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28/09/2020 - Marketing

EDUCAÇÃO SE FAZ CO...

por Andréa Luiza Santos Arantes*     Caros educadores, Uma das premissas do Sistema de Ensino Aprende Brasil é a promoção da educação pelo exemplo. Acreditamos que, por trabalharmos com a educação, deve...

28/09/2020 - Marketing

EDUCAÇÃO SE FAZ COM EXEMPLOS

por Andréa Luiza Santos Arantes*

 

 

Caros educadores,

Uma das premissas do Sistema de Ensino Aprende Brasil é a promoção da educação pelo exemplo. Acreditamos que, por trabalharmos com a educação, devemos fazer escolhas que inspirem a sociedade a promover sustentabilidade e dessa forma contribuir para a construção de um mundo melhor. Pensando nisso, neste ano vamos presentear todos os educadores que utilizam o Aprende Brasil com uma sacola feita em tecido. Um produto sustentável que pode ser utilizado em substituição às famosas sacolas ou pastas plásticas.

 

Atualmente, a utilização de plástico descartável é um sério problema ambiental e social em todo o mundo. A grande quantidade de resíduo plástico descartável gerada por nós, e a incorreta destinação dada a esses resíduos, está ameaçando um de nossos mais ricos e importantes ecossistemas. Mares e oceanos estão cheios de resíduos plásticos, causando a mortalidade de vários animais marinhos e a poluição das águas.A sacola é uma contribuição para que vocês possam nos ajudar no compromisso de redução na geração de resíduos plásticos e na promoção da educação pelo exemplo, levando esse assunto para a sala de aula e conversando com seus alunos sobre a importância do consumo consciente e da escolha de produtos com baixo impacto ambiental.

Para auxiliá-los nesse processo, vamos compartilhar com vocês um artigo sobre o tema e dicas sobre algumas atividades que podem ser realizadas em sala de aula com seus alunos.

Vamos juntos fazer a diferença e promover um futuro mais sustentável. Porque aqui, no Aprende Brasil, educação se faz com exemplos!

 

Plástico descartável: proibir para mudar

Ao ser questionado sobre o uso de produtos descartáveis, talvez você não se lembre de que, na última semana, provavelmente utilizou vários deles, seja tomando água, mexendo seu café, carregando compras do supermercado ou usando canudos para tomar um suco. A maioria das atividades humanas modernas utilizam produtos descartáveis – boa parte deles –  feitos de material plástico, e quando paramos para observar o comércio de alimentos e bebidas vemos que o uso de materiais descartáveis é significativamente mais expressivo.
Podemos citar vários problemas relacionados ao descarte de materiais plásticos, como a falta de espaço nos aterros sanitários para descarte dos resíduos, a demora na decomposição desses materiais e os problemas relacionados à incineração de resíduos a céu aberto (que representam uma das principais fontes de poluição do ar no Brasil). Mas atualmente o problema mais comentado diz respeito ao acúmulo de plástico nos oceanos. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 8 milhões de toneladas de plásticos são jogadas anualmente nos oceanos, acarretando na formação de grandes ilhas de resíduo e no aumento da mortalidade entre animais marinhos.

Ainda de acordo com a ONU, a cada ano são gerados cerca de 300 milhões de toneladas de lixo plástico, sendo que 14% desse resíduo é encaminhado para reciclagem e apenas 9% é efetivamente reciclado. Algumas pessoas têm a falsa impressão de que todos os resíduos plásticos são recicláveis. Porém produtos químicos acrescentados aos polímeros plásticos e embalagens de alimentos contaminadas com restos orgânicos podem inviabilizar o processo de reciclagem.

Frente à constatação de que não podemos resolver o problema de destinação de todo o resíduo plástico gerado apenas por meio da reciclagem, fica clara a necessidade de reduzir o consumo e a geração desse resíduo. Considerando esse fato, vários países já estão adotando medidas que proíbem a utilização de produtos plásticos descartáveis. O Canadá, a Indonésia e nações da União Europeia, por exemplo, já definiram uma data para proibição do uso de plástico descartável, e o Brasil, sendo o 4º país que mais gera resíduos plásticos no mundo, precisa acompanhar esse movimento.

Bares e restaurantes são exemplos de estabelecimentos que podem reduzir drasticamente o consumo de itens plásticos, que é bastante expressivo. Copos, canudos, pratos e talheres descartáveis são utilizados cotidianamente em muitos estabelecimentos, e o consumidor, tão acostumado com esse padrão de consumo, não tem por hábito questionar a real necessidade de utilização desses materiais.

