola.

Pérez Gómez (2015, p. 29), ao citar Dussel (2011) afirma que a escola  “é uma instituição de transmissão cultural, organizada em determinado momento histórico – a modernidade do final do século XVIII e início do XIX – em torno de uma ideia de cultura pública e na qual predominava o pensamento racional, reflexivo e argumentativo, que respondia às exigências do mundo laboral, em grande parte, organizado ao redor de uma fábrica e de uma linha de montagem”.

Sobre educação, aqui, concordamos com Ken Robinson: “para mim, o objetivo da educação é possibilitar às pessoas a compreensão do mundo à sua volta e de seus talentos a fim de que se tornem cidadãos plenos, ativos solidários” (ROBINSON, 2019, p. 7).

Portanto, o modelo escolar apresentado e, também, criticado por Dussel não se encaixa na sociedade em que vivemos afinal “na contemporaneidade, parece cada vez mais óbvio que o conhecimento não é nem verdadeiro nem definitivo, mas verossímil, melhor ou pior com base em argumentos e evidências, parcial e provisório” (PÉREZ GÓMEZ, 2015, p. 25). Pérez Gómez, ainda apresenta que “aprender não é apenas reter dados ou conceitos, mas antes criar e participar de redes de intercâmbio de dados e ideias, que propagam e avaliam rigorosamente a qualidade das suas fontes de informação” (2015, p. 50).

Portanto, “o conectivismo revela que a principal parte dos processos de ensino e aprendizagem, o que e o como aprender, se combina hoje com o onde encontrar”. (PÉREZ GÓMEZ, 2015, p. 51).

Sendo assim, “se, de algum modo, estiver envolvido com educação, você tem três opções: fazer mudanças no sistema, pressionar por mudanças no sistema ou assumir iniciativas fora do sistema” (ROBINSIN, 2019, p. 8).

Ken Rodinson ainda afirma que “o desafio não é consertar esse sistema, mas mudá-lo; não reformá-lo, mas transformá-lo. A grande ironia no atual mal-estar na educação é que nós, na verdade, sabemos o que funciona. Nós apenas não fazemos isso em grande escala” (ROBINSIN, 2019, p. 9).

Parece que finalizamos nossa série de vídeos colocando toda responsabilidade sobre a educação contemporânea nos professores, não é mesmo?

Porém, como discutimos anteriormente, para a educação dos nossos jovens é necessário a conexão (física e/ou virtual) das comunidades, da família, entre outras instituições.

E, nós professores, talvez sejamos os únicos que somos um pouco de tudo, ou seja, podemos ser educadores, família, representação política, enfim, assumimos os mais diversos papéis.

 

Para assistir ao vídeo O lugar dos saberes neste mundo conectado e globalizado: o papel do professorclique aqui.

 

Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

 

Acompanhe a continuidade dos vídeos e postagens da série Conectados e Globalizados, muitos dos assuntos abordados até aqui, ainda serão debatidos.

 

Até lá…

Equipe Assessoria de História

 

Referências:
PÉREZ GÓMEZ, Ángel. Educação na era digital: a escola educativa. Porto Alegra: Penso, 2015.
ROBINSIN, Ken. Escolas criativas: a revolução que está transformando a educação. Porto Alegre: Penso, 2019.

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27/05/2020 - Arte

PAUSA: A importânci...

Olá professora, olá professor! ♥ Que bom tê-los conosco mais uma vez! Você já parou para pensar sobre a importância da pausa para um professor de Arte? Hoje o tema do podcast é esse! Ouça e reflita! Acesse atr...

27/05/2020 - Arte

PAUSA: A importância da pausa em Arte

Olá professora, olá professor! ♥
Que bom tê-los conosco mais uma vez!

Você já parou para pensar sobre a importância da pausa para um professor de Arte?

Hoje o tema do podcast é esse! Ouça e reflita!

Acesse através do banner abaixo, o podcast: CONVERSA GRAVADA 

Gostou? Ficou com dúvidas ou tem sugestões?

Deixe aqui nos comentários!!!

 

ATÉ A PRÓXIMA, TCHAU! =)

Rafael Pawlina

Assessor de Arte

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26/05/2020 - História

Livro Histórias da ...

Olá Professores   Hoje é dia de indicação de leitura.   No livro Histórias da gente brasileira, a Professora Mary del Priore apresenta uma história do Brasil diferente.     Segundo a autora o l...

26/05/2020 - História

Livro Histórias da gente brasileira

Olá Professores

 

Hoje é dia de indicação de leitura.

 

No livro Histórias da gente brasileira, a Professora Mary del Priore apresenta uma história do Brasil diferente.

 

Capa do livro. Acesse o site da editora LeYa Brasil.