Considerando que a proibição do uso de produtos descartáveis está se tornando realidade em alguns municípios brasileiros e que essa iniciativa pública tem a tendência de se espalhar em breve para um grande número de cidades é necessário que proprietários de bares e restaurantes comecem a usar materiais biodegradáveis. Em contrapartida, a indústria responsável pela produção de produtos plásticos descartáveis precisa aumentar o investimento em pesquisa e desenvolvimento de materiais com baixo impacto ambiental, promovendo a inovação nos seus produtos para garantia da manutenção dos seus negócios.

É importante destacar, também, que nós, como consumidores, podemos adotar uma postura consciente e proativa que não dependa da existência de políticas públicas. O consumidor final é o agente de transformação com maior poder nessa cadeia. Podemos estimular as marcas que consumimos, os fornecedores que contratamos e os estabelecimentos comerciais que frequentamos a realizar iniciativas de substituição do plástico.

Por fim, partindo do princípio de que nenhuma mudança é fácil, devemos começar, dando preferência às empresas com um posicionamento ativo e comprometido no que diz respeito a iniciativas de baixo impacto ambiental. Isso contribuirá para viabilizar essa mudança de comportamento tão urgente e fundamental para a sustentabilidade do nosso futuro.

*Andréa Luiza Santos Arantes, engenheira ambiental e sanitarista, é consultora nas áreas de Gestão de Processos, Qualidade e Meio Ambiente, mestre em Gestão Ambiental pela Universidade Positivo e coordenadora de Gestão Ambiental no Grupo Positivo

 

Como abordar essa temática com alunos em sala de aula

Existem várias possibilidades para abordar esse assunto em sala de aula. Descrevemos aqui uma sugestão para inspirar você a gerar um conteúdo bem legal para os seus alunos:

Incentivando a prática da coleta seletiva

Antes de propor qualquer exercício para tratar sobre a temática de geração de resíduos é necessário entender se os seus alunos já possuem o hábito de praticar a coleta seletiva. Se esse for um assunto relevante para o seu grupo, recomendo que comece a abordar o assunto falando sobre a importância da separação dos resíduos.

A maioria das pessoas que não praticam coleta seletiva não o fazem por não entenderem a relevância dessa atitude. Por isso, é importante explicar o que acontece com os materiais após a separação, para que todos possam ser sensibilizados por meio da compreensão sobre o processo completo.

Por exemplo, no geral separamos o lixo da seguinte forma: papel, plástico, metal, vidro e não reciclável. Cada resíduo gerado segue um caminho diferente a partir da coleta seletiva, e todos os resíduos recicláveis vão retornar para a indústria e serão utilizados na fabricação de outros produtos. Chamamos esse processo de economia circular. Para ficar mais fácil de entender vamos ver o exemplo do plástico: você sabia que o plástico é produzido a partir do petróleo? Veja as seguir o ciclo de vida de uma garrafinha plástica:

Pela análise dos dois ciclos, podemos concluir que reciclar é poupar o meio ambiente. Por meio da prática da coleta seletiva, podemos garantir que o resíduo plástico retorne para a indústria e seja utilizado na fabricação de vários produtos, reduzindo, dessa forma, a necessidade de utilização de resina plástica virgem, produzida a partir da extração do petróleo – que causa vários impactos ao meio ambiente.

 

Falando sobre a importância da redução do consumo de plásticos descartáveis
e da reutilização de materiais

Agora que seus alunos já estão sensibilizados sobre a importância da prática da coleta seletiva, vamos dar mais um passo e falar sobre ações que podem ser realizadas para reduzir a geração de resíduos plásticos descartáveis. Para começar, é preciso fazê-los perceber, por conta própria, que os resíduos que mais geramos nas atividades diárias é o resíduo de plástico descartável. Só assim eles entenderão a relevância de falar sobre esse assunto.

Convide seus alunos a tomar nota, pelo período de alguns dias, de todos os resíduos plásticos que são gerados na sua residência e todos aqueles que eles encontram jogados na rua no trajeto para a escola. Naturalmente, todos irão concluir que geramos um grande volume de resíduo plástico nas nossas atividades diárias.