 

Segundo a autora o livro não relata a história “dos grandes feitos, nomes e datas que marcaram o nosso passado; tampouco aquela dos fenômenos extraordinários que provocaram rupturas na nação, mas as histórias do dia a dia, ou melhor, de todos os dias da semana. Histórias feitas por personagens anônimos do passado, que raramente nos são apresentados, pois se confundem com o tecido social em construção. Uma história da gente brasileira no labor cotidiano, inventando, produzindo e ganhando o “pão de cada dia”! Sim, no gerúndio mesmo, pois a vida real se passa nesta forma de verbo” (Del Priore, 2016, p. 9).

 

Quer saber mais sobre o livro assista o vídeo: Histórias da gente brasileira, nele a própria autora apresenta características gerais da pesquisa e conteúdo do livro.

 

Acompanhe nossas publicações, ainda temos muitas indicações para compartilhar.

 

Equipe Assessoria de História

 

Sempre que precisar entre em contato conosco: historia@aprendebrasil.com.br
Siga nossas redes sociais: Instagram: @aprendebrasil / Youtube: Sistema Aprende Brasil

 

Referências:
Priore, Mary del Histórias da gente brasileira : volume 1 : colônia / Mary del Priore. –São Paulo : LeYa, 2016.

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25/05/2020 - Língua Portuguesa

Gêneros textuais: p...

Olá, professores (as). Refletir sobre a produção e a recepção de textos autênticos pertencentes a diferentes contextos de circulação da língua é um dos princípios de trabalho com os gêneros textuais. A língu...

25/05/2020 - Língua Portuguesa

Gêneros textuais: passado e presente…

Olá, professores (as).

Refletir sobre a produção e a recepção de textos autênticos pertencentes a diferentes contextos de circulação da língua é um dos princípios de trabalho com os gêneros textuais.

A língua – em sua natureza viva e dinâmica – acompanha o movimento das transformações históricas e sociais de uma época, de um contexto, e, por isso, está sempre em evolução.

Em função das transformações ocorridas a partir do desenvolvimento das tecnologias, muitos gêneros textuais que conhecemos hoje, principalmente aqueles que fazem parte da cultura digital, são atualizações, transmutações ou reconfigurações de práticas de linguagem que foram muito populares em outros momentos.
Como eram os textos antes da Internet? O que mudou?

Reparação, Velho, Globus, Uma Bagunça, Escola, Edifício Fonte:https://pixabay.com/pt/photos/repara%C3%A7%C3%A3o-velho-globus-uma-bagun%C3%A7a-3484790/

 

Dica de prática:
– Escolha um gênero textual (atual) que seja bem popular entre os alunos. Exemplos: mensagens de texto; memes; gifs; tweets etc.
– Peça aos alunos que analisem as condições de produção e circulação desse gênero. Onde circula? Por que são produzidos? Quem os produz?
Depois, instigue a reflexão, solicitando uma pesquisa a partir de algumas questões norteadoras:
– Esse gênero foi transformado a partir de outro? Qual?
– A função social que ele ocupa hoje existia antes de sua criação/popularização?
– Como as pessoas interagiam sem esse gênero? Que recursos utilizavam?

Incentive-os a refletir sobre as diferentes práticas de interação social, levando em consideração as recorrentes transformações sociais e tecnológicas.
Se possível, faça você também uma pesquisa e compartilhe os resultados com seus alunos. A ideia é ampliar a perspectiva de investigação, mostrando que, em um passado (não muito distante) dependíamos de:
– Enciclopédias para estudar;
– Mapas e anotações de endereço para nos localizarmos em viagens;
– Agendas e listas telefônicas para anotar ou encontrar um contato;
– Panfletos de pizzarias para fazer pedidos por telefone etc.

Você também pode propor uma atividade orientada a partir da evolução de um objeto, recurso ou prática…

Hoje, recebemos centenas de mensagens diariamente, mas quem aí mandava bilhetinhos em folhas de papel?
Hoje, postamos fotos instantâneas em nossas redes sociais, mas quem aí precisou esperar acabar o rolo de filme da máquina para poder revelar as fotos?
Hoje, rimos de vídeos, áudios, textos e imagens que são compartilhadas por milhares de pessoas, mas quem aí anotava as piadas para poder reproduzir aos amigos?
Continuamos fazendo isso? Como? Por quê?

Fazer essa relação entre o passado e o presente dos gêneros textuais é um exercício interessante, pois permite ampliar a percepção em relação à função social e histórica do textos.
Você já realizou uma prática como essa?
Como foi? Compartilhe aqui nos comentários.

Hoje, ficamos por aqui.

Até breve.

Assessoria de Língua Portuguesa
linguaportuguesa@aprendebrasil.com.br

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