O próximo passo é debater com os alunos ideias de redução de consumo e reutilização de materiais. Peça para cada aluno escolher um tipo de resíduo plástico e dar um exemplo de novo uso. Por exemplo, uma embalagem usada pode virar um porta-lápis de cor, conforme mostra a imagem a abaixo:

Esse exercício irá desenvolver a inovação e a criatividade, além de apresentar várias possibilidades de novas funções para materiais plásticos.

Aqui vão algumas dicas para ajudar a enriquecer a discussão de vocês:

  • Prefira embalagens retornáveis e refis;
  • Escolha garrafinhas ou copos reutilizáveis;
  • Utilize sacolas reutilizáveis, as chamadas ecobags, para carregar suas compras no supermercado;
  • Não utilize canudos descartáveis – opte pelas opções de canudos de metal e plástico reutilizáveis;
  • Evite utilizar talheres e pratos descartáveis.

 

 

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  • Como não perceber através desse material, a nossa responsabilidade como professores de sermos multiplicadores da conscientização dos nossos alunos da necessidade e urgência em mudarmos de atitudes em beneficio da preservação do nosso planeta. Este material só veio nos mostrar de forma clara e objetiva de como podemos através de pequenas ações e atitudes transformar nossos alunos em defensores do meio ambiente,

  • Bom dia !
    Material riquíssimo , com dicas para inovar nossas aulas com nossas crianças pois elas são futuro do nosso planeta e nós como Educadores temos que ensinar e ser exemplos para elas .

  • Gostei muito, são novas ideias para está ampliando a nossa atitude positiva a favor do planeta.

27/11/2020 - Geografia, História

A Geografia das dife...

Olá professora! Olá professor! O que diferencia um país próspero de um país empobrecido? De acordo com o professor James A. Robinson da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, os fatores que mais contribuem par...

27/11/2020 - Geografia, História

A Geografia das diferenças

Olá professora! Olá professor!

O que diferencia um país próspero de um país empobrecido? De acordo com o professor James A. Robinson da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, os fatores que mais contribuem para o atual quadro de riqueza ou miséria de um país estaria na longa presença de um Estado ineficiente, onde as políticas públicas são ineficazes como baixos investimentos em educação, além de elevados  níveis de corrupção e opressão. Através dos livros de Geografia do Sistema de Ensino Aprende Brasil, é possível em diversos conteúdos conduzir uma análise sobre essa pesquisa, como pode ser observado a seguir:

8o ano/3o. vol./p.10

O pesquisador britânico, ainda aponta para a questão do poder político se concentrar nas mãos de uma elite, que organiza a sociedade em função de seus próprios interesses em detrimento da maioria da população. Ao observarmos a sociedade atual encontramos diversos países, sobretudo os subdesenvolvidos, com esta forma de organização política. Sobre esse assunto, podemos citar  a Primavera Árabe que iniciou em dezembro de 2010  e que se caracterizou por diversas manifestações e protestos contra uma política opressiva, elitista e ineficiente em países do Oriente Médio e Norte da África. Mas vale ressaltar que há inúmeros exemplos atuais em países do continente americano e asiático.

O que achou deste post? Deixe seu comentário.

Equipe Assessoria de Geografia

Sempre que precisar entre em contato conosco: geografia@aprendebrasil.com.br
Siga nossas redes sociais: @aprendebrasil

Grande abraço e até o próximo post!

Equipe Assessoria de Geografia

Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2018. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf>. Acesso em:  25 Março de 2020.
EDMONDS, David. A cidade dividida que ajuda a explicar por que algumas nações fracassam e outras prosperam. Artigo publicado na BBC Big Idea. Disponível em <https://www.bbc.com/portuguese/internacional-54792935> Acesso em 06 Nov. 2020

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26/11/2020 - Língua Portuguesa

Autobiografia

Olá, professores(as)! Tudo bem com vocês? É possível construir uma autobiografia com base nas fotos/mensagens/posts que são compartilhadas nas redes sociais? Essa é uma pergunta interessante para prover uma reflex...

26/11/2020 - Língua Portuguesa

Autobiografia

Olá, professores(as)!

Tudo bem com vocês?

É possível construir uma autobiografia com base nas fotos/mensagens/posts que são compartilhadas nas redes sociais? Essa é uma pergunta interessante para prover uma reflexão sobre a hiperexposição.

Se quiser aprofundar essa discussão com seus alunos e promover um bom debate com a turma, você pode sugerir que cada aluno faça uma análise das informações que publicou em suas redes sociais e escreva sua autobiografia apenas com base nesses fatos.

O objetivo é construir o texto apenas com as informações que possam ser inferidas pelas publicações, exemplo: família, cidade, animal de estimação, escola, esportes etc.

Aqui, o mais importante é trabalhar a escrita do gênero textual em diálogo com as reflexões sobre a hiperexposição.

Se os textos dos alunos ficarem muito curtos, não tem problema, pois isso mostra que não existem muitas informações sobre eles disponíveis na Internet.

Você também pode promover uma reflexão sobre as informações postadas, produzindo uma discussão sobre as falsas verdades que, muitas vezes, aparecem mascaradas nas redes. Se alguém fizesse a análise da sua rede social e escrevesse sua biografia, essas informações seriam coerentes?

Discuta, reflita, analise!

Essa foi a dica de hoje.

Até breve!

Assessoria de Língua Portuguesa

linguaportuguesa@aprendebrasil.com.br

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20/11/2020 - Educação Física

20 de novembro – D...

                                             Sankofa: “retornar ao passado para ressignificar o presente e construir o futuro”. Olá Professores e Professoras! Tudo bem? Que tal debatermos um p...

20/11/2020 - Educação Física

20 de novembro – Dia da Consciência Negra

                                             Sankofa: “retornar ao passado para ressignificar o presente e construir o futuro”.

Olá Professores e Professoras!

Tudo bem?

Que tal debatermos um pouco sobre o que representa o dia 20 de novembro – dia da consciência negra? Bem, essa data nos faz lembrar do dia em que Zumbi dos Palmares morreu lutando para continuar livre juntamente com outros “irmãos”. E por isso, até hoje tem-se representado o Quilombo dos Palmares.

Hoje, em alguns municípios é considerado feriado pela construção do entendimento que se tem dessa data, para saber mais sobre isso, acesse ao texto: Lista de municípios que decretaram feriado no dia 20 de novembro

No entanto, nós, professores/as, precisamos incluir no cotidiano da escola a discussão antirracista para superar as desigualdades de oportunidades, superando as violências que hoje é qualificado por racismo.

É fato que precisamos caminhar e aprender em como abordar essas questões, e para isso é fundamental reconhecer a Lei 10.639/2003 que, “torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileiras e Africanas  no currículo oficial da Educação Básica e inclui no calendário escolar  o dia 20 de novembro como “Dia Nacional da Consciência Negra”.

Para que você tenha mais entendimento sobre como essa Lei e como as algumas escolas vem se organizando para a estruturar e materializar a Educação das relações étnico-raciais no currículo escolar, te convido para ouvir o podcast sobre esse tema, para isso clique na imagem:

 

 

Kátia Costa

Assessoria de Educação Física

Sempre que precisar entre em contato conosco: edfisica@aprendebrasil.com.br

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18/11/2020 - Língua Portuguesa

Sugestão de livro: ...

Olá, professor, olá professora! Tudo bem com vocês? Hoje trazemos uma sugestão de livro para sua biblioteca particular (e/ou da escola – mas voltada para o professor). É uma obra que traz muitas dicas sobre o ...

18/11/2020 - Língua Portuguesa

Sugestão de livro: Oficina de Escrita Criativa (Ideias para práticas de Produção de Texto)

Olá, professor, olá professora! Tudo bem com vocês?

Hoje trazemos uma sugestão de livro para sua biblioteca particular (e/ou da escola – mas voltada para o professor). É uma obra que traz muitas dicas sobre o trabalho com a produção de texto e, especialmente, 50 sugestões de práticas (que podem ser desenvolvidas/adaptadas para todas as faixas etárias).

Estamos falando do livro “Oficina de escrita criativa: escrevendo em sala de aula e publicando na web”, de Solimar Silva (Editora Vozes, 2014).

 

 

Com este livro não faltarão ideias extras para explorar a produção de texto, também, de outras formas divertidas com seus alunos. E tem muitas ideias que podem ser aproveitadas / adaptadas para as aulas remotas também! Algumas das propostas que vocês encontrarão: Desenhando e escrevendo; Acróstico; Cartaz dos sonhos; Tribunal do júri; Autobiografia; Uma novela; Telejornal; Uma letra só; Filme mudo; Diálogos (im)prováveis; Mesma história, diferentes fontes; Parafraseando; Dicionário pessoal; A história do nome etc. Vale a pena conferir!

 

E vocês conhecem algum outro livro com ideias de práticas de produção de texto para compartilhar aqui? Deixem suas sugestões nos comentários!

 

Até breve!

Assessoria de Língua Portuguesa

linguaportuguesa@aprendebrasil.com.br

 

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17/11/2020 - Língua Inglesa

Afinal, o que é lí...

ILF ou ELF O termo ‘inglês como língua franca’, representado pelo acrônimo ILF ou em inglês ELF (English as a lingua franca), refere-se à ideia de que a língua inglesa hoje é mais utilizada em situações que ...

17/11/2020 - Língua Inglesa

Afinal, o que é língua franca?

ILF ou ELF

O termo ‘inglês como língua franca’, representado pelo acrônimo ILF ou em inglês ELF (English as a lingua franca), refere-se à ideia de que a língua inglesa hoje é mais utilizada em situações que envolvem falantes não nativos de inglês do que em situações em que nativos se comunicam. Ou seja, ela não pertence àquela comunidade de falantes específica, nem à corte inglesa. Ela é franca, neutra, pertence a quem dela fizer uso.    A BNCC, documento oficial que estabelece habilidades e competências a serem desenvolvidas na educação básica, enfatiza a importância de se esclarecer aos alunos essa característica do inglês como língua franca.

Língua franca, ensino e identidade

Para o professor de língua inglesa é essencial perceber que a língua é social, que ela revela muito da cultura e dos costumes de cada região em que é falada. A língua revela a identidade de um povo. Ao falar, a pessoa revela de onde vem, país, classe social, cultura, estudo, gênero, profissão. À medida em que cada um se expressa, muitas características típicas da sua cultura são reveladas: comportamentos, gestos, sotaques, escolhas de palavras, todos são fatores reveladores. Se a língua é parte da identidade, essa identidade no contato com uma cultura estrangeira é reafirmada, repensada e reconstruída. Por isso é fundamental perceber a importância do uso e do ensino da língua inglesa como língua franca. O professor ensina uma língua com a qual o aluno irá se comunicar tanto para falar com falantes nativos como para falar com estrangeiros. É comprovado que hoje a língua inglesa apresenta mais falantes não-nativos do que nativos.

Inglês internacional, global ou mundial

H. Douglas Brown há alguns anos utilizou a expressão International English para falar dessa característica de língua a ser utilizada além das fronteiras de onde é falada por nativos. World English é o termo que Ragajopalan adotou para explicar a condição da língua inglesa como língua internacional, que não pertence a nenhuma nação. Segundo esse autor, a língua inglesa deixou de ser monopólio dessa ou daquela nação, ela pertence a quem dela fizer uso. Da mesma forma, David Crystal utiliza o termo Global English para explicar o fato de que essa língua é falada em todo o globo. Todos os três autores, que sao referências para formaçao de professores e estudos de metodologia de língua inglesa, discorrem sobre esse aspecto da língua inglesa, o de ser falada no mundo todo por diferentes comunidades que precisam se comunicar, buscando uma neutralidade de sotaques e gírias para que falantes não nativos cheguem a um denominador comum para a comunicação.   Preparar os alunos para enfrentar essa realidade é fundamental. Lembrar que não existe um único código, uma única maneira de falar inglês, um único sotaque a ser considerado o correto, é essencial.

Qual a variante correta de língua inglesa para o ensino?

Respeitar as diferentes variantes e características culturais é fundamental para a comunicação. Ao considerar a aprendizagem de língua materna, parece natural que existam variações, pois somos um país rico em características singulares que definem cada cultura local e cada variante linguística. Diferenciamos naturalmente um gaúcho de um mineiro ou de um carioca. Na língua estrangeira, especialmente o inglês, essa variação carrega uma amplitude ainda maior, dado o número de falantes nativos e não nativos que existem hoje. Sendo assim, nao existe a variante correta para ensinar em sala de aula, como em qualquer outra língua, mesmo a nossa língua portuguesa, não existe o sotaque perfeito ou o mais correto.  Existem variantes que decorrem do ambiente, da cidade, da cultura, do contexto. Mas nenhuma variante está errada em sua pronúncia ou escolha vocabular.

Nas palavras de Falcão,

“É, então, fundamental que o professor compreenda essa relevância e repasse para o aluno a ideia de que não existe a variante ‘certa’ ou ‘errada’, e que não se deve aprender apenas esta ou aquela variação por ser mais popular, ou menos transmitida pelas mídias sociais.”

Carvalho explica e aconselha:

“A meu ver, esse preconceito em torno das diversidades da língua resulta, em parte, do contato inicial do estudante com o seu instrutor, seja qual for sua tendência linguística. Empatia, segurança, prestatividade e até mesmo um bom timbre de voz influenciam na compreensão, por isso é comum estranhar a pronúncia de um falante que não tenha todas essas qualidades. Desvincule-se de todo preconceito e vício. Não entre nessa de ficar escolhendo com quem gostaria de conversar ou o que ouvir. Na época em que vivemos, marcada pela globalização econômica e cultural, devemos estar preparados para falar (e ouvir) o mundo.”

Somos seres únicos, cheios de singularidades

É importante considerar que cada um de nós possui uma singularidade riquíssima de valores e vivências. E ao nos comunicarmos com outras pessoas, estrangeiros ou não, estamos entrando em contato com essa ampla gama de características, crenças, valores, histórias que vêm junto com a fala, no ato da comunicação. Utilizar uma língua internacional é importante para acessar e entrar em contato com o mundo todo, mas lembrar que essas singularidades estão presentes e devem ser respeitadas é fundamental na comunicação por meio da língua inglesa.  Como afirma Morin, “A humanidade é ao mesmo tempo una e múltipla. Sua riqueza está na diversidade das culturas, mas podemos e devemos nos comunicar dentro da mesma identidade terrestre.” Pertencemos ao mesmo planeta e podemos nos comunicar com o mundo todo por meio dessa língua franca, o inglês, basta que respeitemos e estejamos abertos para compreender toda a bagagem riquíssima que acompanha o contato com o outro.

CARVALHO, Ulysses Britânico ou Americano, qual dos dois devo estudar? Disponível em: http://www.teclasap.com.br/britanico-ou-americano/ Acesso em 19/09/2017.

FALCÃO, Cristiane Vieira; DA SILVA, Ewerton Felix. AS VARIANTES DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: UMA ABORDAGEM DIDÁTICO-PEDAGÓGICA. Disponível em http://www.editorarealize.com.br/revistas/eniduepb/trabalhos/Modalidade_6datahora_04_10_2013_21_39_59_idinscrito_1682_8ee55d2ec117a4d0d317dc314b53fa50.pdf            Acesso em 19/09/2017

 

GIMENEZ, T.; CALVO, L. C. S.; EL KADRI, M. S. et al. (2015). Inglês como língua franca: desenvolvimentos recentes. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/rbla/v15n3/1984-6398-rbla-15-03-00593.pdf> Acesso em: 20 de abril de 2020.

 

MORIN, Edgar. Os Sete Saberes necessários à Educação do Futuro. 3.ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO,2001.

 

RAJAGOPALAN, Kanavillil. O inglês como língua internacional na prática docente. In: LIMA, Diógenes Cândido de. (org.) Ensino e aprendizagem de Língua Inglesa – conversas com especialistas. São Paulo: Parábola Editoria, 2009.

 

RITCHIE, Harry. It’s time to challenge the notion that there is only one way to speak English. Disponível em: https://www.theguardian.com/books/2013/dec/31/one-way-speak-english-standard-spoken-british-linguistics-chomsky

 

 

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16/11/2020 - Matemática

3° Episódio: Víde...

Olá, professores! Sejam bem-vindos ao terceiro e último episódio da Websérie “Vídeo + OEDs = Equação do 1° grau”. Nele apresentamos como você poderá explorar os recursos do Phet Colorado para o ensino de eq...

16/11/2020 - Matemática

3° Episódio: Vídeo + OEDs = Equação do 1° grau

Olá, professores!
Sejam bem-vindos ao terceiro e último episódio da Websérie “Vídeo + OEDs = Equação do 1° grau”.
Nele apresentamos como você poderá explorar os recursos do Phet Colorado para o ensino de equação do 1° Grau nas suas aulas síncronas ou gravadas.
Para conhecer clique AQUI.
Você sabe usar o recurso de gravar telas usado pela assessora ao mostrar a balança algébrica do phet Colorado? Não? Então acesse a explicação feita pelo Supervisor Pedagógico Regional do Aprende Brasil – Rodrigo Leão, clicando AQUI.
Fique ligado! Na próxima semana teremos novas publicações.
Até breve!

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